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Em busca da felicidade

Pendurei os cortinados

Detesto a lida da casa. Gostava muito de ser uma daquelas fadas do lar que têm sempre tudo a brilhar e que não conseguem dormir em pleno descanso sem que a casa cheire a lavanda por cada esquina. Eu desejava que tudo aparecesse feito com um estalar de dedos e, na impossibilidade de o fazer dessa forma mágica, obrigo-me ao indispensável para viver numa casa higienizada. 

Por isto, pela falta de tempo e muito porque desde que tivemos um filho e mantivemos empregos a tempo inteiro, nos tem sido completamente impossível fazer limpezas a fundo, decidimos contratar uma empresa para vir fazer limpeza à casa toda. Veio cá um senhor a casa, viu as assoalhadas, tirou notas e depois explicou-nos como tudo funcionava. Quando o tipo acabou de falar eu fiquei a pensar que alguém da NASA cá vinha a casa esfregar os azulejos e que me iam pedir um ordenado e um rim em troca. Afinal de contas não iam usar aspirador, não iam usam esfregona e panos apenas tecidos de microfibras de uma natureza tal que da entrada do quarto conseguiam atrair as impurezas dos caixilhos das janelas.

Os preços pareceram-me bons demais para tanta coisa de qualidade, mas tinha de ter a casa limpa e isso era o que interessava.

No dia da limpeza aparecerem duas mocinhas simpáticas (obviamente pagas miserávelmente à hora), havia um aspirador velho, um balde, uma esfregona e uma quantidade elevada de panos da loja dos chineses.

O pior que podia acontecer era limparem o interior da casa de tal forma que nem os eletrodomésticos ficavam. O melhor era a casa até ficar limpinha ao final do dia.

Foi o que aconteceu (a segunda hipótese quero dizer). E sim, nos dias seguintes conseguiamos sentir o cheiro da casa lavadinha.

Para agilizar o processo de limpeza tirámos todos os cortinados da casa e eu fui lava-los numa daquelas lavandarias self service que há agora. Até parecem cogumelos, num raio de 1 km da minha casa há pelo menos 4.

Casa limpa, cortinados lavados e secos, faltava passar e pendurar.

Pois faltava. E ficou a faltar durante mais ou menos um mês.

Hoje foi o dia, chego a casa, monto a tábua de passar, saco do ferro e atraco-me aos cortinados. Ligo a televisão na VH1 (já não tenho idade para a MTV, eu agora é mais clássicos e guess the year) e vou curtindo uma música enquanto danço ao sabor do ferro e deixo um braço mais trabalhado que outro. Quem não me conhece ainda julga que sou tenista, reformada mas tenista.

Nisto começou a tocar o "Always" dos Bon Jovi. Já não sei há quantos anos não via o video clip daquela porra. Tinha uma prima que era fã e ouvia aquilo a torto e a direito. Ela tinha as musicas gravadas numa cassete, para ocupar o resto de uma fita de um filme e tinha gravado do TOP +. A trabalheira que dava para gravar só as músicas que se queria sem publicidade nem as falas dos apresentadores. 

Começo a cantar, a acompanhar o videoclip e começo, pela primeira vez na vida, a esmiuçar verdadeiramente a essência daquela história. Há duas moças bem jeitosas, se tivesse de dizer que queria ser como uma delas, nem sabia bem qual escolher, e depois há um moço que, coitadinho, deixa tanto a desejar mas que as papa as duas. Eu, hoje com 34 anos, sem entender como é que o moço fez aquilo. Nisto a rapariga mais engraçada, que era a namorada dá com ele embrulhado com outra e vai de se meter nos copos com um tipo que me faz lembrar bastante o fantasma da opera, mas em chunga. À semelhança com o namorado tem o penteado tonichas e a falta de beleza. Andam contudo, muito provavelmente no mesmo ginásio. A moça bebe demais, embriaga-se, deixa-se papar pelo fantasma da opera, que afinal é pintor e faz um quadro lindo, lindo da moça enquanto ela dorme como uma sereia, magnificamente embrulhada num lençol de cetim. O namorado papão dá com aquilo e deita fogo ao atelier do fantasma da opera. A música acaba e uma pessoa pensa como é que em 4 minutos se pode dar tanto drama.

Nisto entra-me o miúdo pela sala adentro e grita "Macha!". Já sei que tenho de mudar de canal e ponho no Panda.

