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Em busca da felicidade

Coisas #9



Consigo aferir com relativa-certeza-absoluta que a minha vida está na merda, quando no espaço de 2 semanas 90% do que eu digo começa por: "tenho que..."


 


#queriatantoserrica


Sapos do Ano 2017

Há ideias muita gira pá!

esta é uma delas!

Parabéns à Magda pela iniciativa.

Uma opinião cá minha sobre esta coisa dos Blogs do Ano

blogs do ano.png

 

Para que iniciemos esta dissertação da melhor forma possível vou começar por falar da vaca branca que está no ecrã. Sim, eu gostava de ganhar os Blogs do Ano, antes disso, eu gostada bueda mesmo de ser sequer nomeada. Quem tem um blog tem-no porque gosta de escrever, mas também porque gosta de partilhar e fica carregada de jubilo quando há quem lê.

Ponto.

Eu não sou exceção.

Não tenho qualquer hipótese de qualquer das coisas, sou menos do que um grão de areia e faço isto porque há meia dúzia de gatos pingados que leem, ainda que, para ser franca, haja muitos dias em que pense que havia de mandar isto às couves e dedicar-me à plantação de beringelas orgânicas uma horta comunitária.

“Ah, mas em primeiro lugar deves escrever para ti…” e bla-bla-bla, pardais ao ninho, conversa da chacha. Quem escreve num espaço e publica fá-lo com o objetivo de que alguém leia. Fá-lo à procura de que outros gostem. Se fosse só para si anotavam as coisas num caderno e enfiavam na mesa de cabeceira.

Não me venham com tretas que eu não tenho paciência para conversa de encher chouriços.

 

Dito isto, tenho algumas considerações a fazer a esta excelente iniciativa.

Os Blogs de Portugal começaram no ano passado. Sendo a primeira vez, já sabíamos que havia alguns nomes que tinham de ser nomeados e que, de entre esses, eram mais do que conhecidos os favoritos. Não há discussão. Há blogs que definiram o conceito de blog em Portugal enquanto elemento de criação de conteúdos, enquanto fonte de rendimentos, e essas pessoas – bem como os seus espaços – tinham de ser reconhecidas. Quanto a isto não há nada a referir.

Ultrapassada esta questão essencial, parece-me um pouco redundante e mais-do-mesmo, que os vencedores da edição do ano anterior sejam candidatos no ano seguinte.

“Ah, mas ó Cátia as pessoas têm direito e leuleuleu…!”

“Ah, mas ó Cátia isto não é a da Joana e cada um tem de fazer por si, se querem ganhar têm de ter um espaço melhor e larailailai…”

“Ah, mas ó Cátia isto se continuam a ser os favoritos são os favoritos e bleubleubleu…”

Certo, tudo certo. Os argumentos estão todos certinhos como a vida. Mas depois as coisas na prática têm um efeito de espiral, senão vejamos:

  1. Os blogs que foram selecionados no ano passado já têm uma dimensão grande, pelos anos que têm disto e pela panóplia de seguidores que granjearam;
  2. Ao serem selecionados como candidatos passam a ter ainda mais seguidores, porque quem não seguia vai conhecer e, como seria de esperar, muita gente que não seguia passa a seguir, que mais não seja para perceber o que é que os outros veem no espaço. A lógica do “se tanta gente gosta é porque deve ser bom”.
  3. Quando ganham não ficam só com o prémio, há um mediatismo associado, uma exposição de que ainda não gozavam e também aqui se repete o fenómeno referido no ponto 2.

Ou seja, quando são candidatos no ano seguinte têm ainda mais seguidores que no primeiro ano, o que deixa quem chega de novo um pedaço descalço perante quem está em toda a parte.

Na minha modesta opinião, estes concursos deviam ser como a Miss Mundo, quem ganha entrega a coroa no ano seguinte. Ou seja, dá lugar a outro. Se quisermos foi isso que aconteceu com o Por falar noutra coisa, este ano retirou-se do concurso e isso fez com que um espaço espetacular tivesse mais hipóteses, o Bumba na Fofinha.

