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Em busca da felicidade

Todos podemos ajudar

Decidi não pôr nenhuma fotografia. As imagens são dramáticas e já sobejamente conhecidas por todos. Nada mais há a acrescentar. Todos sabemos o que aconteceu. Alguns optámos por não conhecer o detalhe, basta o numero, basta as fotografias das chamas para compreender a magnitude do que assombrou o nosso país neste dia.

No momento de tragédia assistimos ao mesmo de sempre, os exageros e a falta de bom senso. A pouca sensibilidade para quem assiste e para quem foi vitima. Reconheço muito pouco mérito jornalístico na necessidade de fazer reportagem com corpos de pessoas inocentes ao lado. Mais valia que pegassem em 2 sacos de mantimentos e os fossem entregar a quem precisa. Não é jornalismo mas é algo mais humano que relatar "coisas" com corpos em volta.

Valem as histórias de verdadeiros heróis, reais bons samaritanos que salvaram vidas, que deram abrigo, que abriram as portas das suas casas para receber desconhecidos que vinham a fugir de um inferno em chamas.

A nós, que nos sentamos neste momento a escrever ou a ler o que quer que seja, cabe participar. Qualquer ajuda pode valer, por pouca que possa ser. Podemos ajudar com mantimentos, podemos ajudar com uma simples chamada para o 760 100 100 uma linha solidária criada pela SIC com o nome de "Um abraço a Portugal", para angariar fundos com vista a ajudar nesta causa. Podemos transferir dinheiro para uma conta solidária "Unidos por Pedrogão" criada para apoiar as vitimas desta tragédia.

 

Conta Solidaria Caixa 0001 100000 330
IBAN PT50 0035 0001 00100000330 42

 

Passem a mensagem e ajudem, seja de que forma conseguirem. Se 1 milhão de pessoas der 1 € conseguiremos ajudar muito estas famílias. É pouco para cada um de nós e pode ser o mundo para quem perdeu tudo.

 

O melhor super alimento de todos os tempos

Preguiça.jpg

 

Percorro os corredores dos supermercados e encontro alimentos e superalimentos capazes de fazer milagres pelo nosso bem estar. O Reishi que é o cogumelo da eternidade, faz maravilhas. A maca que nos ajuda com o controlo hormonal. A Lucuma, repleta de vitaminas.

Os frutos vermelhos que são anti-oxidantes, a fruta da época, adequada ao que o corpo precisa a cada estação. A laranja repleta de vitamina C.

Depois temos o exercício. A corrida que nos dá felicidade e ajuda a descansar a mente quase tanto quanto estamos a dormir. Os treinos funcionais que tornam os músculos mais firmes, os corpos mais torneados e evitam as lesões.

A panóplia de coisas boas transforma-se numa lista sem fim.

Depois estamos uma semana de férias esparramados ao sol, sem obrigações, sem responsabilidades, sem stress. Cumprimos com as horas de sono que o corpo precisa e percebemos que o melhor super alimento do mundo é o descanso.

 

Uma vaga de calor, outra de fogo

 

Todos os anos o verão se inicia, mais coisa menos coisa, de forma semelhante. Uma vaga de calor, uma enchente nas praias e um incêndio. Hectares e hectares de terra reduzidos a cinzas e a expressão "mais do mesmo" proferida no conforto dos lares de quem mora a quilómetros de distância. Uma espécie de condolências previstas porque já não há novidade. Depois aparecem os donos das casas que ardem, que perdem os animais, que ficam reduzidos à roupa do corpo. Então vociferamos "haviam de mandar para dentro do fogo o filho da puta que fez isto!", e seguimos à nossa vida. Afinal de contas o que mais nos apoquenta são os quarenta graus e a espera de que o calor abrande para levar a criançada e os nossos próprios lombos para a praia.

Todos os anos nos revoltamos, porque pouco mais há a fazer. Ou se calhar até há, mas a vida tem de seguir o seu rumo e todos temos os nossos próprios problemas.

Este ano passou a ser proibido fumar nas praias, levantou-se a contestação, que a liberdade de quem fuma mais uma vez é posta em causa, que quem não gosta que não fume, que não podem fumar porque há porcos que mandam as beatas para o chão, e todo um outro rol de indignações. É verdade que há gente que fuma que é porca, que deixa as beatas enterradas na areia, aquelas que depois tenho de andar a tirar das mãos do meu filho de dois anos, explicando-lhe que há cáca na areia porque há gente badalhoca no mundo. Mas também há gente que não fuma que deixa papeis de gelado, pacotes de batatas fritas, para não falar nos caroços de fruta, porventura sob a desculpa de que mais tarde no ano nascerá ali um pessegueiro.

