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Em busca da felicidade

34

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No dia 5 de Junho de 1983, às 5 da tarde, nascia eu. A maior bebé que conheci até hoje com 5 quilos de peso.

Hoje faço 34 anos. Não faço jus ao peso e tamanho com que nasci. Muito pelo contrário.

Acordei hoje mais cansada. Porventura por ser segunda feira, quem sabe um pouco mais por fazer anos e desejar ficar deitada depois das 6.

Acordei sem a sensação especial que temos quando fazemos 18 anos.

Acordei a pensar que continuo a estranhar a minha idade. Qualquer coisa em mim manteve a miúda de 15 anos que achava que tudo no mundo era possível.

Estranho a mulher com 34 anos que me olha no espelho, é que quando não vejo o meu reflexo imagino ainda a miúda de bochechas fartas e cabelos encaracolados que ia fazer coisas na vida.

Mas não, não me sinto saudosista. Claro que passa mais depressa do que esperamos. Mas a minha vida é hoje infinitamente melhor do que era a vida daquela miúda de 15 anos. Só tenho saudades da inocência dela. Hoje já sei que nunca vou saber tudo, apesar de haver dias em acho que sei coisas a mais.

O tempo passa a correr e não me é possível outra coisa que não o cliché de perceber que se não aproveitamos a vida ela passa num sopro.

Porque passa mesmo.

E balanços?

Não gosto de balanços. É uma confiança que ganhamos com a idade, a de dizer o que gostamos e não gostamos sem nos preocuparmos com o que os outros pensam. Há sempre coisas boas na vida. Tenhamos nós a capacidade de as ver. Há sempre problemas e chatices. Tenhamos nós a força e resiliência para os aceitar e resolver.

Não sou muito dada a esta coisa de aniversários. E não gosto assim nada de especial do meu. Cá coisas minhas.

Mas afinal de contas faço 34 anos. Ou há 34 anos que o mundo me atura.

Que venham mais 80 e tal, com saúde e com todos os que amo. É a melhor prenda que podemos receber. Acordar e sabermos que por cá andamos com todos os que amamos.

O resto logo se arranja.

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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