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Em busca da felicidade

A gerência informa

Na passada sexta-feira a semana terminou numa nota um pouco pesada aqui na taberna (ando a pensar em alterar tasco para taberna; afinal de contas taberna é mais chiq, até o Avillez tem uma). Isso não é, de todo, o pretendido. Para triste já chega o saldo da minha conta. E acreditem que é mesmo triste.

De maneira que nós, na pessoa de eu, somos a informar que segunda-feira voltaremos ao registo habitual. Temas profundos e fraturantes; áreas de interessem que revolvem entranhas e movem milhões.

Tópicos como: o primeiro hit da Celine Dion e uma ida ao Toys ur us com sôtor.

Até segunda, descansem essas cabeças e não se desgastem demasiado...a vida trata disso.

 

p.s.: podia eu estar numa danceteria e ando por casa a dar banho ao miudo e a postar coisas (sem ser as duas coisas em simultaneo...só assim para avisar)

Assumo: fiz um juízo de valor precipitado

Há vários anos atrás a minha prima trabalhava num Hospital veterinário; trabalhavam por turnos e ela estava a fazer o horário da noite. Já tinham visto o mesmo carro a rondar, mas não passaram grande atenção, até porque às vezes as pessoas passam só mesmo para perceber se é ali o Hospital ou se está mesmo a funcionar.

Ao fim de alguns minutos a minha prima vê dois encapuçados a vir direitos ao Hospital, já estavam no jardim de entrada; gritou para a colega: «fecha a porta!», a rapariga, atarantada com os nervos fechou a porta de vidro em vez de fechar a porta de segurança, e ficou ali, parada, a vê-los chegar e apontar-lhe uma arma.

 

Tudo isto para dizer que, em situações limite nenhum de nós sabe o que faria. Sabemos sempre tudo e achamos sempre o mundo, porque à distância, é como se brincássemos com um jogo de computador. Há sempre mais vidas.

 

Ontem escrevi este texto. Tem juízos de valor? Tem. Tem achamentos fáceis de quem está no seu sofá a saber o que fazer, porque da televisão é sempre mais fácil? Tem.

A verdade é que me senti afetada pela situação. Emocionei-me. Fiquei com ainda mais medos. Vi o meu filho a brincar à beira mar como faz todos os fins de semana.

Vi o meu menino de dois anos e meio no areal da Costa e desejei que tivessem atirado o avião ao mar. Desejei que tivessem pensado melhor. Desejei que tivessem sido perfeitos e racionais. Desejei que estivessem isentos de erros. Desejei que preferissem morrer a acertar em alguém. Roguei pragas aos aviões que passam nas praias. Quis que se acabassem com os aviões num todo. Que o ser humano anda por terra ou por mar, o ar é para os pássaros. Quis que a vida não tivesses estas coisas.

Só consegui ver o meu filho a brincar à beira mar. Não tentei, porque se o fizesse desmaiava, mas pensei muito em como seria sentir a dor daquele pai.

 

É-me difícil aceitar que a vida é a vida. Que as coisas às vezes acontecem sem que lhes encontremos uma explicação. Que o azar existe e que por vezes se está no sitio errado a uma hora que não é, de todo, a melhor. E adivinha-la? Gostava de saber adivinhar essa hora.

 

Depois de ter publicado o meu texto, fui dar uma volta pelos blogs do costume. Dei com este texto da Cocó na Fralda e com este da Pipoca mais doce. Não fossem estes suficientes o João apareceu para me dizer qualquer coisa como «olha lá, que isto não é assim tão linear….ninguém sabe o que foi estar naquele avião!»

 

E eu dei comigo a pensar: «O que farias tu Cátia? De repente, aqui da cadeira do trabalho, aterravas no mar. Aterravas porque nas várias vidas que tens quando te colocas no lugar dos outros, voltas sempre para casa ao final do dia. Então e se estivesses mesmo dentro do avião? E quando aparecesse a frase: podes nunca mais ver o teu filho! Que fazias tu, mulher? Mandavas-te à água? Tentavas aterrar. Sabes lá!»