O problema não está na beata deixada, está no fumo que tem de ser inalado por quem está na toalha ao lado. Está no facto de o meu filho respirar o tabaco de um tipo qualquer, que acha que fumar depois de sair do mar é a melhor coisinha a fazer, mesmo tendo uma criança de dois anos ao lado. Na cara estampado um "se calhar é melhor escolher outro lugar". Então criam-se leis que para nada servem, porque nestes dias que estive de férias, a tentar apanhar os benefícios da praia devo ter fumado mais do que um maço de tabaco. Vale ter sido gratuito.

Ora em que redunda esta questão da praia? Redunda em algo que nos é mais próximo a nós, nas grandes cidades e que achamos que estes fogos são matéria de quem vive na aldeia, a nós que temos todos muita pena e partilhamos fotos com terras a arder acompanhados de emojis tristes, a nós que nos esquecemos muitas vezes que todo o mal resulta da falta de civismo e displicência permanente de que padece o nosso país. A não ser que nos bata à porta, não nos indignamos à séria. Não exigimos mais.

Os fogos a que assistimos todos os anos são atribuídos a alegados piromaníacos que, pelos vistos, apenas padecem da doença em tempo de verão, uma qualquer versão sazonal da maleita. Ou isso ou são pagos para o fazer. Identificados dezenas de vezes pelas autoridades, passam umas temporadas em instituições para se reabilitarem e voltam a fazer de novo. No ano passado recordo-me que foi identificado um tipo que era considerado como potencial culpado de mais de 40 fogos. Mais de 40 fogos, não será quanto baste para o prenderem por 25 anos, pelo menos? Ou para o mandarem para a fogueira? Porque não, afinal de contas gosta tanto de ver coisas a arder, talvez fosse uma forma de o ajudar a ter uma morte feliz. 

Mas são só terras, são só hectares, são só os pulmões do nosso país. Lá morre de quando em vez um bombeiro, mas esses lá está "sabem ao que vão, é uma coisa de risco, mas coitados" dizem alguns. Dizem dos heróis que salvam com precárias condições o nosso pais de arder. Têm menos destaque nos noticiários que um atropelamento com fuga numa cidade de outro país e a vida continua.

De qualquer modo não são os piromaniacos que são culpados, são os que fazem fogueiras, são os que deixam lixo no chão que, sob calor intenso como esteve ontem, pode iniciar um incêndio. E aí, neste pequeno acontecimento, todos somos responsáveis, os que deixam no chão, os que veem e não apanham porque a porcaria não é deles e os que veem deitar para o chão e não dizem nada a quem o faz, antes rosnam um "valentes porcos" para si mesmos, como se resolvesse alguma coisa.

O mal fica lá, no mesmo sitio, pela falta de civismo de uns e pelo orgulho dos outros que não limpam porque "não são pagos para andar a limpar a merda dos outros".

Mas e desta vez? A ultima vez que vi a noticia contavam-se 39 mortos. Falamos de 39 pessoas inocentes que sucumbiram ao fumo e foram carbonizadas. Algumas dentro dos carros. Agora a culpa anda de um lado para o outro. Os bombeiros a combater chamas, as famílias a viver o horror, nós a ficarmos sensibilizados por 10 minutos, o suficiente para escrevermos posts destes e partilharmos fotografias no Facebook. Depois quando o calor abrandar vamos para a praia.

Mas que quero eu com esta conversa?

Quero que sejamos mais cívicos, que sejamos mais limpos, que sejamos melhores que os idiotas. Que apanhemos a beata do chão mesmo que não seja nossa, que não deixemos lixo porque "ah, já estava sujo, mais uma porcaria, menos uma porcaria", que tenhamos a coragem de dizer a quem manda uma beata pela janela do carro que é um porco, que sejamos exigentes com a necessidade que todos temos de cuidar do que é nosso, o nosso planeta, as nossas pessoas.

Que sejamos exigentes com quem legisla, que cumpram penas pesadas aqueles que são apanhados a pôr fogo, que sejam encarcerados por anos. 

