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Em busca da felicidade

Coisas #3

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#jádormiamais8horas

#factos

(assim com «c» porque aqui eu mando mais que o acordo)

 

O que é que o stress me faz?

 

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Comer batatas fritas a todas as refeições.

Perder as estribeiras com as gomas.

Esquecer-me que devia beber água.

Sonhar com bolos e pão com fiambre carregado de manteiga.

Ter sede de Coca-Cola, um copo grande, cheio de gelo e com uma rodela de limão.

Achar que o chocolate é a minha salvação.

 

Isto para não falar que fico mais cansada. Que deixo de comer as coisas boas e fofas e lindas em detrimento de comida de plástico. Nem falemos que não corro faz uma semana e meia, porque chego a casa e só tenho vontade de me enfiar na cama a ler. Mas nos dias piores só me apetece mesmo é sentar-me à frente da televisão com o cérebro de uma couve e a babar como um caracol. Não vale a pena sequer analisar o tamanho da culpa que tenho depois de ir pela 10ª ao pacote de gomas, que trouxe para os colegas, mas que depois despacho só os deixando chegar a um cheirinho.

 

Dizem que o stress salvou a nossa espécie porque nos permitia estar alerta, lá bem longe no tempo dos homens das cavernas. Os Uga-Ugas que não tinham stress – logo, os gajos zen – não se preocupavam quando aparecia uma espécie de tigre para os papar e, trufas, mandíbula abaixo. Safaram-se os meus tetra avós stressados, resultando na existência do eu, hoje.

 

A pequena grande diferença é que na altura o stress dava para as pessoas correrem. Logo, faziam exercicio. Para além disso não havia máquinas com batatas fritas no emprego. E porquê? Porque não havia empregos. A malta caçava e depois estava ali de papo para o ar a descansar forte.

Hoje tudo nos stressa: o gajo no transito, o emprego, a senhora que nos tirou mal o café, as redes sociais, as conversas de elevador, as filas de supermercado, os transportes públicos, os atrasos, a falta de rede e a falta de dados móveis para atualizar o feed do Facebook. Enfim, quando até o acto de não fazer nada nos causa ansiedade, está tudo dito.

 

A mim o stress dá-me cabo da tola.

 

E vocês? Também são um bando de stressados ou falamos de pessoas do bem e zen e tudo e tudo?

Gostava de saber o vosso feedback, conhecer um pouco melhor as pessoas que visitam as minhas escrevinhanças.

 

 

 

 

 

A vida em verbos

Amar

 

Aqueles que me compõem os dias.

 

Ler

 

Todos os livros que tenho e todos os outros que quero. (só para este precisava de 8 horas por dia)

 

Escrever

 

Para pôr no papel todas as histórias que me lembro. Para as compor. Para deitar para fora os aglomerados de palavras, por vezes desconexos, que me assaltam as ideias e me roubam a concentração.

 

Escutar

 

Para fechar os olhos e ouvir a voz doce do meu filho quando aprende a falar. Para ouvir Mozart, Bach e Chopin. Para mexer a boca enquanto acompanho as letras do Jagged little pill.

 

Passear

 

Para conhecer o mundo. Umas vezes para lá dos meus horizontes. Outras no conforto das linhas que delimitam a minha vida. As saudades que tenho da minha pequena cidade.

 

Correr

 

Para espantar os meus demónios. Para enrijecer as carnes. Para gastar a adrenalina que se acumula. Porque sim.

 

Comer

 

Com glúten. Sem glúten. Tudo o que me apetecesse.

 

Rir

 

Porque sem o riso a vida é cinzenta. Poucas coisas na vida batem o prazer de uma gargalhada com vontade.

 

Reparem que o verbo trabalhar está excluído destes meus desejos de vida, considerando que a minha profissão de sonho é ser calona.

Estão também excluídos todos os verbos associados ao contexto escatológico, até porque no meu mundo ideal o ser humano só produz coisas lindas.

 

Nota: Eu afinfo na inspiração como gente grande.

 

As palavras do meu filho

Quando nasceu queria que já falasse. Tal não é a minha paixão pelas palavras. Queria conversar, contar-lhe coisas, ouvir o que pensava. Esperei mais de um ano pelo momento em que, atabalhoadamente, proferiu a primeira palavra. Não foi mãe. Não foi pai. Foi uma palavra e isso bastou-me.

Passou por uma fase em que nos respondia em «hum», como se tivesse um dicionário completo, cada tipo de «humm» refletia uma intenção diferente. A seguir descobriu os vídeos do youtube e saiu-se com palavras em inglês. Eu satisfeita. Pouco importava se eram em inglês. Palavras são palavras.

Ainda hoje diz «Orange», em vez de cor de laranja.

