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Em busca da felicidade

A modista

 

 a modista.jpg

 

Vi em 3 partes e acabei ontem à noite.

Adoro a Kate Winslet. Que grande atriz.

Adorei a história. Especialmente o fim. Como eu gosto de um acabar em grande.

 

Hello...

...is it me your looking for

Please say yes, December

Cause November is a bitch and i'm tired of it

 

Pois diz que não gosto de começar meses novos com pendurezas, pelo que, para rematar o tema iniciado aqui, e porque quem até aqui vem com gosto pode pensar "é pá esta bacana é afinada da mola, um dia não escreve mais e odespois já está bem e nem dá cavaco", venho a modos que para clarificar e arrumar temas.

Por isso, cá vai prosa.

Gosto de acreditar que as coisas quando acontecem, acontecem por um motivo. Nada de divino ao barulho (até porque depois do futebol e da política só me faltava mesmo falar de religião, Deus-ma-livre). Apenas a vida a dizer-me que se calhar tenho de parar para pensar. Que tenho de avaliar o que estou a fazer. Que tenho de olhar para perceber se estou a seguir um caminho que é o meu ou se estou a derrapar do que é verdadeiro no meu ser (sei que é uma frase tipo Gustavo Santos, mas hoje tinha de ser).

Quero acreditar que esta semana que passou aconteceu algo dessa natureza. Talvez me estivesse a afastar, não na escrita mas na gestão, no que quero para este espaço. O que acabou por levar alguns a entender que me ensinavam o que não pedi para aprender. Noutra altura da minha vida receberiam um “ide cagar que aqui digo o que me apetece” e seguia em frente.

Lá está. Hoje somos bons mas amanhã estamos esquecidos. Ou passamos a trampa. A verdade é que num post em que digo que me vou afastar aparecem 3 pessoas a dizer para não o fazer. Entendo assim muito bem o numero de leitores que tenho. Antes poucos mas bons. Dia e meio depois ainda me perguntam “já!?”, que enfado este meu regresso.

Dá sempre um tudo nada a ideia de que “é pá se te calhas a calar por 3 ou 4 meses era coisa para ser simpática”.

O que me leva a uma velha lição que minha mãezinha, sábia que era, me ensinou “se não tens nada de bom a acrescentar, pshiu cala-te!”.

Por isso mais vale seguirmos o caminho que nos deixa felizes. Dizermos o que nos vai na alma, o que a nossa cabeça pede para contar e os dedos têm vontade para escrever.

Criei este espaço para mim. Depois deixei que passasse a ser meu e de quem o lê, a partir do momento em que passei a ter em conta quem lê e não só as palavras que aqui quero deixar. Errado. Tenho de escrever o que eu quero, como quero, quando quero. Se agradar, agradou. Se não agradar, temos pena! Também ninguém me paga.

Detesto coisas pequenas, pequenezes. O gostar de tudo, o ler porque também leem, o comentar sem ter nada para acrescentar, o comentar para criticar, o comentar para corrigir (seja a verdade dos outros ou a gramática), o comentar anónimo. Ninguém é perfeito, se quem corrige fosse antes reler o que escreve, vaissaver e até tinha mais com que se entreter. Mas lá está, quem sai do seu espaço para corrigir os outros, por norma é gente que nunca erra e raramente se engana (com’ó outro).

Aprendi que nem sempre temos de responder ao que os outros nos dizem, quando os outros não percebem quando estão a falar demais. Mais vale não alimentar e entregar o silêncio de que precisam.

Têm uma opinião diferente?! Favor usar o espaço que criaram, aquele pelo qual raras vezes dão a cara e / ou o nome e escrever até lhes doerem os dedos.

 

Por isso, e apesar do espanto, passou-me o amuo, mas ficou a lição. A lição de não sair da linha que gosto de me conduzir.

Mas amuaste por um dia? Parece que sim. É a celeridade dos tempos. Tal como os comboios já não andam a carvão, espera-se que os cérebros também não. E o meu lá passa um dia a ponderar nas coisas. Como não estamos propriamente a falar de rocket science nem andei a ponderar se vendia um rim no mercado negro, diz que um dia deu para o gasto. Podiam ter sido dois, três ou até um mês. 