 

Ao final da noite foi momento de pendurar as cortinados, até pareciam novos, tal não era o tempo em que as paredes passaram sem tecidos.

 

Um fufá e 3 crianças felizes

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Sôtor desenvolveu um apreço imensurável por Chupa-chups. Todos os dias pede ao avô "Lidl, fufá!", ou seja, leva-me ao LIDL para me comprares um chupa.

O avô fica destroçado sempre que tem de lhe dizer que não. Mas não está autorizado a andar sempre a comer doces, nem todos os dias o avô pode comprar.

Ontem o Nuno foi busca-lo e diz o meu sogro:

- Hoje comprei-lhe um chupa outra vez.

- Então?!

- Ele dá 3 lambidelas e depois diz "mais, não" e dá-me o chupa. Depois a avó também fica feliz porque come o resto.

E pronto, ficam as 3 crianças felizes. O sôtor que dá umas lambidelas no chupa, o avô que faz a vontade ao neto e a avó que come o resto do chupa.

 

Nota: Para quem não reparou, sôtor meu rico filho constrói as frases como o Yoda.

São os nossos campeões na mesma

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Não gosto de futebol. Quer dizer, não tenho pachorra para ver futebol. Ou melhor, acho que posso aproveitar melhor esses 90 minutos de vida com coisas mais interessantes. De maneira que não percebo as coisas que se passam em campo e sou, com um nível elevado de certeza, a pior pessoa para ter ao lado a ver um jogo de futebol.

Para mim ver futebol é ofender ocasionalmente os jogadores, sem nunca implicar as suas mães, é tecer comentários sobre as suas escolhas capilares e ficar indignada sempre que alguém grunhe um fora de jogo. Perco a minha razoabilidade e acho que os meus fazem sempre o bem e que os outros só se dão à fantochada. Enfim, não me calo.

De maneira que só vejo jogos da seleção. Como já disse várias vezes gosto de ver o meu país ganhar coisas, nem que seja quilo e meio de feijão manteiga.

Ora pois que me pus a dar uma de vidente e andei a cantar aos sete ventos que íamos ganhar a Taça das Confederações. Não vi nenhum jogo até ao fim e não faço a mínima ideia de como são feitas as seleções das equipas. Sabia o único facto que interessava, Portugal jogava e eu torço com bandeira na mão para que ganhemos.

Ontem vi o jogo quase todo. Daqueles 120 minutos + penaltis retive que na seleção do Chile havia um moço que tinha uma crista e me fazia lembrar um pregado antes de ser arranjado para ser frito. Lembro-me que o moço tinha tanta coisa escrita do pescoço para baixo que me fazia muito lembrar as minhas folhas de rascunho no trabalho. Todo ele era apontamentos variados que nada tinham a ver uns com os outros.

Acreditei até ao fim.

Quando fomos a penaltis senti uma pena do nosso Patrício. É ingrato num jogo todo haver uma equipa de 11 que se pode apoiar e depois no fim vem uma espécie de roleta russa que sobrecarrega os ombros de um desgraçado que achou ser uma boa profissão apanhar bolas em velocidade. Eu, da única vez que joguei à baliza disse ao que chutava “ou chutas mais devagar ou vens ti p’aqui!”.

Os nossos rapazes não se safaram nos penaltis, ou não estávamos nos seus dias ou então o outro era bom demais. Quem sabe as duas coisas.

Para mim conta que chegaram às meias finais (já não é pouco), que fizeram um bom jogo (ninguém conseguiu meter uma bola na nossa baliza antes dos penaltis, por isso demos luta). No final os outros tiveram mais técnica de penalti…ou mais sorte.

Temos de saber ser campeões a todos os níveis e para isso é preciso saber perder sem achar que perdemos o valor.

Os nossos rapazes continuam a ser campeões. Hoje e sempre, que deram ao nosso Portugal uma coisa que nunca tínhamos ganho. E o resto é conversa.

 

Acumuladora

Começo a achar que me posso tornar uma acumuladora como o Augustinho, senhor meu pai, quando percebo que arranjo todas as desculpas e mais algumas para guardar todos os pares de ténis de sôtor.

 

Nota: Augustinho senhor meu pai, tem guardados na despensa há mais de 30 anos, blusões de cabedal com pele de ovelha. "Não vá os netos quererem!" Diz ele .

 

Credo! Qu’horror! Ele disse que dava um flato!

