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Em busca da felicidade

2 Anos

P7080254.JPG

(à porta do cartório, antes de assinar o nosso contrato muito especial) 

 

Estes somos nós há 2 anos e 1 dia atrás. Dia 23 de Julho de 2014. Altura em que não éramos já só nós 2. Mas que ainda éramos nós que fazíamos a cabeça um do outro em água. Ao dia de hoje é como se tivéssemos esse serviço externalizado, um ser de pouco mais de 70 cm, cabelo totalmente alvoraçado e que não fala qualquer língua reconhecida até à data, trata de nos dar cabo da tola antes das 8 e meia da manhã. Serviço diário.

Estes somos nós há 2 anos e 1 dia atrás, só nós e um pequeno ser que crescia em mim. Um ser desejado, mas que não estava planeado para esta data. 

Perguntam-nos se a vida mudou depois de casarmos. A vida não mudou em nada. Passamos a usar os dois alguma joalharia, mas tirando isso, nada ficou diferente. A vida de todos os dias manteve-se a mesma. E assim ficou depois do contrato. Aquele que aprendemos nesse dia ser, muito especial.

Não tivemos festa, nem tão pouco convidados. Na sala do notário estávamos nós, o notário e uma aranha. Mais ninguém. É que a vida, a nossa, a que tínhamos e mantivemos, essa passou-se um com o outro, como se lê antes de assinar, na saúde e na doença. Acresce na dificuldade e na bonança. Nos momentos difíceis e nos fáceis.

Já tínhamos dias felizes e continuamos a ter. Já tínhamos dias em que mal queremos olhar para a tromba um do outro e, acreditem, continuamos a ter. Não há contos de fadas. Afinal de contas eu não estou numa torre e não imagino o meu esposo a cavalo. Provavelmente ambos os cenários seriam incrivelmente deprimentes.

E assim nesse dia, uma quarta feita quente de Julho, rumámos a Sesimbra, esse sitio que eu amo. Esse sitio onde guardo as memórias mais felizes da minha infância, esse sitio onde gostava de passar a minha velhice numa casita ali com vista para aquele mar. E casámos. Passámos a nossa noite de núpcias com vista para o mar, exactamente como eu sempre quis.

Mas não fizeram uma festa porquê? Porque quando casamos queremos convidar todos os que amamos, e eu, jamais podia ter presente uma convidada muito especial. Aquela que há 20 anos é o meu anjo da guarda. Aquela que garante que mesmo que eu mande a tola contra a parece, nunca me aleijo muito.

Como não podiam estar todos, não esteve nenhum. Não creio que aguentasse passar pelo dia do meu casamento com um mar de convidados sem que ela lá estivesse.

Depois há a questão do dinheiro. Diz que casar custa uma pipa de massa e eu ou era "à grande" ou então "tá quieta".

E e isto. Podia dizer muito mais, mas creio que já disse aqui, e agora tenho de ir dar banho ao puto.

Podia ter posto um post ontem? Podia. Mas há dias que servem para ser vividos, não descritos.

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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