Gosto muito dos espaços que ganharam, sigo-os e compreendo perfeitamente que concorram, afinal de contas acredito (mas não sei) que quando ganham acabem por colher frutos (a nível financeiro). Mas gostava de ver uma coisa mais clean, onde fosse possível que outros espaços, tão bons ou se calhar até melhores (não sei, não conheço todos) tivessem uma oportunidade de ganhar.

Uma opinião, um pensamento, um lai-lai-lai pardais a ninho muito meu, que sou pessoa para gostar de viver num mundo que não existe.

Carta aberta e quase concisa ao Conselho de administração da Famosa

nenuco-abracitos1_ml.jpg

 

Caros administradores e administradoras,

Viva 

Dirijo-me a um Conselho de Administração que quero acreditar misto, porque caso só haja homens, acabei de encontrar a resposta a todas as minhas insatisfações. A falta de criação de expectativas deturpadas na infância faz com que continuem a vossa vida sem remorsos quanto ao defraudar das dos outros.

Refiro-me concretamente ao que uma criança do género feminino idealiza quanto à maternidade. 

No mundo fantasia que nos colocam à disposição há Nenucos loiros, morenos, de pele branca, de pele negra, que fazem cocó, que fazem xixi, que choram, que deitam lágrimas, que bebem o beberão; e sim, é verdade que tudo isso abarca muita coisa, apesar de todas essa características se distribuírem por entre os bonecos, criando a sensação deturpada de que um bebé apenas será capaz de fazer uma destas coisas de cada vez. É uma falácia. Uma criança, devidamente equipada, é bem capaz de fazer quase todas estas coisas em simultâneo. 

Mas não é isso que me fez redigir esta espécie de missiva. De entre toda a panóplia de bonecos que colocam à disposição não há um, repito, não há um, que coloque entraves a vestir-se, que corra no sentido contrário, que dispa uma peça quando estamos a vestir a outra, que tente fugir de cima da cama, que tire um braço enquanto lhe enfiamos outro e quando voltamos a enfiar o primeiro já retirou o segundo, fazendo-nos ter dores e pontadas e bicos de papagaio nas costas em resultado do tempo que passamos agachadas e debruçadas, para não falar na exasperação que nos faz sentir mães de caca.

Todas as noites faço uma dança dos infernos com o "Nenuco" cá de casa. Aquele que esperei ser igual aos que tinha em pequena, os que faziam o que lhes dizia em vez de dizerem em tom jocoso quando o ameaço de uma palmada: "a shééééério!?".

Nunca nenhum desses bonecos resistiu a parar de chorar quando lhe punha a chucha. Nunca me explicaram que era possível não aceitar a chucha. Vocês fizeram-me acreditar que o mundo podia ser maravilhoso, que ele dormia quando o punha na cama e fazia "shiu, dorme bem!". Agora resulta apenas num "MÃÃÃÃÃÃAEEEEEE! Queo ir pa cama dos quixidos" e nós, às 3 da manhã encolhemo-nos na cama para que ele ocupe 80 %, ali, esmifrados contra a mesa de cabeceira a rezar para que ele não ache que bom, mas mesmo bom é ir ver mais um episódio do Ruca.

Excelentíssimos senhores e senhoras do Conselho de Administração da Famosa, era suposto que, à hora a que decidi escrever esta bela merda, estivesse já deitada com um qualquer babydoll de cetim e rendas ou uma camisa de dormir estilo Julia Roberts no Pretty Woman, sem passar pela parte da prostituição; em vez disso tenho em cima um pijama da Primark com mais cores que a Robbialac e um robe polar que tem as cores que a Robbialac não quis, para não falar nos ursinhos espalhados.