O tempo foi passando e ele foi desabrochando. Nestes dias brinda-nos a cada momento com palavras novas. Compõe frases e nós, espantados, emocionados, com as nossas palavras suprimidas, sorrimos. Outras vezes rimos da forma como o disse. Rimos para nós, entre nós, porque as palavras dele são uma vitória.

No serão passado pediu-me para ir buscar a bola do Ghandi para jogar com ele:

- Mãe, bola, ghandi!

 

Correu com o cão pela casa toda. Gritava:

- Anda Ghandi! Anda mãe!

- Ghandi panha!

- Ghandi anda cá!

- Ghandi dá cá bola!

- Ghandi onde tás?

 

Eu andava atrás deste corrupio. Feliz. Porque a felicidade se compõe de momentos.

Cada palavra mais doce que o açúcar e eu, eu queria gravar cada segundo na minha mente, como se fosse um filme de fita que guardamos no sótão. Daqueles que nos imaginamos em velhos a ir buscar à arrecadação.

Mas nem peguei no telemóvel. Corri atrás dele. Absorvi o momento. Lembrei-me que quando ponho o ecrã no meio há qualquer coisa que se perde. Há um encanto que se definha na necessidade de viver no futuro aquilo que não saboreamos agora e depois, depois nada sabe à doçura de cada palavra proferida com a voz encantada de uma criança de dois anos.

Gosto de brincar com as palavras. Lembro-me de ir ao dicionário e encontrar sinónimos para as palavras que conheço. É tão bom brincar com as palavras. Penso na alegria que me dá quando encontro uma palavra que nunca tinha ouvido e percebo: como deve ser encantado o mundo das palavras para uma criança de 2 anos, a cada conjugação de silabas um brinquedo novo.

 

Quando o sono é mais forte que a hipocondria

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Factos:

Sou hipocondríaca assumida.

Não sou hipocondríaca em ultimo grau.

Mas gosto de fazer exames e tirar fotografias ao interior.

Sou uma pessoa que aprecia dormir.

Desconfio sempre de medicamentos.

E quando tenho de tomar alguma coisa mais forte do que um Bem-U-Ron assaltam-me receios de efeitos secundários.

 

Quando na sexta-feira passada fui ao médico, o doutor, muito simpático, fez-me uma enxurrada de perguntas para saber que medicamento me poderia passar. Que peso tenho, se tomo a pílula, se tomo outros medicamentos, etc.

Para a maior parte das pessoas o facto de o senhor doutor fazer muitas perguntas resultaria num sinal de conforto, até porque, se está a ter em conta tantos fatores é porque o medicamento será mesmo o mais adequado.

Na minha cabeça as coisas não funcionam assim.

Quanto mais perguntas o médico faz, mais eu suo. A minha cabeça é tomada a saque por neurónios neuróticos que disparam observações parvas: «o medicamento deve ser mesmo perigoso!», «porquê tanta pergunta?», «quantos dias vou tomar aquilo?», «8 dias? Tanto?», «Ainda me dá alguma coisa, um AVC, uma embolia pulmonar, sei lá!».

Tomo o medicamento desconfiada. Com medo. Sinto pontadas ocasionais e faço exercícios que li na internet para ver se estou a perder capacidades. Procedo ao acalmamento interior. Rezo. Mesmo não sendo crente, rezo. E posso dizer que escrevia cartas a Nosso Senhor e lhas enviava em correio azul se soubesse que as lia.

 

Há duas noites acordei com uma pontada no peito. Podia ser um mau jeito. Podia estar mal deitada. Podia ser muita coisa. Na minha cabeça: uma embolia pulmonar. Já sentia a falta de ar.

Mas estava com sono. Eram 3 e tal da manhã e eu tinha muito sono.

Disse para mim: «encosta-te só um pedacinho…o pior que pode acontecer é faleceres…mas descansa.» Lembro-me perfeitamente de me dizer isto. O Nuno deitado ao lado, a dormir, e eu a falar sozinha. A dizer a mim mesma que era tranquilo, o pior que podia acontecer era falecer, mas não havia de ser nada.

Encostei-me e adormeci.

Quando acordei fiquei radiante por não ter tido uma embolia pulmonar.

 

Está visto que, no meu caso, o sono é mais forte que a hipocondria, espero que se um dia for a sério não me dê para me encostar um nadinha «a ver no que dá!»

 

Programas e cenas que o Augustinho vê ao serão - #3

Como já é sabido, ao final do dia falo sempre com senhor meu pai. Pessoa que dá pelo nome de Augusto, tratado carinhosamente por Augustinho.

A determinada altura dá-se o seguinte momento:

 

(...)

 

Augustinho

Olha estou para aqui a ver um filme porreiro. É com um gajo que já foi James Bond e uma tipa bestialmente conhecida.

