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Em busca da felicidade

1996, 2006, 2016

 

Começo a verificar um padrão na minha vida relativamente ao qual já tinha algum receio e agora começo mesmo a ter algum medo. Não fiz nenhum estudo, até porque a amostra sou só eu, mas isto há aqui um ciclo de 10 anos em que, a cada década se dá um ano de verdadeira merda. Não há outra forma de colocar a coisa. E estes anos são sempre anos que acabam em 6. Acho que para 2026 até capacete e joelheiras vou comprar, tal não é a amiufa, como se diz na minha terra.

Ora este ciclo, de acordo com as minhas contas, começa normalmente uns meses antes do ano terminado em 6 começar, depois o ano começa e a ou as porcarias vão acontecendo, o ano termina com uma serie de resoluções e o principio do ano acabado em 7 serve de alavanca para me ir tentando erguer sendo que só lá para o 2º trimestre do dito é que a coisa se começa a compor.

E não, não chego a esta conclusão por dá cá aquela palha, eu explico.

1996 foi de longe o pior ano da minha vida até ao dia de hoje e espero que assim se mantenha. Foi o ano em que perdi a minha mãe, a pessoa que mais amei até ao dia em que o meu filho nasceu. A maior dor que alguma vez senti e a saudade que até hoje me acompanha. No final de 1995 teve uma recaída, adoeceu seriamente e, em Fevereiro de 1996 partiu para mais não voltar. Quero acreditar que está num sitio melhor, que toma conta de nós todos os dias, que me afaga o cabelo quando durmo e que garante que damos as nossas cabeçadas sem nos aleijarmos muito. Não é preciso dizer muito mais de 1996. Acho que uma destas chega. Principalmente se a somarmos ao facto de que eu era uma miúda de 12 anos e não uma mulher crescida que já sabia mais da vida.

Chegamos a 2005, não tenho grandes memorias do final de 2005 mas lembro-me que estava farta da minha vida, que comecei a tomar algumas decisões estúpidas que resultaram em algumas escolhas amorosas desastrosas em 2006. Só me meti em merda em 2006. Perdi 2 amigos, os que tinha mais próximos. Conheci o amor homem da minha vida mas insisti em não o ver. Acabei 2006 sozinha, literalmente, a comer passas e a virar champanhe. Entro em 2007 com a noção de que como dizem os americanos "you can only go up from here", tal não era o buraco em que me enfiei. Recompus-me passo a passo, reconheci os meus erros e abri os olhos para o que estava mesmo à minha frente. Em 2007 conheci da forma que devia ter conhecido antes o homem da minha vida. A melhor escolha que fiz até hoje.

Chegamos a 2015, o ano não podia começar melhor com o nascimento deste novo pedaço de mim, deste meio palmo de gente que, de forma atabalhoada, anda de banda a banda com o meu coração nas mãos. Um ano maravilhoso, como 1995 ou 2005, cheio de coisas boas até começar a aproximar-se o fim do dito. Entramos na segunda metade de 2015 e os problemas de saúde começam, vêm os exames, as consultas médicas, os especialistas e nenhum trás uma solução. Nada pertence a ninguém, ela sente-se mal mas está tudo bem. É psicossomático. Ou seja, trocado por miudos, a tola está marada. Reconhecido o problema, entendido que a tola deu o tilt começa-se a tratar a porca, a tentar gerir com passinhos de bebé um sistema nervoso em cacos. Entro em 2016 doente, com uma gripe daquelas e uma infecção pulmonar. Maravilhoso! O primeiro trimestre passa com uma pressão tremenda nas responsabilidades de todos os dias e a morte ocasional de mais um ídolo, de mais um tipo que fazia parte da minha adolescência ou da minha infância. 

David Bowie, Alan Rickman e agora Prince.

Isto para não falar noutros artista que conheço desde sempre como o Nicolau Breyner e o José Boavida.

Se calhar é porque o céu está a precisar de almas, podemos dizer como nos filmes de encantar, até porque este ano estamos a bater recordes no nascimento de bebés, será então que alguém tem nos braços um David Bowie, um Prince, quem sabe? Pode ser que sim.

Estamos ainda em Abril mas já estou desejosa que 2016 acabe, que venha 2017 e que se acabe com este ano que só mostra ser feio, porco e mau.

Fica aqui a minha musica preferida deste artista maravilhoso, "The most beautifull girl in the world". Adeus Prince, vamos ter saudades de ti, mas as tuas musicas vão para semre fazer parte das nossas vidas.

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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