Faço notar que propositadamente coloquei flato e não peido no titulo deste post de maneira a não ferir as profundas suscetibilidades das pessoas mais sensíveis e para quem, a menção de gases corporais de forma mais coloquial, pode ferir audição e visão.

Ontem, na sequencia da sua atuação no Concerto organizado para apoiar as vitimas da tragédia de Pedrogão Grande, concerto que aviso desde já não ter visto apesar de ter passado em todos os canais nacionais e ainda em mais de 80 rádios (creio que seriam mais de 80), uma vez que tenho em casa uma criatura com menos de um metro que insiste não ter nada que ver com incêndios e tragédias e que na TV deve passar a Macha e o Urso ininterruptamente.

Hoje, deparo-me então com esta situação insólita, em que o Salvado Sobral, um miúdo que decidiu ir ao Festival da Canção com uma musica em condições em vez de levar sons que agridem os tímpanos e buedesde mensagens políticas, ambientais e outras. Um miúdo que por acaso ganhou o Festival, sendo o primeiro vencedor nacional desde que aquela coisa foi inventada. Um miúdo também, que desde tenra idade tenta fazer valer a sua musica sem sucesso e que acabou a ir cantar num hotel em Espanha para turistas (esta parte segundo reza a história que eu não li nenhuma biografia desta alma). Um miúdo com um álbum editado que foi comprado por pouco mais que a família e amigos e que, depois de ter limpo o festival, passou a estar no TOP de vendas nacionais.

Nunca percebi estes critérios Tugas de avaliar as pessoas, mas acho que já Eça de Queiroz retratava esta nossa necessidade de aceitação externa para darmos valor ao que temos cá dentro.

No Festival criaram-se barricadas, uns adoravam o miúdo, outros gozavam com as suas idiossincrasias e outros ainda receavam que baqueasse antes do concerto. Para os dois últimos algo muito razoável e de bom parecer social, considerando que faziam pouco da forma de estar de um outro ser humano e ainda achavam graça ao insólito que é o miúdo ter um problema grave de saúde.

Porque venceu passou a herói nacional, não nos iludamos, apenas porque venceu, calha a perder e as carpideiras de serviço choravam-lhe a morte artística e prognosticavam a física. Afinal de contas toda a gente estava a ver que com a sua figura e uma musica simplória não chegavam a parte alguma.

O miúdo passou a ser desejado em tudo quanto é parte. Toda a gente o quer ouvir…a cantar a musica que a irmã compôs.

Ora, estamos a falar de alguém que quer ser reconhecido pelo seu trabalho, avaliado pelo seu valor e não necessariamente ser visto como um macaquinho de circo que faz um truque e toda a gente gosta.

Ontem, pelos vinte e poucos segundos que pude ver, estava a fazer umas macacas musicais e as pessoas aplaudiam, aplaudiam, sem sequer perceber o intuito musical do que estava a ser feito. Resultou então na frase do peido.

Sejamos francos, eu, no lugar do Salvador, depois de ter sido rejeitado em permanente com o meu trabalho, passado de besta a bestial por causa de uma musica e agora tudo o que eu faço é bom porque socialmente é de mau gosto não gostar do herói nacional, também era pessoa para me sair com uma destas. Ou pior.

O que as pessoas não entendem é que estamos a falar de alguém que compreende o conceito de finitude melhor que nós. Que mais não seja porque pode estar mais perto de si do que de qualquer das pessoas que assistiu ao concerto, do que qualquer das pessoas que escreveu sobre a sua observação. Isso torna-o mais próximo do conceito de vitima, como aquelas que estavam a ser lembradas.

Querem insurgir-se? Insurjam-se com o facto de não ter havido comunicações por mais de 14 horas (dizem), por mais de 10 pessoas terem pedido apoio e não o terem recebido, por serem pedidos relatórios e mais relatórios a empurrar culpas com a barriga em vez de se encontrar responsáveis e soluções. Agora deixem lá em paz o peido do miúdo.

Numa situação destas a ultima coisa que faz falta são os policias do politicamente correto. A permanente ideia de que à mulher se César não baste sê-lo, tem de parece-lo. São os mesmos que ficam incrédulos que alguém se ria num funeral, em sítios sérios só fazem falta os trombudos e as carpideiras. Os que se estão a cagar e as fingidas. Eu já me ri em funerais, a lembrar momentos vividos com aquele ou aquela que partiu. No momento de uma gargalhada encolho-me com os olhares de quem diz “aqui não é para rir menina!”. Mas é, é para rir, porque é a rir que nos lembramos e homenageamos os que mais amamos.