Daqui não foi difícil ver o meu filho a pilotar o avião: «então e se o miúdo um dia te diz que quer ser piloto? Vais matar-te a trabalhar para lhe pagar a formação. Vais desejar e rezar – mesmo sem ser crente – para que nunca aconteça nada ao avião. Mas e se fosse ele a pilotar aquele avião? E se fosse ele a aprender? Que querias tu, mulher? Querias que fizessem tudo para que ele estivesse em casa à hora de jantar. Tal como tinha saído nesse dia de manhã. Nem mais um arranhão!»

 

Por isso se calhar deixemos os juízos de valor para outra altura. Estes textos fizeram-me pensar, o que me disse o João fez-me refletir, e eu, apesar do sangue quente que grita desvairado por vezes, parei, pensei, refleti e percebi-me errada.

 

Os pilotos, com erros ou sem eles já têm, como muito bem disse a Pipoca, a maior condenação de sempre…viver com o que aconteceu. Se mais responsabilidades houver a apurar, que seja a justiça a encarregar-se disso.

Aos familiares do senhor que faleceu, lamento.

Aos pais da menina de 8 anos, lamento. E peço desculpa por não ter mais palavras para expressar de forma mais eloquente o quanto sinto a perda.

 

Agora vou ali aproveitar este ensinamento de vida para organizar ideias fim de semana afora e fazer de mim alguém, milímetro e meio melhor.

 

Uma aeronave, a minha Costa, a falta de bom senso e os juízes do sofrimento

Conheço a Costa da Caparica como a palma da minha mão.

Todos os fins de semana é para lá que vou para a praia.

 Fico ali, a um cantinho perto das rochas.

 Sou mãe.

 E levo o meu filho para a praia da Costa da Caparica todos os fins de semana.

 

Por todos estes motivos tem-me sido difícil aceitar o que aconteceu esta semana. Afetar-me-ia fosse a localidade que fosse, mas a realidade bate mais forte quando toca à porta de uma casa tão perto da nossa.

A caída de uma aeronave que, pelo que pude ler, teve uma avaria nos motores. Uma aeronave que estava a dar instrução a um potencial piloto. Uma aeronave que estava, em treino, a sobrevoar por cima de milhares de pessoas.

Nunca achei graça nenhuma aos aviõezinhos que passam na praia. Quando era miúda parávamos para ver o que estava escrito naquelas bandas que arrastam, não havia telemóveis, e-mails nem redes sociais. Ficávamos a saber das promoções ali na praia.

Nunca percebi bem para quê, não íamos sair a correr para ir à promoção. Estávamos sentados a comer uma sandes de fiambre e manteiga. Daquelas que têm sempre um sabor diferente quando as comemos depois de sair do mar.

Hoje não há cão nem gato que não tenha telemóvel. Raros são os casos a quem falta o acesso à internet para atualizar o estado do fecebook, ou para pôr mais um coraçãozinho no Intagram.

Com acesso a mensagens e redes sociais, quando a avioneta passa a dizer que há 80 % de desconto não-sei-onde, já toda a gente sabe do desconto.

Mas este estava em treino. E ao que parece amarar é uma coisa que requer técnica. Técnica essa que a pessoa em treino não tinha. Então e o tipo que o estava a formar? Também não tinha técnica?

É preciso técnica para saber que se mandamos um avião contra pessoas alguma coisa vai correr mal?

Não. Mas é preciso bom senso.

Quer dizer que para se salvar a vida de quem, por opção, escolheu estar a pilotar uma avioneta, põe-se em causa a vida de quem está descansado à beira mar. Ah, e já agora mata-se uma criança e um adulto. Só assim. Sem mais.

Ou será que se queria apenas salvar o avião? É a ideia com que fico.