Enfim, sempre fui uma pessoa mais assim pró fechada e até mesmo trombuda. Andava esquecida do porquê. Lembrei-me.

É porque isto de encontrar a felicidade não está propriamente atrás do sorriso permanente, está mais na verdade que temos em nós, na confiança naquilo que somos, no conforto que sentimos na nossa pele. Mesmo que sejamos uma espécie de camionista trombuda como eu. (até ao camionista parecia o Gustavo outra vez, depois esbardalhei o camião).

 

De qualquer modo e passando à frente que este tema já me cheira mal. Para quem gosta de aqui vir seja bem vindo como sempre foi. Não me parece que um devaneio, uma chatice ou um amuo, passado em espaço próprio cause qualquer constrangimento. Quem não tem nada de bom para dizer siga à sua vida. Não visite, ou visite mais fique calado. Sempre vale o clique.

 

No que toca a comentários e respostas, estarei cá para responder a comentários sobre o tema em mãos, mas sem a tonteira do toma-lá-um-sapinho-com-beijos-não-agora-eu-é-que-mando-um-ramo-de-flores-mas-tu-agora-mandas-um-sapo-com-corações-e-eu-vou-espetar-te-com-um-coração-grande e por aí em diante. Comentários que não são comentários. São coisas que mais me fazem parecer que é só para contar mais um a ver se aparecemos nos blogs mais comentados do dia ou uma especie de substituto facebookiano para quem é demasiado pseudo-intelectual para mandar emojis pelo Facebook, é qu'isto blogs é para quem sabe escrever, ou então não. Porque responder a um comentário escrito com um coração ou um sapo a rir ou coisa que o valha, ainda se aceita, agora andar a atirar bonecos para lá e para cá…não há pachorra!

 

E agora fica aqui uma musiquinha porreiraça, que nada tem que ver com o natal, mas é o meu olá ao mês de dezembro, mais aos pinheiros e às bolas coloridas. Ao pai natal e às renas, com especial atenção ao Rodolfo que é bicho que é diferente, com seu nariz vermelho e por isso meu favorito.

Venha de lá esse ultimo mês do ano, a ver se se despacha 2016 que já estou bem farta dele.

 

 

A visita dos Reis de Espanha

Faz-me lembrar a minha tia Clotilde quando cá vêm visitar os primos da Suiça.

Tira do caixote cheio de bolas de naftalina o casaco de pele de coelho - que lhe disseram em 1965 ser chique - põe à volta do pescoço todo o ouro que tem em casa, especialmente aqueles fios grossos com penduricalhos em filigrana, desencanta dos armários toda a loiça cara - aquela que os filhos levavam 3 lambadas se respirassem pa cima com força "que isso não é para estragares com essas mãos sapudas, é p'ás visitas". Faz os pratos típicos todos que aprendeu no interior do Alentejo "pr'os meninos matarem as saudades" e lá se mete a cozinhar uma sobremesa francesa, não vá os meninos acharem que a tia está presa à triste cultura do português.

Os primos chegam e riem-se da loiça. Passam o tempo todo a dizer que os chocolates lá é que são bons, que lá é que as pessoas se sabem comportar, que lá é que há condições e até já se esqueceram como se diz pão e com licença em português, "tão poucas vezes falo que me desabituo". Em resumo, estão-se a cagar.

Com os reis é parecido. Tanta cerimónia, o tuga à volta embevecido com a realeza e depois vão ver uma exposição de Miró e, ao que dizem, vão papar com o Casilhas.

De maneiras que é assim. Andou Afonso Henriques a dar lambadas à mãe pa isto!

Tá certo.

One fine day

Os ouvidos às vezes escutam o que o coração preferia não saber. Mais uma prova de que aqueles que nos deveriam querer mais perto preferem esquecer a nossa existência.

"O tempo é pouco e não dá para tudo."

O meu também é curto. Mas o meu pode sempre esticar. Afinal de contas a ovelha negra nunca foi branca e o mal assenta-lhe tão bem.

Os sonhos incongruentes são uma constante. Volta para um lado. Volta para o outro. Agora tenho metade da cama daqui a nada pouco mais de dois palmos. O pequeno não queria dormir sozinho e mais vale no meio de nós que o pai sempre acordado para lhe dar o aconchego que falta.

O sábado passou sem que ninguém o visse. Esta porra dos dias de fim de semana serem sempre mais curtos que os outros.