Mas lá está, então e como é que os outros vêm a nossa dor!?

Desta situação a lamentar existem as vitimas, apenas.

De insólito, perdoem-me a franqueza, só se poderia contar se o Jorge palma cantasse o “Dá-me lume!”

 

Para quem queira conhecer melhor a tipa que escreve...

É provável que esta lista nunca fique acabada. É muito provável que algumas das linhas se alterem com o passar dos anos. Mas aqui fica uma espécie de lista de compras sobre a minha pessoa. Só assim, para quem queira saber.

 

- Sou pequena. Tenho mais de metro e meio…mas não muito.

- Calçava o 37 e depois de ter estado grávida passei a calçar o 38 para a maioria dos sapatos. Ou seja tenho uns pés muito grandes para a minha misera estatura.

- Sou hipocondríaca e sinto que fico mais com o passar da idade.

- Sou casada (com o mesmo homem há uma porrada de anos).

- Tenho 1 filho.

- Tenho 2 cães (que na verdade não valem 1 em peso se os somarmos).

- Adoro praia (mesmo quando a areia vai para sitios onde prefiro que não esteja).

- Gosto de campo, mas detesto mosquitame pelo que evito o campo.

- Gosto de doces (especialmente pocarias como gomas, bolachas e coisas do mesmo calibre alimentar).

- Ando a tentar deixar de comer açúcar, o que me é tremendamente difícil considerando a alínea anterior.

- Gosto de escrever (sobre coisas que me dá na real gana e não necessáriamente sobre coisas que sou obrigada a redigir).

- Gosto de ler.

- Gosto de ter graça e que as pessoas se riam das merdas que eu digo.

- Detesto o frio, mas depois gosto de me sentar a ver um filme embrulhada numa manta (coisa mais cliché, eu sei! Sou uma pessoa mesmo do mais banal que há).

- Gosto de panquecas. Podem ser doces, salgadas, com glúten, sem glúten, com lacticínios, sem lacticínios. Como vierem.

- Gosto de pão. Mesmo assim, sem nada.

- Gosto de fazer bolinhas com o miolo do pão antes de o comer.

- Divido os alimentos em categorias no prato.

- Não ponho salada no prato se estiver a comer carne. Mas já pode ser se for peixe.

- Não gosto de nada que tenha sopas de pão.

- Detesto papas. São para pessoas sem dentes e pessoas que não têm dinheiro para comprar uma placa.

- Sinto-me desconfortável na maioria da situações, por isso tento sempre ser engraçada. Por regra o silêncio é mais incomodo.

- São poucas as pessoas ao pé das quais me sinto verdadeiramente confortável, são as minhas pessoas…e são mesmo muito poucas.

- Fico sempre na dúvida se as pessoas me acham parva…porque sou um bocado. Em resumo tenho algum receio que percebam.

- Gostava de andar sempre de saltos mas sou preguiçosa…isso e moro num 3º andar sem elevador…o que dificulta as coisas.

- Gostava de trabalhar a part-time para ter mais tempo para o meu filho, para mim, para a minha escrita, para as minhas corridas.

- Gosto de correr… mas às vezes a preguiça sobrepõe-se (outras é mesmo só o cansaço).

- Gosto de dormir… e não durmo tanto quanto sinto que devia.

- Gosto de ver um bom filme e uma boa serie.

- Gosto de ir à praia à tarde, já lá chego no momento em que o calor está a baixar e a partir daí sopra sempre uma brisa. Para além disso não preciso de estar preocupada com as horas de pico de calor. Acresce que assim começo gradualmente a ver o areal a ficar desimpedido em vez de começar a estar claustrofóbica com gente a pôr a toalha quase ao meu colo.

- Gostava de saber tirar fotografias. (em condições, entenda-se)

- Gostava de saber fazer trabalhos manuais. Mas já desisti. Afinal de contas tenho os cortinados da sala todos desnivelados à conta das minhas tentativas de lhes fazer as bainhas.

- Gostava de ser rica. (sou a única pessoa que conheço com este desejo)

- Já fui operada às duas pernas.

- O meu filho nasceu de cesariana.

- As minhas unhas são uma vergonha e por isso pinto-as de cores escuras.