 

(para quem não acompanha o espaço, para Augustinho, um ator que toda a gente conhece é um que é «bestialmente conhecido». Pouco importa o facto de haver milhares)

 

Eu

Boa! Ainda bem! Assim tens com que te entreter no serão.

 

(procuro evitar adivinhar quem são os atores bestialmente conhecidos porque já sei, por experiência, que isso me pode tirar anos de vida)

 

Augustinho

É pá o filme é mesmo bom...são os dois ladrões. Sabes que filme é? É um filme bestialmente conhecido.

 

(sim, os filmes, também eles, podem ser bestialmente conhecidos)

 

Eu

(depois de um acesso de alembrança)

Ah, já sei: é o Sean Connery e a Catherine Zeta-Jones!

 

Augustinho

Isso mesmo...isso mesmo. É a Catarina Jones e o Cien Cona, exatamente.

 

(silêncio por 2 segundos...a tentativa de inglês não saiu da melhor forma...)

 

Augustinho

Bom olha, o filme é bom! E vocês já jantaram? O que é que esse gajo, o meu neto, anda a fazer?

 

(e a conversa continuou)

 

O mundo em formato unissexo, ou melhor, unigénero

(O João e a Margarida estão grávidos e, fazendo-se acompanhar do filho mais velho, vão fazer uma ecografia de rotina. Durante a ecografia a técnica percebe que é possível identificar o sexo do bebé)

 

Técnica

Então, querem saber o sexo do vosso bebé?

 

Margarida

Sexo não, doutora. Género.

 

Técnica

Claro, desculpem. Querem saber o género do vosso bebé?

 

Margarida

Não. Mas está sempre a dizer «o» bebé é porque é um rapaz. Agradecia que não estivesse sempre a dizer «o» bebé.

 

Técnica

Desculpem, de facto é força de habito. Normalmente as pessoas compreendem…bom, adiante, querem então fazer surpresa?

 

João

Para nós não há surpresa nenhuma, vamos ter um bebé ou uma bebé que vamos amar muito, seja uma rapariga ou um rapaz. De que nos interessaria saber o género?

 

Técnica

Para decorar o quarto, por exemplo. Ou para escolher o nome. É o que por regra os casais fazem.

 

Margarida

Isso são pessoas que não são pela igualdade como nós. Também acha que se for uma menina o quarto tem de ser cor de rosa e se for menino tem de ser azul? Pois eu acho que devemos decorar o quarto com todas as cores e deixar que a criança, na sua liberdade de escolha, decida qual a cor que prefere. Quanto ao nome está escolhido: João Maria se for menino ou Maria João se for menina. Assim a única diferença está na ordem. É dos poucos nomes tendencialmente unissexo que conhecemos.

 

Técnica

Pois…eu de facto não conheço nenhum. Mas bom. Está tudo bom com o/a bebé. Pode vestir-se e passar à salinha ao lado.

 

(Quando a Margarida e o João estão a entrar no gabinete da técnica percebem que está a dar umas folhas de colorir ao seu filho José. Todas têm carrinhos e meninos a jogar à bola. Aproximam-se da pilha de cadernos de colorir e percebem que há uma pilha com princesas e uma pilha com piratas. Dirigem-se ao filho)

 

Margarida

José, quem te deu essas folhas para colorir?

 

José

A doutora.

 

Margarida

E foste tu que escolheste esse com piratas ou foi a doutora que te deu esse?

 

José

Foi a doutora.

 

(O João e a Margarida arrastaram o pequeno José porta fora do consultório como se a peste negra tivesse sido largada dentro do espaço. Olharam recriminatoriamente para a médica e nunca mais voltam. É verdade, iam ter uma menina, o facto de a técnica dizer «o» bebé, era de facto, força de habito.)

 

  

Na passada semana surgiu mais um polémica que não é polémica. Alguém pegou em dois cadernos de atividades , retirou duas ou três imagens lá de dentro e, com base nisso, avaliou que os livros eram discriminatórios porque os exercícios para meninas eram tendenciosos e manifestamente mais simples que os dos rapazes.

Quando li a noticia confesso que, numa primeira instância, fiquei chocada. Afinal de contas estamos em pleno século XXI e, a maior editora do nosso país está a lançar para as bancas livros que chamam as miúdas de mentecaptas e os miúdos de génios. Achei fruta a mais. Preferi fazer uma graçola sobre o tema e seguir em frente. Cada vez mais me apercebo que se fazem noticias sobre pouco e, quando leio que a avaliação foi feita com base em duas páginas desisto.

Mas o tema não morreu. Como seria de esperar e, tal como acontece com tudo o que está mal explicado, incendiaram-se as redes sociais. Ou melhor, deitou-se mais gasolina para o fogo que lavra em permanência nas redes sociais. Porque há sempre uma chama que arde sem se ver.

