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Em busca da felicidade

7 anos de pêlos em casa

Estranhas razões porque não sei viver sem estes tipos

 

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1. Não existe espaço nenhum na minha casa que não tenha um pêlo da Tulipa, o que inclui as minhas roupas lavadas e guardadas do inverno passado.

2. Acordo azamboada com a cara cheia de remelas e os cabelos desgrenhados, quando me sento para o xixi da manhã encontro os meus companheiros. Nem xixi faço sozinha.

3. Chego a casa de um dia de trabalho lixado. Saltam, pulam, dão lambidelas. Fazem-me esquecer que estava chateada.

4. Têm uma fralda para um qualquer xixi de emergência ao longo do dia (entenda-se por fralda resguardos próprios para o efeito) a Tulipa nunca acerta no sitio e a primeira coisa que faço quando chego a casa é limpar o “engano” dela.

5. Vamos à rua e reclamam com os vizinhos. (Já que eu tenho de me rir).

6. O Ghandi tem medo do portão da garagem do prédio rosa por isso temos de passar do outro lado da rua.

7. Antes de sair de manhã deixo uma guloseima a cada um. Acalma a minha culpa por estarem tantas horas sozinhos.

8. A Tulipa tolera todas as patifarias do foguete. O Ghandi põe-se a andar assim que o vê. Mas nada diverte mais o meu campeão que vê-los aos dois a brincar. Chega a casa, vai directo à dispensa, pede uma bolacha para a Tulipa, uma para o Ghandi e uma para ele.

9. São família e até o foguete já sente isso.

 

São 7 anos de patifarias. São 7 anos de companhia. São quilos de areia comida na praia a apanhar bolas. Milhares de ralhetes. Ameaças que nunca vêem resultado. São 7 anos de um amor que não tem explicação. Este que existe entre nós, os de duas pernas e os de quatro.

 

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Uma breve história de como chegámos aqui.

 

Comprámos casa porque eu não sei viver sem cães. Passei 1 ano a viver numa casa alugada. Não podíamos ter animais de estimação.

Em Janeiro de 2009 mudámo-nos e em Outubro estavam estas duas criaturas a entrar pela porta.

Queria só um cão. Nunca tinha tido dois cães em simultâneo. Mas…ter um cão para o deixar sozinho em casa 10 horas, sozinho, cortava-me o coração. Foi aí que pensei “se tivermos dois fazem companhia um ao outro”. Sou uma apaixonada por animais e se pudesse levava-os a todos para casa, mas nestes momentos temos de ter sentido pratico e eu não podia ter dois cães grandes no apartamento, por isso decidimos falar com um criador na área do norte.

Fomos ao Porto busca-los. Tinham mesmo de ser entregues naquela semana. Não podiam ficar com eles mais tempo.

Percebemos mais tarde que tinham ambos tosse do canil. Que o criador tinha medo que passasse aos dele. Que não tinha sido ele o criador. Que o Ghandi tinha vindo da Hungria (e sim, soube mais tarde o que é comum na Hungria).

Disse mal à minha vida. Ao fim de 15 dias estavam internados.

Sobreviveram a tudo. E eu aprendi que no futuro vou adotar um que não tenha lar.

Ficaram rijos e saudáveis e, até ao dia em que o foguete nasceu, preenchiam as nossas manhãs e os nossos finais de dia.

Podia escrever um livro com as histórias que tenho destes artistas, das asneiras aos brilharetes.

Mas hoje quero apenas contar o que gosto deles.

Não são meus filhos. Quem é mãe sabe que o sentimento que uma mãe tem por um filho é algo que a razão não sabe explicar. Mas é algo muito próximo.

São mimados, estão gordos por causa dos mimos comestíveis, são uns tontos neuróticos e destrambelhados como a dona deles. Reclamam com os vizinhos e têm-se como donos do prédio. Da rua. Do quarteirão. São amigos um do outro. São meus amigos e adormecem todos os dias debaixo da cama do foguete.

São família. E andam sempre connosco (literalmente, que tenho sempre pêlos na roupa).

 Assim...

 

Parabéns seus tolos! Que venham mais 17 e entram para o Guiness!

 

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Nota: O mais pequeno, preto e castanho é o Ghandi, nasceu a 21 de Agosto de 2009. A branquinha é a Tulipa, nasceu a 25 de Agosto de 2009.

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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