- Gostava de ter um cabelo igual ao da Rita Pereira.

- … e o rabo também…

- … e as maminhas também…

- … ok toda eu podia ser como a Rita Pereira.

- Gosto de ir de férias para sítios com tudo incluído e com pulseira.

- Quando não há tudo incluído gosto de ir de ferias com a mochila às costas e de ténis para passear a pé por todo o lado.

- Não tenho nenhum desejo particular em conhecer países da América Latina, de África e da Ásia. Por motivos de criminalidade, mosquitame e distância de avião. Exatamente por esta ordem de importância.

- Gosto que as pessoas me digam que gostam do que eu escrevo. Fico toda babada.

- Não gosto que se metam na minha vida. O que é para o mundo saber eu conto.

- Tenho 3 irmãos mais velhos. Que me ajudaram a crescer e me fizeram a vida negra em miúda. Tudo útil nos dias de hoje.

- Quando andava na preparatória disse que tinha um irmão meio chalupa para garantir que não apanhava na escola dos miúdos mais vândalos.

- Não gosto de beber água mas obrigo-me.

- Gosto de massagens.

- Gosto de pessoas com uma ligeira pancada. As que têm pancadas grandes tenho de estudar primeiro, ou as adoro ou fujo delas.

- Não tenho muita paciência para a estupidez, pelo que tenho optado por fingir que os estúpidos não existem. É uma estratégia de defesa.

- Acho que todas as pessoas que trabalham no mesmo edifício que eu e apanham o elevador para o 1º andar, deviam levar um pontapé no cu (excluídas estão pessoas que tenham problemas físicos).

- Gosto de fazer traduções parvas de termos comuns. Por exemplo “és um mão de vaca” passa a “ you are a hand of a cow”.

- Trato o meu marido por nazi financeiro, em resultado do facto de me tentar vetar quase todas as compras, onde se incluem determinadas espécies de viveres.

- Gosto de choco frito com salada.

- Não entendo pessoas que comem choco frito com batatas fritas.

- Os meus olhos não dizem coisas, são olhos normais, silenciosos, e se alguma vez lhes der para falar vou ao oftalmologista. No mais arriscado posso dizer que por vezes são olhos que se esbugalham p'a caraças com determinadas situações.

- Quando criei o blog no Sapo não sabia que havia uma comunidade tão ativa de leitores e fiquei em histeria quando recebi o primeiro comentário.

- Quando tive o primeiro destaque na Sapo (coisa que não fazia ideia que existia) fiquei histérica, incrédula e triste. Esta última porque só vi ao final do dia.

- Usei aparelho dentário por mais de 3 anos.

- Gosto de economato.

- Gosto de malas e sapatos. Servem sempre.

- Não gosto de fazer limpezas.

- Gosto essencialmente de não fazer nada e quando tenho de fazer alguma coisa que seja só o que me apetece.

- Não tenho jeito para fazer surpresas, porque fico em ansiedade para fazer a surpresa.

- Dou muitos erros a escrever.

- Gosto de gozar com os comentários de anónimos armados ao pingarelho.

- Adoro ouvir a Alanis Morissette, apesar de nunca saber como se escreve o apelido dela e precisar sempre da ajuda do Google.

- O meu álbum preferido é o “Jagged little pill” da Alanis Morissette.

- Gosto de nadar e de fazer Yoga.

- Às vezes ligo musica ZEN para me concentrar no que tenho para fazer.

- Gosto de ouvir musica clássica.

- Gosto de comprar viveres biológicos e de ir ao mercado ao sábado.

- Falo muito. E quando estou nervosa falo mais.

- Tenho medo de andar de avião. Mas ando na mesma.

- A minha ideia de arriscar é comprar uma camisa com flores, jantar num restaurante asiático ou comprar um bilhete numa companhia aérea low cost, estamos ali sentados a pensar fizeram a revisão, não fizeram a revisão?! Trocaram as peças, não trocaram as peças?! E são umas poucas horas de plena adrenalina.

- Adoro ler as crónicas do Ricardo Araújo Pereira.

- Gosto de ler António Lobo Antunes, mas acho que o percebo ainda melhor ao segundo copo de tinto.

- O meu filme favorito é o Forrest Gump.

- Fumei durante 10 anos.

- Formei-me em psicologia e nunca exerci (ainda bem, porque não teria jeito nenhum para a coisa).

