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Em busca da felicidade

Porque nunca é demais lembrar

Quero acreditar que todas as pessoas que leem este meu espaço amam, ou pelo menos respeitam os animais. Se assim não for mais prefiro que não voltem.

Este video marcou-me, mas não me mostrou nada que eu não soubesse. Eles são mais puros que nós. Mais amigos do que nós alguma vez saberemos ser. Pelo menos alguns de nós. Que quero acreditar - talvez ingenuamente - que a maioria ainda são boas pessoas, não têm de vir todos em 4 patas.

Digam não ao abandono. Que eles não nos abandonam a nós. Mesmo que merecessemos.

 

 

 

(https://www.youtube.com/watch?v=bRqkLQ1xVyo)

 

E aconteceu uma coisa chamada vida

A minha vida tem sido tudo menos um mar de rosas. Altos e baixos. Dias melhores e piores. Semanas melhores e piores. Anos malvados e anos de graça.

Insisto em rir. E hoje insisto em não me esconder.

A vida às vezes parece perfeita, imaculada, vibrante, olhamos em torno e sentimos que tudo está exactamente como queríamos que estivesse, até o que não nos parecia ideal de inicio parece agora bem encaixado. O pináculo desta coisa chamada felicidade.

Depois acontece uma coisa chamada vida. Um dia corre pior. Às vezes uma sucessão deles. Um pneu que se fura. Uma discussão em que se diz o que não se queria dizer. Uma maleita qualquer. Um problema no trabalho. E não percebemos porque raio conseguimos escalar até essa montanha tão alta onde está o cálice da felicidade e depois, sem que tenhamos feito nada para a fazer estremecer a tipa começa a querer escorregar-nos por entre os dedos.

A felicidade pode ser como uma droga. Como extasy. Deixa-nos loucos, drogados. Vemos tudo de forma perfeita. A casa que não gostávamos passa a ser aquela que se encaixa perfeitamente na nossa vida. Amamos e somos amados.

Mas a felicidade também tem ressaca, porque nem sempre é possível manter a vida numa nuvem alta, afastada de todas as chatices. 

Se nos tivéssemos resguardado mais. Se não tivéssemos embandeirado em arco.

Se nos tivéssemos resguardado mais não tínhamos partilhado com quem queremos a nossa felicidade, não os teríamos contagiado, porventura num momento difícil da vida, quem sabe a servir como alento. Se não tivéssemos embandeirado em arco, mas quem falou em embandeirar em arco? A felicidade serve para ser vivida de forma aberta, sem pensar no que os outros pensam, no que acham, se nos querem bem ou mal. Vão sempre aparecer os idiotas que invejam o bem estar dos outros. Mas essa gente não conta. Não pode contar.

Não acredito que a felicidade seja uma opção. Não porque às vezes a puta da vida é puta demais para conseguirmos sorrir. Mas acredito com todas as forças do meu ser que temos todos os dias a oportunidade de fazer aquele dia melhor. De nos esforçarmos para ser felizes. De buscar essa felicidade.

É por isso que para mim o nome deste blog faz sentido. Nem sempre sou feliz. Há dias, semanas, em que a única coisa que me apetece é enfiar-me dentro da cama, ter os cornos tapados com o edredom e esperar que a vida passe, como um barco que passa a velocidade de cruzeiro em alto mar.

Quando a minha mãe faleceu fiquei uma semana em casa. Tinha 12 anos e não decidia nada. O meu pai achou que devia ter tempo para fazer o luto. Como se alguma vez fosse possível fazer o luto do amor da nossa vida. Não é.

Fiquei essa semana em casa e regressei às aulas. A caminho da escola vínhamos sempre à conversa. Continuei a ser eu, a palhaça de serviço que diz baboseiras de manhã à noite. De gargalhada fácil. A tentar entreter e ser entretida.

Um dia uma amiga disse-me: "fico feliz que estejas a conseguir ultrapassar a morte da tua mãe."

