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Em busca da felicidade

4 Km

 

O final de dia de sexta feira acabou um pouco mais tarde do que esperávamos, comemos uma coisa qualquer (que normalmente significa alguma coisa com elevado nível calórico e reduzido nível nutricional) e fomos a correr buscar o pequeno. Quando chegámos aos avós já passava das 22:30.

Sábado acordámos mais tarde do que era suposto e o frigorífico estava completamente vazio. Não havia nada para fazer o pequeno almoço e então decidimos comer alguma coisa pelo caminho quando estivéssemos a ir para o Parque da Paz. Sábado - dia de correr 4 kms.

Há falta de mais opções e considerando a manifesta contestação interna para o consumo de um pão integral com fiambre, decido mandar abaixo um valente croissant com manteiga e fiambre, a acompanhar um sumo de laranja natural, é vitamica C, neste caso "c" de culpa. 

Arrancamos para o Parque da Paz, chegamos mesmo em cima das 10 horas e o miúdo começa a fazer pressão para ir dar pão aos patos. Afinal de contas é esse o negócio, ele "papa" com a nossa corrida montado no seu carrinho, nós vamos com ele dar de comer aos patos. Que, só para dar aqui algum enquadramento, têm um aspeto profundamente mafioso.

Clico em "iniciar" na aplicação, mas o meu corpo não está p'aí virado. Reconheço uma franca contestação interna.

Esta é a altura em que percebo que já não tenho 20 anos e que a máquina alerta com todas as luzes possíveis para o facto de já não poder mandar p'a baixo tudo o que me dá na real gana e ainda achar que o esqueleto funciona da mesma forma.

Ao fim dos primeiros 800 metros começo a achar que a qualquer momento vou regurgitar o croissant, ficando apenas o sumo de laranja natural, afinal de contas os órgãos fizeram uma escolha e é mais acertada que a minha. A frase "é desta que me dá uma coisa" passou muitas vezes com destaque na minha mente, numa daquelas maquinetas com letras vermelhas que os senhores dos talhos costumam ter.

Ao fim de dois quilómetros o Nuno diz-me:

- Já só falta metade!

Ao que eu respondo:

- Não! AINDA falta metade!

- Paramos quando sentires necessidade.

- Sinto necessidade de parar desde que começámos.

- Isso é preguiça.

Páro para ponderar nesta coisa da preguiça e manifesto o resultado da minha profunda reflexão:

- Parece-me mais uma questão de P2C.

- Que é isso?

- Duas moléculas e preguiça e uma de croissant.

Rimos e continuamos.

Faltavam 800 metros para acabar e saco do truque de sempre "adanza Kuduro" o ritmo é bom e alinha-se com os objectivos. Ku-duro.

Fizemos mais 200 metros do que era suposto. O tempo não vale a pena mencionar, mas foi melhor do que estava previsto no treino.

A seguir fomos dar pão aos patos mafiosos.

 

Desta deixo cá a musiquinha que é para inspirar.

 

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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