O despertador toca às 07:45.

"Foda-se"

É domingo, mas é dia de natação. Aquela que o faz tão alegre. É preciso levantar, vestir, arranjar malas, dar-lhe de comer, comer, enfim....

Parece que a noite nem passou. Só mais 5 minutos. Não! Não podes o miúdo tem de ir à natação e hoje és tu. Levanta-te estúpida.

Arrasto-me para fora da cama. Arranjo os iogurtes.

"Nuno já tomaste o comprimido?"

"Ah...não, ainda não"

Porra mais ao homem e esta merda de andar a tomar conta que toma as coisas. Mas estou a reclamar do quê!? Ele até se lembra. Lembrei-me hoje. Mas logo hoje que dormi mal e estou sem paciência e tenho de o lembrar e só podemos comer daqui a 20 minutos e vamos chegar atrasados outra vez por causa disto.

A neura.

Arranjam-se malas. Vestem-se adultos. Preparam-se biberons. Bebem-se biberons. 

Arrancamos.

Antes de sair mais um comentário no blog.

"Outro...outra vez a merda do Fidel"

Foda-se que já estou farta do post. Se já não gostava do homem agora ainda gosto menos. Esta porra de quando se morre já se ser bom. Ou esta porra de "porque eu gosto hei de te convencer a gostar e tu não estás a entender e tens de saber a história" e mais essa porcaria toda.

Eu não quero saber a história. Se quisesse já a tinha lido. Não gosto do homem. Nunca gostei. Não gosto de ditadores. 

As pessoas as vezes esquecem-se que há ditaduras fora de países. se calhar deviam ter vivido numa.

Vamos para a piscina e chegamos em cima da hora.

Diverte-se.

Divertimo-nos.

Saímos da piscina e vamos fazer as comprar. Que com uma criatura de 20 meses é sempre um desafio.

Pelo caminho um desentendimento matrimonial por causa da porra de um desodorizante. Ou por causa da capacidade ou incapacidade de o comprar.

Desentendimentos que acontecem quando duas cabeças estão mais cansadas do que deviam. Quando a capacidade de tolerar é ínfima e qualquer coisa é um gatilho.

Saímos e chego ao carro para mais um comentário.

Já estou mesmo farta disto. Porra!

Agradeço e mando beijinhos. Não quero continuar a conversa. Cada um tem os seus ideais. Eu tenho os meus e expressei-os em espaço próprio. O blog onde assino com o meu nome e onde dou a minha cara.

O que aqui digo diria em qualquer circunstância.

Chegamos na hora certa para o banho.

Mas antes há máquinas de roupa para fazer, roupa para estender e máquinas de secar para preparar. Tudo ao mesmo tempo, que a semana que passou foi um desastre com a chuva e eu ainda não me orientei para este tempo de inverno.

Olho para o relógio e os minutos parecem estar a correr.

Banho do pequeno tomado, falta fazer a massa para o pão doce com maçã. Lá me convenceram e até me compraram a farinha e eu, num fim de semana que se esperava mais chuvoso do que foi, meti-me nessa empreitada.

Massa feita. Dúvidas na cabeça. Aquilo não se estava a parecer com a foto vista. O pequeno adormeceu e o Nuno fez o almoço.

Suspiro quando me sento à mesa enquanto tento afastar da cabeça as 1001 coisas que ainda tenho para fazer quando só me apetece é enrolar-me numa manta e adormecer a ver televisão.

Sento-me para ver mais um pedaço do filme "A modista". Nunca conseguimos ver um filme de uma só vez.

O pequeno acorda ainda falta meia hora para acabar e sei que gozei os únicos minutos de descanso do dia.

Acaba a massa do pão. Lava loiça. Põe pão no forno.

Plim.

Olha, comentário no blog.

"Mas que me..."

Outra vez o Fidel. Tou aqui tou a apagar aquela porra. Mas que merda mais isto. Falo de qualquer coisa que interesse mais aos dias de cada um e pouco há a dizer. Falo de um ditador que morava do outro lado do oceano e toda a gente me vem tentar dar lições de história sobre o Fidel e os EUA e o diabo a quatro.

Sou meio parva, mas quem disse que não sei quanto baste para ter a minha opinião?!