Quem falou em ultrapassar? O que ela via era uma miúda bem disposta que não falava da morte da mãe da mesma forma que nos últimos 4 anos não falava da doença. O que ela não sabia era que essa mesma miuda chorava todos os dias antes de dormir. E que se adormeceu assim quase todos os dias durante anos.

Mas a vida é assim. Cheia de bolas curvas. E eu recuso-me, recuso-me a deixar que seja a vida a decidir quando me rio. Quando dou uma gargalhada. Que sejam os outros a decidir quando a partilho. Rio quando eu quiser. Partilho com quem bem entender.

No ano passado conheci o grande amor da minha vida. Cresceu no meu ventre. Conheci-o mesmo antes de o ver. E a minha vida ganhou novo sentido. Ou ganhou sentido pela primeira vez. Num ápice escalei aquela montanha e agarrei com todas as forças o cálice da felicidade.

Vivi meses em que parecia estar num orgasmo de felicidade 24 horas por dia. Qual cansaço qual quê?!

Depois aconteceu a vida outra vez. Ou voltei à vida que tenho de ter. E a minha cabeça não se quis adaptar.

Dei-lhe duas chapadas e disse-lhe mas quem manda aqui afinal?

Mando eu.

Por isso busco a minha felicidade todos os dias. Uns dias encontro-a. Outros não. Uns dias sorrio, outros não tenho vontade e visto as minhas trombas. Nem que seja para lhe dizer quem manda aqui afinal?! Vamos lá a ver se não sou eu.

Dilema de pobre - #2

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Imagino como será a vida das pessoas ricas quando têm uma gastroenterite. Se é que sequer a têm? Tenho a ideia que devem ter seguranças até para as bactérias, interditas de entrar por não terem distintivo de célula VIP.

Imagino que têm apenas indisposições passadas em tardes lânguidas nos Centros Comerciais, onde gastam mais uns euros no seu portfólio de coisas que “ainda não adquiri”.

Eu como sou pobre, depois de 3 dias desgraçados entre a cama e a sanita volto ao trabalho. Ainda meio zonza da fraqueza, ainda com a sensação de que pode sair da minha boa mais do que palavras. Mas venho. Tenho coisas para fazer e não há luxos.

Para mal dos meus pecados trabalho ao lado do maior shopping do país, por isso arrisco a comer qualquer coisa no Vitaminas e vou dar uma volta para lavar as vistas.

Como a massa cinzenta não é o que mais ocupa a tola desta que vos escreve, opto por ir ver as montras caras. Ou passo por elas sem me aperceber.

Aparecem estes (na imagem) na montra. Lindos de morrer.

Rezo para dentro que estejam em super saldos e tenham feito um desconto de 90 %. Porque Guess what? A Guess é bueda fora da minha carteira!

Tenho dificuldade em encontrar o preço.

Finalmente aparece. Aquele numero horroroso – 175 €.

Malvado.

- Ténis feios.

- Parecem a frente de um barco.

- Pois parecem.

 

Vida de pobre é triste!!!

Desejos de pobre

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Não sei o que fazer a esta minha vontade de não fazer nada. Apetece-me estar espraiada no sofá, com o cérebro a vegetar numa serie qualquer, quem sabe a ver o House Hunters Internationals e a sonhar a cada episódio de como poderia gerir a minha vida se decidisse largar tudo e, de repente, fosse viver para o Perú, depois para a Costa Rica, quem sabe para Londres, ou passar as tardes na azafama da Torre Eiffel.

Descansar o corpo, recuperar as energias da mente e sonhar. Relaxar. Não pensar em nada que envolva a palavra responsabilidade. Nada que tenha o cunho do “Tem de ser”.

 

Insistir, persistir e nunca desistir (Fomos ver um espectáculo ao Oceanário)

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Este sábado foi dia de levar o campeão a ver o concerto do Oceanário. Que, devo desde já dizer que é espectacular. 

Estávamos todos expectantes, nunca tínhamos levado o foguete a ver nenhum espectáculo e este sábado ia ser a primeira vez.

Quando me levanto estou cheia de tonturas e capaz de desmaiar "aí a porra!" digo eu. Arreio a estrutura na cadeira da cozinha enquanto mando para o bucho dois pacotes e açúcar e espero que a tensão fique mais equilibrada.