- Gosto de brincar com o meu filho a fazer plasticina.

- Gosto de ouvir o meu filho a tentar dizer as palavras (está ainda a aprender a falar).

- Gosto de ser palhaça.

- Não gosto quando sinto que me estou a esforçar para que as pessoas gostem de mim.

- Detesto enganar-me e deixa-me possuída quando cometo erros.

- O meu livro favorito é o “Mataram a Cotovia” da Harper Lee.

- Já fiz duas endoscopias, uma delas acordada. Não foi bonito.

- Tentei dar instruções à minha dentista de como me devia extrair um dente do siso…enquanto ela estava a fazer a extração do mesmo.

- Gostava de saber jogar ténis.

- Não sei andar de bicicleta e depois de ter arranjado os dentes fiquei com mais medo de aprender.

- Gostava de dar uma nalgada a um ciclista quando passasse por um de carro.

- Tenho na minha mente uma lista de pessoas que gostava de mandar p’o caralho.

- Quando era pequena recusava-me a ver a Rua Sésamo porque era para crianças.

- Quando era miúda confundia a palavra cliché com a palavra clister. E a verdade é que às vezes ambos dão merda.

- Gosto que me tirem fotografias mas fico sempre deprimida com o resultado.

- O meu ator favorito é o Tom Hanks.

- Quando era miúda queria ser sereia como a Ariel.

- A minha mãe não me deixou aprender a andar de bicicleta porque eu andava sempre escavacada mesmo com os dois pés no chão. Se me montassem numa bicicleta os danos poderiam ser incalculáveis.

- Quando começo a escrever custa-me parar e por isso esta lista já vai longa.

  

(esta lista é completamente aleatória pelo que os pontos não têm necessariamente que ver uns com os outros)

Ainda se houvessem pilas de fêmeas...

...eu era capaz de compreender a razão desta pesquisa. Agora "pilas de machos" parece-me uma coisa um tanto ou quanto redundante. Uma espécie de chover no molhado mas com pénis. Que, não podemos deixar de referir, têm mesmo de ser masculinos. Isto é claramente pesquisa de uma pessoa que não só chumbou a biologia, como teve profundas dificuldades em ultrapassar os TPC de Estudo do meio.

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O outro termo de pesquisa justifica-se...afinal de contas fiz um comentário no blog.

Clube de leitura Cocó

(o livro de que fui falar)

 

Já tinha visto no blog a menção a este clube de leitura. Nunca tinha ido a um clube de leitura, de maneira que, quando percebi que esta ultima sessão ia ser na FNAC do Colombo decidi inscrever-me. Afinal de contas já há algum tempo que faço isto de tentar ler o mínimo e um livro por mês, por isso estava apta para participar.

Inscrevi-me. Inscrevi o Nuno.

Ontem lá fomos os dois. Fomos os primeiros a chegar, mas nós não contamos porque a trabalhar ao lado do Colombo não é uma corrida justa.

Ora pois que se juntou um grupo de 18 pessoas, umas munidas com um livro (como eu) outras com 3. 

Um grupo maioritáriamente de mulheres, onde os dois homens presentes (O Nuno e o Francisco) estiveram à altura com as suas leituras.

Não sabia o que estar à espera e adorei. Nunca acho grande graça a ler as criticas dos entendidos, mas gosto de ouvir pessoas que são simples leitores a dizer o que acharam de determinado livro. Parece-me sempre mais natural e fiável. Não sei, se calhar coisas da minha cabeça.

Desta sessão do clube de leitura trouxe alguns livros que tenho mesmo de ler, "O meu irmão" que já tive para comprar diversas vezes mas foi ficando, ficando. "A verdade sobre o estranho caso de Harry Quebert", que fiquei com curiosidade de ler, mas até acho que o Nuno vai gostar mais do que eu. O "Soldados de Salamina", outro livro de que nunca tinha ouvido falar, mas que me pareceu fantástico. E "A máquina de fazer espanhóis" que fiquei a saber ser uma leitura "pesada" e densa, mas que compensa ler. Fiquei ainda com vontade de ler "A Sibila" e de voltar a ler o "Aparição" que li há muitos anos quando andava na escola e agora mal me lembro da história.

