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Em busca da felicidade

16 Meses

IMG_2205.JPG

 (a foto possivel dos 11 meses)

 

Não abras as gavetas! Não mexas no lixo! Não dês com esse cabide no cão! Cuidado com a cabeça! Esse armário é proibido! As festas são mais devagar! Não faças birra! Não leves is...ok, não grites...pronto, leva!

Os nossos dias são assim. Tu a quereres fazer tudo o que não podes e nós atrás de ti, a ver se estás intacto ao final do dia.

Chegámos aos 16 meses. Que posso eu dizer de termos chegado aos 16 meses?! Que vamos à loja comprar roupa para ti e achamos que tudo fica grande. Que depois chegamos a casa e afinal está curto. Está apertado. Enfim, está pequeno. Percebemos que já não és o bebé que saiu da minha barriga no dia 10 de Fevereiro de 2015. Que és um rapazola gingão e crescido.

Gostava de escrever para ti todos os meses. Foi isso que planeei. Mas como tudo o que planeio, não o faço exactamente como tinha pensado. 

Tinha pensado que todos os meses te escrevia um texto. Não escrevo. Às vezes escrevo mais que um. Outras não escrevo nenhum. Mas mesmo quando não escrevo de ti, escrevo para ti. Sobre ti. Afinal de contas és o meu mundo. Se não todo, todo. A maior parte dele.

Tinha planeado escrever um texto por cada mês da tua vida. Não o faço. Percebi depois de nasceres que é melhor viver os momentos contigo do que escreve-los para ti.

Mas aponto. Aponto para não esquecer. Que quando fores mais velho quero-te lembrar que no dia que fizeste 16 meses dormiste uma parte da noite na cama dos pais. Que a mãe adormeceu em menos de 30 cm da cama, que acordou com o braço dormente e esqueceu as preocupações quando sorriste. Quero dizer-te que fomos tomar o pequeno almoço fora e que já não quiseste o iogurte quando viste o bolo em cima da mesa. Que fomos ao jardim a seguir. Que andaste de um lado para o outro na relva e que testaste todos os pisos a sentares o teu rabo de fralda. Feliz e admirado porque não te doía na queda.

Quero que saibas tudo o que tens aprendido. Que me lembras que quando o jantar já está acabado "já está!" e que gostas de ajudar a tirar a roupa da máquina. Mesmo que seja para o chão e não para o cesto.

Sei hoje que metade das coisas que comprei são inúteis, como o parque onde ias brincar. Que não ficas lá confinado porque a casa é grande demais para ficar num rectângulo tão pequeno. Que por mais espaço que haja estás sempre bem com toda a gente junta. Mesmo que isso implique estarmos os 3 encostados à maquina de lavar loiça. O pai a trabalhar, pondo a loiça lá dentro. Tu a comentar o trabalho feito e eu a garantir que não lanças as mãos aos talheres sujos.

Reconheço a minha persistência em ti. Que um não pode vir a ser um talvez se a coisa for pedida com jeitinho. Se não agora talvez mais logo. Mas nunca esquecendo o que se tem em mente.

Que a sopa é melhor se intercalada com uma colher de fruta e que os vegetais são mais saborosos que a chicha.

Que pedes uma bolacha para ti mas divides com os cães. Afinal de contas são os teus melhores amigos. Os que ficam contentes com a tua chegada. Os que fogem do caminho. Os que ganham com os teus pedidos. Os que toleram às vezes as festas que ainda não sabes dar.

Percebes mais coisas do que aquelas que queremos acreditar e cada vez mais o pai e a mãe têm de conversar por sinais.

Os morangos são a fruta de eleição. Açucarados, claro está! E o tomate que às vezes gera o engano.

Terminaste com os meus receios de não nos quereres porque passamos muito tempo fora. Quando chegamos és só para nós, dizes adeus aos avós. Beijinho e até amanhã.

A cada dia que passa és mais e mais o filho dos meus sonhos. Ou melhor, o que supera os meus sonhos. Que nunca imaginei ter um filho tão lindo e tu foste buscar o que nem eu nem o pai encontramos no espelho.

A música é uma constante e tu és um bailarino de primeira. Pões a musica a tocar e danças a cada publicidade divertida.

Sais a mim, não ao pai.

Danço contigo em qualquer lado e borrifo-me para quem esteja a olhar.

São 16 meses que agradeço a quem quer que seja por cada segundo contigo. São 16 meses que me fazer desejar mais 16 anos. Que me fazem querer estar cá depois de teres 61 anos. Para ver o homem que vais ser, o pai que te transformas e os netos que te vou estragar.

E agora uma das músicas do momento. Chucha, chucha, chucha, by Ursinho Gummy:

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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