Afinal de contas não estamos a falar de um boing a cair a pique de 10 000 pés. Estamos a falar de um passarote que paira perto do chão. Seria o embate assim tão forte que causaria a morte imediata de quem o pilotava?

São questões com que fico.

Mas adiante.

 

Conheço a Costa da Caparica como a palma da minha mão. Por isso mesmo sei que o que não falta são espaços próximos onde podem treinar. Onde podem andar avionetas e drones. Se se estatelarem no chão não põem fim à vida de nenhum inocente.

 

Volto à frase: «Amarar é uma técnica difícil», explicaram. Então, se calhar, mas mesmo só se calhar, não faz sentido que uma aeronave ande a ser pilotada por alguém inexperiente e que, ao desejar voar perto do mar, em caso de problema com o aparelho, ponha em causa a vida de pessoas inocentes. Pior. De crianças.

E quando falamos de crianças cresce-me uma amargura no interior. Uma azia que ferve.

Uma criança que se perdeu por razões idiotas e incompetentes.

 

Será para mim difícil continuar a ir à praia sem tirar os olhos do céu.

Espero que ponham as mãos neste tema. Que seja devidamente legislado. Que se compreenda o perigo que pode ser.

É pena que não haja multa para a falta de bom senso.

 

Como se não bastasse, depois do desastre, e perante a morte de uma criança (não desconsiderando, de todo, a outra vida perdida), chegam os moralistas de serviço, as carpideitas profissionais, os juízes do sofrimento; a sua avaliação final é determinante: o pai não estava a sofrer quanto baste.

Ao que parece o sofrimento é hoje medido como o sal nas receitas de culinária. Tem de haver um q.b. para que o publico se compadeça com um pai que não só perdeu uma filha, como a viu ser atropelada por uma avioneta, no meio da praia, enquanto brincava, feliz na sua vida.

Pelos vistos o senhor, a quem não tenho palavras para me dirigir; a dor que sente será tão forte que para mim - sortuda eu - não é tangível. Pelos vistos este homem não tem direito ao choque, a ficar fora de si, a perder o controlo, a deixar-se levar pela falta de aceitação da realidade.

Não!

Este pai tinha de chorar quanto baste para que lhe sentíssemos a dor através do ecrã.

Mas que mundo este em que vivemos em que nem a dor alheia somos capazes de respeitar.

Há sempre um moralista ao canto, uma velha de janela que se debruça sobre o parapeito da varanda e julga sobre a vida do vizinho da frente, mesmo que não faça ideia dos contornos tortuosos de que a vida tantas vezes se reveste - sortuda ela.

 

Há gente boa na blogosfera

Há blogs, há outros blogs e depois há a Joana.

Devia ter esta chafarica há dois ou três meses quando decidi «navegar» no mundo dos blogs da Sapo. Rapidamente percebi que existe uma verdadeira comunidade, e com ela tudo o que há de bom e de menos bom em conviver com pessoas com formas de estar e opiniões diferentes das nossas.

Num dos meus passeios de barco pelos riachos da Sapo Blogs afora, dei com o blog Quiosque da Joana; a verdade é que não foi preciso ler muita coisa para me sentir cativada pela forma despretensiosa e cativante com que esta mulher relata a sua visão sobre diferentes momentos da própria vida.

Numa voz muito própria e única e Joana deixa-nos entrar no seu pequeno mundo que, de pequeno, pouco tem.

É verdade que há ali um momento em que desejamos secretamente que lhe nasça uma verruga cheia de pelos e mal cheirosa mesmo no meio do nariz. Mas passado essa fase, entregamo-nos completamente ao encanto desta mulher faz-tudo: ela cozinha, ela costura, ela corre, ela faz Yoga pendurada num pedaço de tecido, ela viaja, ela tricota, ela toma conta de animais, ela faz voluntariado, ela é amiga do seu amigo, e tudo isto sendo uma tipa gira para caraças.