O cansaço é muito e quando vou às compras sinto vontade de dar uns xutos nas caixas de Nenucos com que me deparo. Não me interpretem mal, de certa forma ainda os acho fofos, é a parte do embuste que me lixa.

Por isso, excelentíssimo painel de administração da Famosa, mandem lá os vossos criativos pensar num cangalho mais real, um que das duas uma: ou nos dá competências p'a isto ou nos dá competências p'a isto. Caso seja impossível que traga uma nota a dizer: "se depois de cresceres parires um boneco parecido com este é provável que não tenha nada que ver com isto! Diverte-te agora!".

De resto estou à disposição para passar uma tarde convosco, devidamente acompanhada do meu "Nenuco", terei todo o gosto de o levar às vossas instalações e assistir, refastelada num sofá, enquanto ele transforma em frangalhos a vossa sala de espera.

Com os melhores cumprimentos,

A mãe do robe idiota.

(já agora: "é natal, é natal, la-larailailai")

 

Divagações amplexas-ó-desconexas-ó-parvas sobre a felicidade que o dinheiro compra

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Quando era pequena sempre ouvi os adultos à minha volta dizer que «o dinheiro não compra felicidade», certamente uma forma de, enquanto pobres, garantir que tinham tanto direito à felicidade quanto os que podiam comprar o que lhes apetecia. Os que tinham bons carros, boas roupas, iam de férias e até faziam viagens.

Para o pobre a saudinha é a maior da riquezas. A saudinha e a família. Há saudinha e tudo de resolve.

Sou assim, pobre até ao tutano de cada osso. Haja saudinha para mim e para os que gosto que a malta há de arranjar maneira de andar a rir.

Mas depois penso nas coisas que gostava de ter, nos sapatos que me apetece comprar, nas viagens que gostava de fazer, na casa em que gostava de viver, na área de residência que persiste em fugir da minha carteira, nos tratamentos de pele e de cabelo que estão ali mesmo à mão de semear, se eu tivesse carteira para eles....

E dano-me por ser pobre.

Afinal o dinheiro compra felicidade.

Aprendi quando andava na faculdade que há uma coisa a que se chama de pirâmide de Maslow, numa descrição muito precária e ignorante: demonstra que as necessidades do individuo se alteram consoante aquelas que tem por colmatar. Por exemplo, nas linhas de base estão as dependências primárias, como a alimentação e a segurança, no topo estão os desafios intelectuais. De acordo com a pirâmide deste senhor, o ser humano precisa garantir as necessidades primárias para ter disposição para as seguintes.

Não sei se é porque tenho papinha na mesa, se é porque o médico me vai anunciando saudinha boa (apesar de eu pedir sistematicamente exames para garantir que não há poeira nos cantos), se o que será. Mas tenho a certeza que o dinheiro compra felicidade. Quando quero comprar um par de sapatos e o posso fazer sem remorsos fico feliz. Aliás, mesmo quando compro com remorsos fico feliz, porque na verdade não tenho remorsos, tenho é necessidade de uma certa preparação mental para ouvir o Nazi financeiro lá de casa.

Depois podemos sempre entrar no campo da saudinha, uma pessoa que tenha algum não precisa de estar à mercê do parecer médico e da sua potencial incompetência, sujeitando-se ao que calha. Havendo dinheiro pode sempre ir a outro especialista, pagar pelo exame, etc. E, em caso de resultado menos favorável tem acesso a um conjunto de factores que providenciam conforto que, para quem não tenha verba financeira, ficam apenas no horizonte.

Tenho uma prima que me dizia quando éramos mais novas: ando triste, estou mesmo a precisar de ir comprar alguma coisa para mim, fico logo melhorzinha.

E é verdade, uma pessoa compra um mimo e fica logo com outra cara.