"Há ditadores e ditadores" É uma questão de dizerem isso ao meu pai, que viveu sobre o jugo de Salazar, que foi mandado para o Ultramar, que não viu o filho nascer e que o conheceu já com 3 anos.

Vão lá perguntar-lhe o que é que ele acha de ditadores.

Respondo o mesmo bla bla bla que já tinha respondido.

Sigo à minha vida. Roupa para lavar, estender e arrumar. Casas para aspirar. Pão no forno, pão fora do forno. Loiça para lavar. Lixo para despejar.

Plim.

Se é mais um por causa do Fidel vou mandar esta merda às urtigas.

Lá lá lá e lá lá lá.

Chega. 

Fartei-me.

Ele é malta que não comenta. Não gosta nem desgosta mas manda mail a dizer que me enganei no titulo. Ele é malta que fica com urticária porque me engano em factos futebolísticos (como se esta merda fosse a porra do Record) e agora é estarem-me a dar conta da mona por causa do Fidel.

Não me lixem que tenho mais com que me preocupar.

Fiquei triste. Já estava mas fiquei mais.

Foi um post de ontem. Colocado para me lembrar mais tarde do que pensei no dia que soube que o Fidel tinha morrido.

Hoje tinha colocado outro post, mas pouco interesse teve perante esta minha magnanime dissertação.

Criei isto para buscar alguma alegria (vide titulo) e não para me sentir triste com esta porra.

Durante uns tempos vais dar um espaço aquilo. Se não está a ser bom. Então não faz falta.

Sigo para o resto da tarde. Entre brincadeiras, internet e o ocasional ralhete. Que os cães servem para ser cuidados e as brincadeiras não podem ser brutas.

Ia dar uma corrida. Mas não fosse este um dia de merda dentro de um fim de semana de bosta, quando olho para o relógio são 19:30. 

Se vais correr chegas depois das 20, depois vais tomar banho, o Nuno vai tomar banho, fazes jantar já depois das 21 e com sorte por volta das 22:30 estás a jantar.

Volto a vestir as calças. Entre a raiva e a tristeza seguro a lágrima que quer cair.

Pego nos cães e saio.

Dou a volta ao quarteirão.

Regresso para mais uma hora de cozinha e para me lembrar que há dias de semana em que descanso mais que nestes.

 

E toda esta lenga lenga para quê? Para dizer que no dia em que me propus a criar este espaço fiz um compromisso comigo. Podia não escrever todos os dias. Podia não me dar nada. Podia levar mais a sério ou ser um hobbie quizenal. Podia ser o que quisesse desde que service para me fazer sorrir. Não para me chatear. Para me deixar triste. No dia em que isso acontecesse, era o dia em que tinha de parar para pensar se vale a pena.

Porque isto dá-me trabalho. Requer alguma dedicação. E para me dedicar ao que me dá chatices já me chegam os "tem de ser" e o ganha pão.

Já andava farta do nome. Depois vem um desafio, que podia ser tonto até, mas respondi de bom grado a quem me convidou - não intimou. E eu convidei, não intimei. Só participaria quem queria. Já tinha participado em desafios antes, e houve pessoas que nem deram cavaco. Prefiro isso do que "estou a fazer mas é um bocado parvo". Francamente. Depois as correções. Leio tanta parvoíce e tanta coisa mal escrita. Da gramática, mas na semântica, Valha-me Deus! Nunca corrigi ninguém. Junto-lhe o futebol. E hoje esta.

Naã! Não estou para isto.

Por isso decidi dar um tempo aqui no espaço. Tenho mais de 10 posts escritos. Mas não me apetece publicar nenhum. Tenho muitas ideias para escrever. Mas para já, para aqui colocar, não me apetece pôr nenhuma no papel.

Se voltarei a escrever aqui? Voltarei certamente. Mas não será como até aqui. Certamente não com a mesma frequência, não com a mesma dedicação, não com a mesma pachorra.

Num dia mais simpático que este cá voltarei.

Maybe one fine day.

 

One fine day, you'll look at me
And you will know our love was, meant to be
One fine day, you're gonna want me for your girl

The arms I long for, will open wide
And you'll be proud to have me, right by your side
One fine day, you're gonna want me for your girl

Though I know you're the kind of boy
Who only wants to run around
I'll keep waiting and someday darling
You'll come to me when you want to settle down, oh!