Sendo mulher confesso que, quando conheço uma mulher muito bonita secretamente desejo que seja uma cabra! É isto! Tá dito! Numa espécie de compensação: «já que é tão boa por fora ao menos que seja um desastre por dentro.»

Ora pois que esta Joana para além de gira que doí ainda tem o desplante de ser uma pessoa maravilhosa e inteligente. Porque quando elas são giras e boas pessoas, uma alma deseja que sejam burras que nem portas. Mas como a Joana é mulher de muitos projetos: é gira que doí, é uma pessoa maravilhosa, é inteligente e ainda é boa profissional e bem sucedida. Compreendem agora o desejo da verruga?

Já começa a fazer sentido, não é?

 

A Joana é uma mulher de mil ofícios, desterrada do país que tanto ama por um projeto profissional. Ainda assim Joana, entre tarefas e tarefas, ainda encontra forma de ajudar uma trapalhona da blogosfera a saber como põe um pop-up no blog.

 

Eu quero acreditar que o mundo inteiro já conhece o blog da Joana, mas se ainda há uma alma que não se esbarrou com ele, que se esbarre agora ou se cale para sempre. Amén!

 

p.s.: Joana, tenho a ideia que já te disse, mas volto a dizer: «és a maior!»

 

Pessoas, preciso da vossa ajuda!

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Estou a tentar colocar aquela caixinha de pop-up do facebook aqui no tasco e não sei como se faz.

Estou a falar daquela janelinha que aparece assim à socapa do lado direito a convidar para gostar da página.

Conseguem ajudar-me?

Desde já grata aos meus mais lindos e informados leitores!

 

Uma dor pior que a do parto

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«Há quem diga que é uma dor mais forte que a do parto.»

Disse a enfermeira simpática quando ligava ao cateter o segundo saquinho de medicação. Disse-o enquanto olhava para mim, porventura na esperança de que eu validasse que a dor de parto é das mais difíceis de suportar. Pouco mais pude fazer do que acenar que sim, afinal de contas fiz uma cesariana marcada, não faço a menor ideia de como são as dores do parto.

 

Fomos almoçar à mesma hora de sempre, achei-lhe a cara estranha mas sendo segunda-feira é preciso dar um desconto. Quando nos sentamos para comer percebo que alguma coisa não está bem: «Que se passa contigo?» Pergunto. Que estava tudo mais ou menos, que tinha alguma dor nas costas, que tinha estado numa reunião, que devia ser do ar condicionado, que podia ter sido do excesso de pão no fim de semana; ir ao médico estava fora de questão.

Eram três da tarde quando recebo um sms: «podes trazer-me alguma água ao carro?»

Estava com um feeling que alguma coisa não estava bem, já tinha avisado os colegas que era possível que me tivesse de ausentar – o Nuno não estava bem. Peguei no telemóvel e disse para o colega francês, que está em Portugal para conhecer o nosso trabalho: «sorry, but my husband is not feeling well, I need to take him to the hospital.»

Lá fui eu a correr. Estive quase meia hora para convencer o meu querido marido que tinha de ser assistido pelo médico. Pelos vistos nem mesmo com dores como as do parto é capaz de admitir que tem de ser tratado.

«NÃO ME DEIXES FICAR INTERNADO!» Disse-me em desespero quando estávamos a caminho.

«Fica descansado homem, mesmo que estejas a cuspir um rim, ninguém te prende ao hospital que eu não deixo.»

Fomos.

 

É estranho ver quem amamos em dor. É uma mistura entre a vontade de absorver algum desse mal, dividir, no bem e no mal, na saúde e na doença. Equilibrar as coisas, como se o fardo se tornasse mais leve se cada um pegar nele de um lado; e a necessidade de ser mais forte, de estar tranquila, de dar a mão e dizer «não te preocupes que eu tomo conta de ti, tudo se vai resolver.»

Nunca tinha visto o Nuno em tanta dor. Estou habituada a ser eu a queixar-me, sou uma caguinchas, isso toda a gente sabe.