Em resumo, juntou-se um grupo engraçado de pessoas que gostam genuinamente de ler, para falar de uma coisa que gostam, livros. Rimo-nos bastante, especialmente com a Diana, que era um prato e tem uma demanda de ler mais de 500 livros de uma lista de livros para ler antes de morrer. Vai em 70, o que significa que está bem lançada.

O Francisco, um menino de 8 anos que foi com a mãe e que, também ele nos falou do livro que tinha lido, é um doce e espero que leia mais pelo menos um livro para nos falar dele na próxima sessão.

Venham mais sessões, eu espero poder ir às próximas porque gostei muito.

 

Música na casa de banho

Nas casas de banho do trabalho toca agora non-stop a M-80. Gosto muito de música dos anos 80, mas confesso que me causa algum transtorno estar a ouvir músicas pelas quais tenho valente apreço e que marcam as minhas memórias, enquanto respondo às imposições da natureza.

Hoje fui à casa de banho e tocava a música do “Dirty Dancing”, ou em português “Dança Comigo”. Um filme que vi seguramente mais de 100 vezes e cujas falas ainda hoje sei de cor. “Nobody puts baby in the corner”. Que maravilha.

Ora uma pessoa imagina logo o Patrick Swayze do outro lado da porta, até porque mesmo antes de falecer ele já tinha experiência em ser um fantasma sexy. Depois estar ali, e saber que nos está a ouvir a responder à mãe natureza é uma coisa que causa algum constrangimento.

Dá a impressão que uma pessoa devia, mesmo antes de lavar as mãos, pedir desculpa ao Patrick.

 

4 Km

 

O final de dia de sexta feira acabou um pouco mais tarde do que esperávamos, comemos uma coisa qualquer (que normalmente significa alguma coisa com elevado nível calórico e reduzido nível nutricional) e fomos a correr buscar o pequeno. Quando chegámos aos avós já passava das 22:30.

Sábado acordámos mais tarde do que era suposto e o frigorífico estava completamente vazio. Não havia nada para fazer o pequeno almoço e então decidimos comer alguma coisa pelo caminho quando estivéssemos a ir para o Parque da Paz. Sábado - dia de correr 4 kms.

Há falta de mais opções e considerando a manifesta contestação interna para o consumo de um pão integral com fiambre, decido mandar abaixo um valente croissant com manteiga e fiambre, a acompanhar um sumo de laranja natural, é vitamica C, neste caso "c" de culpa. 

Arrancamos para o Parque da Paz, chegamos mesmo em cima das 10 horas e o miúdo começa a fazer pressão para ir dar pão aos patos. Afinal de contas é esse o negócio, ele "papa" com a nossa corrida montado no seu carrinho, nós vamos com ele dar de comer aos patos. Que, só para dar aqui algum enquadramento, têm um aspeto profundamente mafioso.

Clico em "iniciar" na aplicação, mas o meu corpo não está p'aí virado. Reconheço uma franca contestação interna.

Esta é a altura em que percebo que já não tenho 20 anos e que a máquina alerta com todas as luzes possíveis para o facto de já não poder mandar p'a baixo tudo o que me dá na real gana e ainda achar que o esqueleto funciona da mesma forma.

Ao fim dos primeiros 800 metros começo a achar que a qualquer momento vou regurgitar o croissant, ficando apenas o sumo de laranja natural, afinal de contas os órgãos fizeram uma escolha e é mais acertada que a minha. A frase "é desta que me dá uma coisa" passou muitas vezes com destaque na minha mente, numa daquelas maquinetas com letras vermelhas que os senhores dos talhos costumam ter.

Ao fim de dois quilómetros o Nuno diz-me:

- Já só falta metade!

Ao que eu respondo:

- Não! AINDA falta metade!

- Paramos quando sentires necessidade.

- Sinto necessidade de parar desde que começámos.

- Isso é preguiça.

Páro para ponderar nesta coisa da preguiça e manifesto o resultado da minha profunda reflexão:

- Parece-me mais uma questão de P2C.

- Que é isso?

- Duas moléculas e preguiça e uma de croissant.

Rimos e continuamos.

Faltavam 800 metros para acabar e saco do truque de sempre "adanza Kuduro" o ritmo é bom e alinha-se com os objectivos. Ku-duro.

Fizemos mais 200 metros do que era suposto. O tempo não vale a pena mencionar, mas foi melhor do que estava previsto no treino.

A seguir fomos dar pão aos patos mafiosos.

 

Desta deixo cá a musiquinha que é para inspirar.

 

 

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----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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