Mais uma quebra de tensão. Penso para mim.

Arrasto-me para me vestir e vou à casa de banho.

Desarranjo completo intestinal. O que deve ser informação quanto baste para compreenderem a minha situação, uma vez que este espaço apenas é lido por pessoas inteligentes. (Exceptuando aquelas duas pessoas que lêem mas fingem não ler porque ler coisas escritas por mim faz dessas pessoas seres inferiores.)

Adiante.

- Se calhar é melhor ficarmos por casa.

E o menino perder o espectáculo com peixinhos porque a mãe acordou azambuada e mal da barriga. Nem pensar!

- Eu arrisco. Na pior das hipóteses paramos numa estação de serviço.

Lá fomos e não foi preciso parar em parte nenhuma.

Vitória!

Carro estacionado à sombra. Tiro o cinto da criança. O puto olha para mim, abre a boca e vomita-se todo.

Oh, valha-me Deus! O que é que falta acontecer?!

- OK, se calhar não vamos.

(importa referir que a esta altura já tínhamos conduzido 50 km até ao parque das nações e estávamos estacionados à porta do Oceanário).

Eu começo a limpar a cadeira da criança. O Nuno limpa o menino a vai dar uma voltinha com ele para ver se fica mais calmo. Volta do final da rua e está o pequeno a rir.

- Está mais bem disposto. Pode ter sido das voltas no carro. Viemos um bocado à pressa.

Olhamos um para o outro. Como quem está a ter a mesma ideia.

- Trouxemos uma muda de roupa?

- Não.

- Cheira muito a vómito?

- Ninguém lhe dá uma t-shirt nova.

- Vamos.

Pegamos nas nossas tralhas e arrancamos. Não íamos desistir do concerto. É que se não fosse no sábado só havia vaga em Fevereiro de 2017.

Chegamos ao Oceanário e já lá estavam a maioria das crianças, mas ainda não tinha começado. A senhora que estava a coordenar a coisa estende-nos um pacotinho, certamente uma gracinha, penso eu, enfio o pacote na mochila e seguimos para nos sentarmos em frente ao aquário. 

- Senta-se o pai ou a mãe com a criança o outro fica atrás para termos espaço para fazer o espectáculo.

(É colocado um espaço especifico para as crianças estarem sentadas e andarem descalças. Para além disso - percebemos durante o espectáculo que deve permitir que as animadoras circulem por entre as crianças.)

Quando damos conta já estão pais e mães sentadas com as crianças, borrifando-se completamente para o que a coordenadora tinha dito. Para não falar nos que nem se deram ao trabalho de descalçar os miúdos. Enfim.

Gostei de ver, os meninos todos iguais, de jardineiras às riscas e as meninas de cueiros às riscas com uma qualquer coisinha de crochet, todos penteadinhos, eles de risco ao lado e elas de lacinho. Depois o meu foguete, de t-shirt da Primark a dizer (Mama's boy) toda vomitada e o seu cabelo sempre alvoraçado.

Olhava para ele no meio dos outros e percebia que é perfeito. Mesmo meu!

O pai ficou com ele o espectáculo quase todo porque eu estava fraca demais (e com demasiadas dores) para conseguir estar com ele ao colo. Só no fim, para a dança é que lhe peguei um bocado. Não sei onde fui buscar forças, mas percebo hoje que este amor me faz encontrar as forças que nem eu sei que tenho.

 

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Terminado o espectáculo demos ainda uma volta pelo Oceanário (pequena) . Vimos a Maré e a Micas a comer choco e fomos à nossa vida. Afinal de contas eu estava por um fio.

Antes de rumar a casa parámos para comer qualquer coisa e eu digo "ora deixa cá ver o que é que está no pacotinho". Eis que encontro uma t-shirt sem vomito, que podia ter vestido à criança em vez de assistir ao espectáculo a cheirar a queijo fora do prazo.