 

Exames e medicamentos feitos: «não há nada de grave.» Disse o médico, ainda assim: «toda esta dor terá sido uma pedra num rim, com a medicação desfez-se e saiu. Mas vai estar medicado nos próximos dias, podem haver ainda algumas “areias” e é importante que saiam. Nestes casos não se pode beber muita água. Tá bem?» Claro que está, beber pouca água é o lema de senhor meu esposo, pelo que ninguém cumprirá esta regra melhor que ele.

 

«Se calhar amanhã é melhor ficar em casa a descansar?» Questionou o médico.

«Se não tinha nenhuma pedra da calçada, não vejo motivo para ficar em casa.» Responde meu excelentíssimo marido.

«Levas o papel e depois logo se vê como estás!» Resolvo eu precavida.

 

Aviámos os medicamentos e hoje achou que era melhor não tomar: «não me sinto em dor!», esclareceu.

Eu esclareci-lhe que lhe arreava com uma cadeira no lombo se ele não tomasse os medicamentos, afinal de contas são anti-inflamatórios por causa de ele ter, lá está, uma inflamação nos rins.

Em resultado do meu trato meigo tomou o comprimido.

 

Portanto, foi um maravilhoso fim de Julho.

 

De bom tenho a salientar o excelente atendimento no Hospital da Luz: a rececionista super simpática e atenciosa; a enfermeira que fez a triagem e que compreendeu que a situação era urgente e não apenas mariquice de homem que mal fica constipado; os dois médicos que o atenderam (até a doutora que lhe deu uma porradora no rim); a maravilhosa e atenciosa enfermeira que o medicou (tenho muita pena de não ter ficado com o nome desta enfermeira, podemos ver ao longe que se trata de alguém que gosta e respeita o seu trabalho); a médica que lhe fez a ecografia; a assistente da ecografista; enfim, todos com os quais nos cruzámos.

 

Mais uma sessão de clube de leitura e os meus livros de Julho

Este mês consegui acabar dois livros (yuppiiiii), o que, para uma mãe com um filho de 2 anos e um emprego a tempo inteiro não é nada mau.

Na 6ª feira passada fui mais uma vez ao Clube de Leitura da Cocó, organizado pela Sónia Morais Santos, autora do blog Cocó na Fralda, e posso adiantar que foi muito divertido.

Mas começando pelos livros. Digo desde já que amei ler os dois e que me ri muito com ambos, mas....o "E a louca sou eu" vai guardar um lugar especial no meu coração. "Tati Bernardi, bates forte cá entro!"

 

O Centenário que fugiu pela janela e desapareceu

Este livro podia ter tudo para ser um livro tolo, mas a verdade é que engloba todos os ingredientes para ser um excelente livro. Descreve-lo-ia como: inesperado, hilariante e criativo. 

Allan é um senhor com cem anos que, no dia em que celebra essa maravilhosa idade de 3 dígitos, decide fugir do lar e desaparecer. Não tem propriamente um destino, sabe apenas que está na altura de mudar de ares. No curso na sua fuga - e enquanto a policia faz tudo para o encontrar - há um gang que se desintegra após a morte de dois dos seus elementos, há um homem com mais de 20 cursos superiores que vende cachorros quentes, há uma mulher que tem uma elefanta como animal doméstico e há um velho trapaceiro que rouba eletricidade aos vizinhos. A fuga de Allan é hilariante e não nos permite prever nenhum passo.

A par com a trama desta fuga é contada a história de vida de Allan desde o dia em que nasceu. Um pouco à semelhança do que aconteceu com Forrest Gump, também este personagem marcou a história mundial e até participou na criação da bomba atómica.

Do livro ficou a história divertida e a frase "as coisas são o que são, e serão o que forem". Esta frase marcou a vida de Allan, não valia a pena perder muito tempo a pensar na vida, afinal de contas o que tiver de ser, será.