One fine day, we'll meet once more
And then you'll want the love you threw away before
One fine day, you're gonna want me for your girl

 

 

 

Sôtor, o próximo ministro das finanças - #1

Eu - Filho, conta lá para a mãe ouvir.

Sôtor - dooooooi, têêêês...seis

(e repete)

Doi, tês, seis. Doi, tês, seis. Doi, tês, seis.

 

E dizer mamã? Nada.

E dizer papá? P'a quê.

Morreu Fidel Castro

 

Estava no terceiro ano da faculdade quando uma amiga e colega me disse que ia passar férias a Cuba. Se eu não queria ir com ela a uma loja de coisas baratas ali na Costa da Caparica para ela comprar umas coisas para levar.

Via-a a pegar em tudo o que eram quiquilharias, vernizes baratos, batons, escovas de dentes.

"Mas para que raio queres isso?"

"Então, com a falta que eles lá têm de tudo trocam coisas boas por estas que para eles nem as veem!"

Anos antes um dos meus irmãos tinha feito amizade com um cubano, médico, que tinha vindo para Portugal em circunstâncias não muito agradáveis. Tinha vindo porque lá, apesar de médico e ainda que tendo uma vida melhor que a de muitos, mal ganhava 3 contos de reis.

Mesmo à 17 anos atrás, 3 contos de reis era muito pouco dinheiro.

Cuba ao que me dizem é linda, mas também me dizem parecer parada no tempo. Os carros são velhos, os edifícios (aqueles que não são usados para turismo, que o turista é rei) estão decrépitos. Há falta de condições de saúde e a maior parte dos cubanos não tem acesso a coisas tão triviais como pasta de dentes, escovas, detergentes entre outras coisas.

Tente-se encontrar um cubano a comprar uma coca-cola!

Não percebo muito da história de Cuba. Como aliás a história de qualquer país. Vá lá que vá sabendo a nossa e mesmo assim não é com detalhe.

Sou uma nódoa no que respeita a política.

Mas sei quanto baste para ter a perceção que um ditador é sempre um ditador.

Ontem à noite morreu um homem que marcou a história mundial.

Fidel Castro marcou a história mundial. É certo.

Mas também é certo que Fidel Castro foi um ditador.

E um ditador é sempre um ditador.

Esteja ele à esquerda ou à direita.

 

Por isso lembro apenas que...

Falar de Cuba é falar de Che Guevara.

Falar de Cuba é falar de Fidel Casto.

E...falar de cuba é falar de um país onde se passam necessidades.

 

Aprendi uma palavra nova

homunculus1.jpg

 

Homúnculo

Ao ouvir o Governo Sombra o RAP lembrou-se de categorizar o Trump como homúnculo. Nunca tinha ouvido a palavra (je suis inculta) pelo que fui ver o significado.

Cá está. Deste já não me esqueço.

 

ho·mún·cu·lo ho·mún·cu·lo
(latim homunculus, -i)
substantivo masculino

1. Homem pequeno.

2. Anão.

3. [Figurado]   [Figurado]  Homem desprezível.

4. Homem insignificante.

Palavras relacionadas: .
(informação retirada daqui)

A very Black Friday

bf.png

 

 

Tentei encontrar o hobbit que trazia o anel e iria melhorar o mundo mas não foi possível no meio dos ogres alucinados que cirandavam corredores afora pelo C. C. Colombo.

 

Isto de trabalhar numa das torres do Colombo tem que se lhe diga. Não só uma pessoa gasta mais dinheiro do que deveria porque a oferta é maior que o poder de compra, como tem ainda que lidar e gerir toda a azafama associada a estas festividades que são tão joly’s que a malta até se descabela de tanta felicidade.

Pois que no nosso querido Portugal temo-nos tornado cada vez melhores na importação de tendências americanas. Primeiro o Halloween, agora a Black Friday (que para algumas lojas já se alastrou para black weekend), só falta mesmo daqui a uns quantos anos substituir o Marcelo por uma catatua e seremos a segunda maior potencia do mundo.