Chegamos a casa e dei comigo com a reserva esgotada. Encontrei as forças que não tinha para ir fazer o que queria, levar o meu campeão a ver um concerto com peixinhos. Depois o corpo cedeu.

Passei o resto do dia de cama, entre dores fortes e outras coisas que uma virose gastro presenteia.

De qualquer forma fica a moral desta história. Podia ter tido receio. Podia ter pensado que se calhar era melhor ficar em casa. Mas não. Era o que queria ir fazer e fui. Fomos. 

Divertimo-nos à grande (dentro do possivel) e apesar de me sentir adoentada encheu-me o coração vê-lo vidrado no espectáculo. Interessado. Feliz!

Valeu a pena. 

É assim, a malta cá de casa, insiste, persiste e nunca desiste.

Vou mandar fazer uma t-shirt com isto escrito.

IMG_2880.JPG

 

Caixa de Mensagem

(imagem retirada da net)

 

Queridos leitores, amigos, conhecidos e malta em geral. Na passada semana decidi colocar uma caixa de mensagens no final do blog, no entanto creio que pode ter causado alguma confusão.

Para deixar um comentário têm mesmo de clicar em "Comentar". A caixa de mensagens permite deixar todo o tipo de mensagens, mas, se não assinarem eu não sei de quem são.

De qualquer forma, agradeço as mensagens de melhoras que já recebi, e aquelas onde me dizem quem gostam deste espaço. Deixam-me muito contente.

Esta é a minha forma de dizer "Obrigada, são uns fofinhos!" a quem me deixou mensagens.

 

Ah, e isto está a compor-se (pelo menos para mim, que o Nuno está todo desgraçado!)

 

 

I don't give a shit...

 

Estar em casa doente é lixado. Gosto muito de estar em casa. Gosto mais ainda de ter pouco para fazer. E gosto de uma forma inexplicável de poder ter o tempo para fazer aquilo que me dá na real gana.

Não é o caso.

Estou enfiada em cada com uma gastro chata, pior que isso, passei os dois abençoados dias de descanso enfiada na cama com dores (que gosto muito do meu emprego, mas os dias de descanso são sagrados). Agora, com o homem no mesmo estado que eu estava no sábado (a correr para a sanita), incapaz de comer, e o pequeno a dormir uma maravilha de sesta, aproveito para ler mais alguns posts. Afinal de contas tenho de distrair a mona e os programas da manhã são demasiado deprimentes.

 

Já não é a primeira vez que vejo isso, mas acho que foi a primeira vez que o vi relativamente a algo que eu escrevi. Vamos lá a ver, que alguém que não me conhece de parte alguma comente de forma estúpida o que eu escrevi (ainda que não me tenha acontecido ainda, mas estou certa que calhará o dia) eu não entendo, mas já sei que faz parte (infelizmente). Provavelmente foi alguém que deu com isto, não percebe patavinas do que é ter um blog, não entende o conceito, por isso manda umas algarviadas da boca para fora. Agora faz-me confusão que outra pessoa que tem um blog, pegue num tema abordado por outra pessoa e escamoteie, ou faça graçola sem qualidade só porque sim.

Cada um é livre de escrever sobre o que quer. E isso incluí criticar o que outros escrevem nos seus espaços. Agora eu prefiro criar temas meus, novos (ou complementar algo de li de forma construtiva) em vez de me "pendurar" no que deu trabalho aos outros a fazer. Nas opiniões alheias.

Se o que está escrito não fere egos, crenças ou o bem estar geral dos outros, porque é que não havemos de ter a capacidade de deixar os outros em paz com o que gostam de fazer e têm a dizer? É como as fotos a preto e branco, pode ser parvo, se calhar é, mas faz mal? Não faz (desde que ninguém ache que porque postou uma foto sua a preto e branco já não precisa da mamografia).

Mas enfim. O que interessa é que no fim haja uma gargalhada.

Eu pessoalmente tenho preferência por espaços originais e com os seus próprios conteúdos, mas há sempre de tudo, não é!?

É fazer como faço com as roulotes das farturas, se não gosto de uma é ir à do lado!

 

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