Aconselho vivamente.

 

Nota: o pé que aparece na foto não faz parte da capa...é meu!

 

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E a louca sou eu

Não fosse a vasta experiência que a autora tem com medicação pesada, e este livro podia ter sido escrito por mim.

Um livro tremendamente divertido, escrito por uma roteirista e cronista brasileira que, ao longo de toda a sua vida se debate com problemas de ansiedade extrema, medos e ataques de pânico. Mas a autora decidiu "fazer pouco" desta condição. Afinal de contas pouco mais há do que rir daquilo a que a nossa própria cabeça nos sujeita.

Muitíssimo bem escrito, fez-me dar imensas gargalhadas, daquelas que até fazem os olhos lacrimejar. Isso e uma inveja tremenda por não ter sido eu a escrever. 

Está fantástico.

Há presente data apenas há este livro da Tati Bernardi em Portugal e está editado pela Tinta da China. Tenho todo o interesse em comprar os restantes...mas esses vou ter mesmo de mandar vir.

Aviso já que o livro está escrito em português do Brasil, até porque, de outra forma, perderia toda a graça.

 

Nota: Também aqui o pé não faz parte da capa do livro

  

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O Clube de leitura

Este mês éramos - se não estou em erro - 14 pessoas; parece que o resto da malta foi de boa-vai-ela de férias, e fazem muito bem, sim senhores. Desta vez eu e o Nuno não fomos os primeiros, não: fomos os últimos! Toma lá que é para aprenderes! Em Junho com a conversa que te punhas lá mais depressa que os outros porque moras perto e desta vez está-se a ver como é!

Pois que não foi desleixo, não-não! Foi uma colega que apareceu com uma questão urgente 5 minutos antes de a pessoa mai linda que escreve sair. Foi o assunto ter demorado 25 minutos e foi a pessoa ainda ter ido bater com os costados a Alfragide para ir buscar o carro à oficina.

Quando chegámos ao Clube de Leitura eu já deitava os bofes pela boca.

Como estava assim meio acelerada, vai de me oferecer para começar a falar, o que é bom, porque é mesmo nesses momentos que pouca coisa de jeito me sai boca fora (só os bofes).

Descrevi o primeiro livro em qualquer coisa como duas frases, creio que a maior parte das pessoas ficou a pensar que eu só li a capa. Do segundo livro, falei que eu, tal como a escritora, sofro de medos e fobias e ansiedades e ataques de pânico, o que, a uma distância segura, me faz ter algum nível de certeza que as pessoas começaram a questionar a minha sanidade mental (existe um máximo para a chalupice que uma pessoa aguenta). De todas as partes do livro que podiam justificar o quanto gostei dele, optei pela que fala de casamentos (e de como são uma chatice) o que é sempre bom numa roda de mulheres que (muito provavelmente): a) fizeram casamentos lindos com os homens que amam; ou b) planeiam fazer casamentos lindos com os homens que amam.

Enfim, não há nada como ser "eu própria, eu mesma."

Colocando de parte este momento brilhante celebrado por esta que vos escreve, bem como outros em que, não conseguindo controlar o meu impulso de matraca, acabei por opinar sobre as escolhas dos outros ("Graças a Deus sempre para bem!), arriscaria dizer que gostei mais deste do que do mês passado.

Muitas das caras presentes já se conheciam da sessão passada, pareceu-me que estava toda a gente mais descontraída, e as coisas fluíram com naturalidade.

Dos livros apresentados fiquei de olho em 4, eles são:

1. Os interessantes;

2. 1984 (este até tenho em casa);

3. Nada a temer

4. Pai Nosso

 

Para quem ainda não participou e que tenha possibilidade de participar, aconselho vivamente a faze-lo. Se não neste, noutro clube de leitura: é muito divertido ter com quem falar sobre livros, gostemos ou não deles.

