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Em busca da felicidade

33

  

Diga lá outra vez?!

33.

Podia passar o dia nisto. Acordei a saber que é o dia do meu aniversário, mas parece que 33 é um número grande demais. Parece-me que 18 faria muito mais sentido. Os anos vão passando por mim e, exceção feita às maleitas e ao trato gástrico que está longe de ser o mesmo, não sinto nada que estou para lá dos 30. Se calhar é porque a cabeça não quer aceitar que caminho para velha em vez de nova. Que me mantenho crente que esta coisa de ser velho é para quem se entrega à velhice, que podemos partir com 130 no lombo mas 12 cá dentro.

Um balanço destes 33?

Cá vai.

Sinto 18 mas recolheço as maravilhas dos 33, o que a vida me ensinou, o que a vida me deu. Hoje sei que apesar dos queixumes tenho recebido mais de bom que de mau. Que tenho tido a capacidade de lidar com os obstáculos e tenho seguido o meu caminho com o que eles me têm ensinado. Que os contratempos da vida têm um sentido muito forte, o de nos preparar para o que de menos bom pode vir e mais importante, o de nos ensinar a dar valor ao que de mais precioso temos.

Que o dinheiro não vale nada, mas ajuda à felicidade e que entre mais dois tostões e o tempo que passo com o meu filho, escolho sempre a ultima opção, que não há milhões no mundo que pagam os segundos que passamos juntos.

Aprendi que amar e ser amado é um bem precioso, o mais valioso dos tesouros e que nem todos o conseguem encontrar. Que uma casa pequena se torna gigante quando o coração dos que nos recebem, nos abraçam de manhã e nos beijam ao deitar, não tem tamanho.

São 33 anos a ser feliz, mais nuns dias que outros. E nos que a desgraçada da felicidade, essa tipa escorregadia, se me escapa das mãos, nesses dias busco por ela, e só paro quando a encontro, depois digo-lhe "onde andavas malvada?!"

E é assim pessoas, não vou dizer que venham mais 33, porque por mim quero é que venham mais 100, que o sonho da minha vida é chegar a velha cheia de rugas, curvada, com todos os dentes e dona de uma mota Efigo. Eu e o meu companheiro desta maravilhosa viagem que é a vida. Os dois a trocar de dentaduras ocasionalmente, que se a memoria já está má aos 33, imagine-se com mais 100.

A casa com os netos a chegar e ter sempre bolos frescos para comer, e eu a fingir não ouvir os filhos quando dizem que os miúdos não os podem comer.

 

P.S.: Maravilhas dos 33? Conseguir pintar as unhas sozinha. As das mãos e as dos pés. Oh que crescida eu!

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----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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