Existem outras coisas que podíamos também importar, como o Thank’s giving day, mas temo pelos coitados dos perus que ainda entram em vias de extinção. Embora que o presidente americano salve sempre um, tenho sempre a ideia que segreda ao ouvido do bicho, quais Jogos da Fome quais quê, “os manos, primos e tios falecem, mas tu vais ganhar uma casa bacana até ao ano que vem”.

Mas bom, é esperar pelo próximo ano, que cheira-me que o Trumpas depois de deportar chineses, mexicanos, argentinos e mais cerca de 80 % da população que faz dos EUA os EUA, vai aproveitar para dar um chuto do peru também. É esperar pa ver.

 

Mas falávamos de black Friday.

 

Hoje nem estava a contar de meter os coutos no Colombo. Acedia aqui a minha torrezinha fofinha. Papava o meu almocinho em marmita e prontos.

Mas depois o Celeiro vai de me mandar uma mensagem a dizer que me duplicam os pontos nas compras.

 

PÁRA TUDO!

 

É que subtrair percentagens ao preço final é coisa que não me assedia. AGORA, dizer que me dão mais pontos em cartão…é que até deixo de ver!

Produtos biológicos dos bons a preço elevado mas rentabilizando pontos que resultam em descontos?! Como?! Já lá estou.

Faço a minha lista. Espeto com a minha armadura e vou. De braço dado com o marido que com esta enchente ainda se me queria ir meter na FNAC para comprar um livro.

E eu a suar com aquela conversa.

Numa primeira abordagem até podíamos pensar que estávamos na fase inicial do primeiro filme do senhor dos anéis. Sem os campos belos e verdejantes. Sem as carroças mas com gente estranha que baste para parecer saída de um livro do Tolkien.

A vinte metros da FNAC já estávamos naquela parte mais cinzenta em que a pessoa com os nerves até já vê a lava a escorrer das paredes. É que deixar uma pessoa que se gosta entrar é quase o mesmo que ver alguém ser engolido por um vulcão ativo.

Malta agarrada a tudo o que são gadgets ali nas filinhas a bufar porque aquilo nunca mais anda. Até porque uma senhora com cerca de 89 anos - que estou certa ser a esposa do senhor com 120 anos marreco que conduzia um seat de 1992 às 09:20 desta manhã à nossa frente e que fez meu esposo espumar da boca que já estávamos atrasados e só faltava a porra do velho - estaria ali a tirar duvidas sobre se levava o i-phone 4 ou 5 para a neta.

 

De manhã apanhámos um carro que não havia meio de andar. Ia a 20 Km/hora. 

Ultrapassamos e só digo:

“Valha-me Deus que ainda está vivo…..e conduz. Não buzines que somos nós na nossa Scenic daqui a 50 anos”.

“Na scenic?”

Ou seja, senhor meu esposo não estranha vir a ser um senhor com 120 anos marreco, mas causa-lhe urticária daqui a 50 anos ainda ter a mesma scenic.

 

Mas voltando ao que interessa.

Salvamo-nos de tudo isto com 3 iogurtes, 1 frasco de mel, 2 papas, um valente chocolate e o dobro dos pontos.

 

O moço diz-me:

“Os pontos hoje são a sobrar”

E eu velhaca, respondo num misto de sussurro de quem pensa que é esperto.

“Euuu seeeeiiiiiii”

Porque pensava ele que tinha comprado 3 embalagens de meio quilo de iogurte de uma assentada só. Ainda por cima a 2,5 € o pacote?

 

E foi isto. A minha aventura na black Friday. Produtos biológicos tá bem, agora gadgets, antes pagar mais 20 % sobre o preço original que meter-me naquilo.

Cristo!

 

Momentos em que devia nascer uma árvore de repente

Quando pessoas menos reponsáveis entendem que devem estar a conduzir e a escrever mensagens ao mesmo tempo. Altura em que não estão, necessáriamente, a olhar para a estrada e até guinam assim de ladex a viatura em resultado do aborrecimento do corretor automático. Nestes momentos devia como que brotar assim de repente uma árvore de chão e a viatura da pessoa ficar a esfumaçar de fronte à tipa.

Eu, vingada que estaria saia de meu carro e dizia:

"Beeeeem feita!"

Depois seguia à minha vida e a meio caminho do trabalho voltava atrás parava ao pé de viatura de pessoa menos responsável e dizia bem alto:

"O tronco da árvore devia ser mais largo. Patife!"

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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