Evitar o que aconteceu ontem é responsabilidade de todos nós. Que a assumamos como tal, em vez de partilhar condolências nas redes sociais porque é bonitinho.

Comecei a manhã com o Nuno a dizer-me o que aconteceu, sabe que fico revoltada e de estômago às voltas com estas situações, mesmo que sejam só terras. Esta hoje foi pior, porque temos um amigo perto, porque de madrugada o Nuno lhe mandou uma mensagem a saber como está. Hoje sabemos que está bem.

Gostava de ter um final brilhante para este texto, mas somem-se-me as palavras. São abafadas pelo numero de pessoas que se perderam naquilo a que todos os anos chamamos de "mais do mesmo" e de "não há novidade". Que se invista mais em helicópteros e meios para os bombeiros, em vez de auto estradas. Que se salvem mais terras que bancos falidos. Que se criem os apoios necessários às famílias que perderam quem amam e o que tinham. Que se revejam as leis, que se encarcerem os culpados de fogo posto, que se apliquem coimas a quem deita lixo ao chão.

Que a bem ou a mal, todos passemos a ser mais responsáveis pelo bem estar do nosso país.

Às famílias as minhas condolências. Pouco mais posso dar, para além da promessa de que no que depender de mim para o ano tal tragédia não se repetirá. E que farei tudo ao meu alcance para que o meu filho seja um miudo e mais tarde um homem consciente, que sabe respeitar a vida e a natureza.

 

Remédio santo para TUDO

Depois de 5 minutos a percorrer o Facebook já encontrei curas milagrosas para: dores de costas, depressão, ansiedade, dores de pescoço, nalgas moles, nalgas largas e sem nalgas ( também há). Mas isto tudo em curas individuais. Eu tenho a solução para tudo de uma só vez. Dá pelo nome de FÉRIAS. Uma pessoa ao 2º dia já não tem nada. Não fica com as nalgas boas mas já tem tempo para trabalhar nisso, podendo assim usar de forma verdadeira o #noexcuses

O problema está no único mal desta cura, é que as putas das férias têm fim. No dia de regresso é como se uma pessoa levasse com um supositório de maleitas...fica logo cheio de pontadas e até as nalgas descaem. Aí meu Deus que não nasci para pobre e muito menos para vida de trabalho...

 

Cá MAIS coisas minhas...

Faz-me uma confusão dos diabos os camones que largam os miúdos na piscina. Especialmente quando os miudos em causa são pequenos hooligans que têm a mania que fazem mal aos mais pequenos. Os camones pais espraiadoa na toalha. Eu cá não me acanho a um "NO" de olhos bem abertos. Mote do momento: If you fuck with my kid, you fuck with me. And if you fuck with me everything is fucked.

Cá coisas minhas...

Por mais que me esforce não consigo entender esta coisa dos camones andarem com piugas brancas por baixo das sandálias, e arriscaria dizer que o BBC Vida Selvagem já devia fazer todo um programa em torno deste comportamento animal. Até porque é deveras selvagem para os olhos de quem é atingido pela imagem.

Saí um Iogurte verde para a mesa do canto

Sem lacticínios, sem glúten nem açúcar e cheio de coisas boas.

Querem saber como se faz?

Ora cá vai disto.

 

IMG_3324.JPG

(quantidades para 2 pessoas)

 

  1. Colocar num liquidificador (ou em recipiente onde possam usar a varinha mágica): 1 iogurte vegetal (coco, soja ou amêndoa – sem açúcar) + 1 banana (de preferência madura) + 2 colheres de café de spirulina + 1 colher de café de lucuma + 2 colheres de café de maca + 2 colheres de sobremesa de mel*.
  2. Bater tudo.
  3. Dividir em duas taças e adicionar a gosto: morangos + amoras + mirtilos + kiwi + framboesas + bajas de goji + pevides.
  4. Terminar tudo com um pouco de canela.

 

Depois é tirar a foto para escarrapachar nas redes sociais (enquanto o prato ainda está arranjadinho) e depois envolver tudo e papar o iogurte que fica bem bom.

Quem vos ensina coisas boas, quem é?

Pois é!!!!

 

 

*Não comprem mel de supermercado, a maior parte dele é só açúcar. Se puderem vão aos mercados, às feiras das localidades. Compram bom mel, feito pelos apicultores locais. É biológico e não pagam o rótulo como tal. Sim porque nos supermercados bio limpam-nos a carteira com o preço do mel biológico (mas já foi pior).

 

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