 

“Vá para fora cá dentro”

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Há uns valentes anos, a propósito de convidar os próprios portugueses a visitar e conhecer o seu maravilhoso país foi criada a publicidade do: “Vá para fora cá dentro!” A campanha pegou de tal forma que, ainda hoje, se usa esta frase mesmo que estejamos a pensar em ir jantar à varanda lá de casa.

O que mais me agradou nesta campanha foi a sua simplicidade e a forma direta como nos relembrava que temos tanta coisa boa para conhecer reste pedaço de terra à beira mar plantado, que é quase um pecado ir para fora com tanta riqueza cá dentro. Adoro Portugal; poucos países conseguem ter tanta variedade em tão curto espaço. Temos serras, temos campo, temos planície, temos praias maravilhosas, temos a melhor gastronomia do mundo, temos tudo caramba! E é tão bom conhecer cada recanto, falar com as gentes de cada terra, compreender os seus costumes. Há meu lindo Portugal!

Podia fazer um texto triste e com mil pedidos de apoio, mas não o vou fazer. Não porque acho que devemos querer conhecer o que é nosso tanto quanto os estrangeiros que por cá passam.

O norte do nosso país tem sido sujeito a muitas provações este ano. A bem da verdade, como é quase todos os anos. Foi maravilhoso ver como todos os portugueses se juntaram para apoiar, para dar uma mão, para dar uma mensagem amiga. Agora chegou a hora e dar vida às localidades afetadas. Mostrar que tudo se pode recompor.

 

Não conheço todo o norte do país, aliás, infelizmente não conheço todo o meu país. Mas tenho um sonho, o sonho de um dia percorrer Portugal de uma ponta à outra a pé, com tempo, ver tudo o que há para ver.

 

E toda esta conversa vem então a propósito do quê?

 

Vem a propósito de uma campanha levada a cabo pela empresa TRANSDEV; uma empresa de transportes. A TRANSDEV vai disponibilizar em 100 dos seus autocarros, através dos óculos traseiros, publicidade às áreas afetadas pelos fogos. O objetivo é mostrar que há ainda muito para ver e viver nestas terras. Lembrando que é ao continuar a dar vida que a vida destas localidades se perpetuará.

Os autocarros visados circulam, entre outros locais, em: Barcelos, Braga, Guimarães, Porto, Aveiro, Viseu, Lamego, Coimbra, Guarda, Castelo Branco e Lisboa.

 

Abaixo podem ver a publicidade de que vos falo. Uma excelente iniciativa. Outra melhor será a de, cada um de nós, pôr mochila às costas e meter-se a caminho da cultura e natureza nacional.

 

Posso adiantar que Figueiró dos Vinhos é um espaço maravilhoso, que tenho o prazer de conhecer e que merece, sem dúvida, uma boa enchente de turistas.

 

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Ser uma gaja boa tem as suas vantagens

Ontem caminhava pelo shopping durante a hora de almoço e dou com um moço que trazia um saquinho de papel do Celeiro cheio de mercadorias. A determinada altura o saco rompe e lá andava o rapaz a catar tudo: o lanche, a água, as proteínas. Eu ajudei com a garrafa de água que rolou para perto de mim.

O rapaz, sem jeito diz-me: "estes sacos são uma porcaria."

Sorri, porque sei que são.

Hoje fui ao Celeiro comprar lanche. À minha frente uma moça vê todas as suas compras enfiadas num saco de papel mais fino que uma folha de impressora. Ao lado o moço das barbas coloca um saco dentro de outro - por forma a dar-lhe mais consistência - para que a moça gostosa transporte um pacote de mirtilos. Logo mirtilos, que são mais pesados que os cocos!

Depois não me digam que ser boa não tem vantagens! Pois não, não tem!

 

O meu marido é um homen sabio

Eu

Olha diz aqui que ser vegetariano pode fazer mal à saúde.

 

 

Marido

Isso já se sabe há anos. Ser omnívoro também faz mal. Estar vivo faz mal à saúde.

 

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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