 

Sei que parece tudo muito vago, a minha cabeça não tem dado para mais, mas lembrei-me disto, se calhar porque queria rechear o meu guarda fatos de coisas novas, porque isso me fatia muito feliz, se calhar porque não posso fazer de Pretty Woman e ir a Rodeo Drive e sair daquilo uma mulher nova, mais gira à conta de um belo banho de loja. Essa lavagem que faz milagres.

 

Ser mãe é ser indecisa ao quadrado

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Nós mulheres transparecemos uma permanente indecisão sobre as coisas do quotidiano. Parece aos homens dessa forma porque na verdade queremos tudo, e quando nos pedem para escolher ficamos sempre na dúvida sobre qual será a melhor opção. Isso e porque somos mestres a lidar com grandes temas e coise.

Para os homens é mais fácil. Em qualquer circunstância da vida, na duvida, futebol. «Ah mas em que situações?», podem perguntar em desespero. Eu respondo: todas!

Um exemplo: um tipo decide pedir a namorada em casamento, não sabe bem se é isso que ela quer, mas vai arriscar, então está na loja para comprar o anel. Está numa indecisão tal que até o esfincter se lhe aperta forte. Não nos esqueçamos que o matrimonio é algo que se contraí, como uma doença má, pegajosa. Mesmo que uma pessoa faça a cura ficam sempre marcas. Neste caso jamais regride para a sua condição de solteiro. Será sempre um divorciado. No meio deste clima aparece um amigo, pergunta-lhe o que faz ali e coise e tal e no espaço de minuto e meio já estão a falar das contratações do Benfica e da época do Porto e do Bruno de Carvalho e cenas.

A gaja é pessoa para encontrar uma miga no shopping - espaço onde anda a cirandar porque gaja que é gaja resolve problemas forte e feio enquanto contempla montras - elogiar os sapatos vermelhos da nova coleção, e depois desatar a falar «nonstop» da sua aporrinhação.

Desta feita e fazendo aqui uma ponte mestra entre o ponto principal deste post e o que acabei de bleu-bleu-bar passo a acrescentar que, quando a gaja passa a «gaja-mãe» a coisa tende a escalar.

Neste cenário a gaja começa a ter de conviver com as suas próprias indecisões. Demanda que até aí cabia ao esposo conforme acordado em contrato deveras especial. Nesta convivência consigo mesma depara-se amiúde com coisas que têm tendência a transtornar qualquer elemento normal.

Uma demonstração prática foi o que aconteceu a este ser que vos escreve no ultimo feriado.

Criança acorda e diz que quer ir para casa dos avós. Pessoa que escreve sente um certo abespinhamento interior e não expressado porque a cria deveria ficar sem choro nos avós quando os pais vão ganhar tostões, mas no fundo desejando com todas as forças do ser estar sempre com os pais queridos.

Mais tarde, quando já se vê a braços com brinquedos espalhados no chão, birras e panquecas para fazer, pessoa que escreve percebe que o corpo queria muito estar espraiado no sofá em fazer nada.

Então entrega-se à culpa da boa mãe que não pode desejar uma tarde de descanso com o filho lindo nos avós, com vista a dar uma pausa às células que estão por um fio no âmbito do esgotamento nervoso.

Em resumo: indecisões de gaja mãe. O gajo pai parece sempre mais prático, nem que seja porque almeja por 90 minutos sem intervalo.

 

Cabeleireiro

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Na terça-feira passada fui cortar o cabelo, já não via tesoura para cima de 8 meses e estava na altura. De entre todos os meus genes camionistas consta também aquele que me faz detestar ir a cabeleireiros e centros de estética.

A pessoa cortou o cabelo, esticou e, enquanto durou liso estava ótimo.

Depois lavei a cabeça e percebi o seguinte:

A pessoa que me cortou o cabelo percebia tanto de cortar cabelos quanto eu percebo de desmanchar porcos p'a bifanas.

Ou seja: nada.

Tenho o corte de cabelo da tipa do Cocktail, filme que foi gravado pouco depois de eu ter nascido.

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----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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