Depois, sossegada no meu canto, dou com um post escrito pela autora, onde a mesma explica o porquê de algumas ilustrações serem diferentes em cada um dos livros: foram entregues a ilustradoras diferentes, tendo cada uma feito a sua interpretação.

Até aqui, e mais uma vez, nada a apontar. Ou melhor, talvez um eixo de melhoria: para a proxima entreguem à mesma ilustradora para não arranjarem sarilhos com coisas que não merecem ter sarilhos.

Prossigo para ler alguns dos comentários e vejo que há quem se revolte porque a autora persiste em referir-se a rapazes e raparigas, como se, estivesse incorreto faze-lo. Ora pois, se temos dois géneros diferentes, qual seria a forma correta de o fazer então?

 

Assim, a única coisa que aconteceu foi uma tempestade num copo de água. Tempestade essa que teve e terá repercussões na vida de 3 pessoas: a autora e as duas ilustradoras. Estas, sendo mulheres jovens, ao que parece consideram que a capacidade intelectual das raparigas é inferior à dos rapazes. Logo, a sua capacidade intelectual é inferior à dos homens.

Tudo isto, por conta de um labirinto, de duas cores (azul e rosa) e das expressões «para menino» e «para menina».

 

Dito isto, e como sou pessoa para procurar a melhoria de todo o planeta vou fazer algumas sugestões que me parecem ser o Santo Graal deste problema:

 

  1. Deixam de haver listas de nomes para menino e para menina, sendo apenas possível chamar rapazes de João Maria ou José e raparigas de Maria João ou Maria José.
  2. Torna-se desde já proibida a venda de artigos azul bebé e cor de rosa. Os quartos das crianças devem ser decorados de verde, amarelo ou creme. Na loucura de cor de laranja.
  3. Todas as raparigas têm de adquirir um Action Man e uma pistola de água, mesmo que prefiram princesas e, os pais devem garantir que fazem jogos com estes brinquedos pelo menos 1 vez por semana.
  4. Todos os rapazes devem ter uma Barbie e um Nenuno, mesmo que só queiram andar à pancada. Devem trocar as fraldas ao Nenuco pelo menos 1 vez por dia para que mais tarde saibam participar na vida dos filhos.
  5. As lojas de roupa devem ser proibidas de separar roupas de rapaz e de rapariga. Devendo todos ou miúdos ter, pelo menos uma saia de tutu e todas as raparigas um cap de um MC conhecido.
  6. Os homens adultos devem fazer depilação integral para saber o que custa às mulheres e estas ultimas devem deixar de gastar dinheiro em salões de cabeleireiro para agradar aos homens.
  7. Ou seja, as mulheres devem ser sujeitas a terapia, se se arranjam para agradar aos homens, devem deixar de o fazer. Se é por elas mesmas e isso ficar devidamente patenteado num relatório redigido por um profissional capaz, sendo desejável que tal seja realizado por uma equipa com igual numero de homens e mulheres; então deve continuar a arranjar-se.

 

Para já são estas as sugestões mais pertinentes. A outra, é que as pessoas se capacitem que o preconceito está dentro das nossas cabeças e que não são as cores, os nomes nem a língua portuguesa que o ditam.

Ah, e que para a proxima se analisem as coisas com todos os facto antes de mandar gasolina.

 

Por hoje é tudo, obrigada e bom dia!

 

O hipocondríaco #2

Hipocondriaca_0.jpg

 

 

Para o hipocondríaco a consulta médica nunca está bem feita sem a prescrição de um exame.

Para o hipocondríaco tem de haver sempre um diagnóstico e, em resultado desse mesmo estado clínico, tem de haver um tratamento médico, logo: medicação.

Mas o hipocondríaco deseja um tipo de medicação que não existe: aquela que não tem efeitos secundários na bula. Pelo menos na bula.

O hipocondríaco lê sempre a bula...mesmo que lhe vá escangalhar a tola.

Então, depois de sair do médico, e de contra vontade, o hipocondríaco vai à farmácia e compra a medicação prescrita. Duvida sempre que seja a mais indicada e, antes mesmo de tomar o que quer que seja, reza para que não venha a sofrer uma sequela secundária do medicamento.

O hipocondríaco pondera se prefere continuar doente ou colocar-se à mercê das maleitas de um medicamento.

Toma os comprimidos a medo e torna-se crente, uma vez que reza todas a vezes que engole o comprimido. E todas as outras em que se lembra que o tomou.

Ou seja, o hipocondríaco, que até à horas atrás era ateu, passa a ser mais crente que a mais crente das beatas.

O hipocondríaco sente, a espaços, pontadas. Julga que podem ser os efeitos secundários do medicamento a chegar de fininho.

 

(Chiça que isto não é nada fácil ter uma amigdalite)

 

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----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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