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Em busca da felicidade

Coisas de mãe

Há poucas coisas nesta vida que me deem mais gozo do que ouvir o meu filho aprender a falar.

Todas as noites me pede para ler "torias", umas atrás das outras. Prometo duas, pede sempre mais uma: "gepeto", "shete anões" ou a minha preferida a "chidelela e o coche". Queixo-me feita parva, mas fica-me um sabor a pouco na boca quando não o ouço insistir por mais uma.

 

Poucas coisas nesta vida me alegram mais as manhãs do que ver o meu filho acordar com um sorriso. Poucas me apertam mais o coração do que ver esse sorriso dar lugar a um semblante de tristeza quando me pede "mãe, quato" para irmos brincar e eu tenho de lhe dizer "a mãe tem de ir ganhar tostões".

 

No sábado passado compramos-lhe uma caixa de lápis de cena na loja dos chineses. Todos os dias me pede "folas", pinta os seus rabiscos e corre atrás de mim pela casa, quer que lhe elogie os desenhos.

Ontem sentei-me ao lado dele enquanto rabiscava, contente e confiante com a sua obra, decidiu experimentar as cores todas. Os lápis, fininhos, partiam-se com a força que fazia a pintar. Olhava para mim, uma metade de lápis em cada mão e dizia preocupado "oh, pitiu!". "Não faz mal, filho, pinta na mesma", disse-lhe de todas as vezes. E ele pintava. Eu olhava para ele e pensava nas saudades que vou ter deste tempo. Pedi aos anjos, se é que eles existem, que me permitam guardar na memoria estes momentos. São os únicos que valem o arquivo.

 

Sôtor meu filho é um tinhoso marreta!

terrible two.jpg

 

 

- A mãe precisa que te deites na cama para pôr a fralda.

- Nhão!

- Então como fazemos?

- Colo.

- Ao colo a mãe não consegue pôr a fralda!

- Colo!

O pai passa e diz qualquer coisa.

- Pai, nhão!

- Pai não, o quê?

- Pái, nhão!

- Sabes que o pai é muito teu amigo?!

- Nhão!

- É o melhor amigo que tu tens e gosta muito de ti!

- Nhão!

- Não gostas do pai?

- Nhão!

- E do avô? Que é tão teu amigo?

- Nhão!

- E da avó? Que toma tão bem conta de ti.

- Nhão!

- E do Boris?

(no desespero comecei a pensar que podia ser boa ideia perguntar pelo cão. Estava receosa de perguntar se gostava da mãe…avizinhava-se um “nhão” redondo)

- Nhão!

(páro para pensar. Pergunto ou não se gosta da mãe?)

- Então de quem é que tu gostas?

- Da mée (a sua forma de dizer mãe).

(lisonjeada)

- E do pai, certo?

- Nhão!

 

E voltamos a repetir toda a conversa.

Sôtor meu filho agora só gosta de sua mãe. Só quer estar ao meu colo. Só quer que eu lhe leia histórias. Só quer que eu o vista. Só quer que eu mude as fraldas. Quando acorda à noite para pedir leite tenho de ser eu a dar o biberão, manda o coitado do pai bugiar.

 

Ontem quando o fomos deixar de manhã não me queria deixar ir trabalhar. Lá o conseguimos distrair com qualquer coisa que gosta e fomos para o trabalho. Demorámos mais de 20 minutos para o deixar. E não, não saímos à socapa, dissemos adeus e tudo para que ele depois não fizesse birra quando percebesse que não estávamos.

Ao final do dia quando o pai o foi buscar não quis grandes conversas. Chegou a casa e mal me falou. Não quis ir brincar comigo e não queria ir tomar banho. Estava ofendido porque não tinha passado o dia inteiro com ele.

Com conversas mansas e muitas cocegas lá o convenci a ir fazer plasticinas. Mas foi sol de pouca dura.

“Temos de ir tomar banho!”

Que não, que não ia.

Mas foi. Tinha de ser. Fez birra e recusou pousar os dois pés na banheira.

“A mãe ainda se vai zangar contigo. Põe os dois pés para baixo!”

“Nhão!”

“Como queiras!”

O desgraçado punha o pé para cima quando eu estava a olhar e descansava o pé quando eu estava de costas. (Eu estava a vê-lo pelo espelho).

É um tinhoso marreta!

Eu sei porque sou igual. É como se me estivesse a ver ao espelho!

 

O banho foi rápido e ao sair pediu “colinho”. Foi aqui que se deu a conversa relatada.

 

Depois disso ainda tive de lhe dar uma caixa cheia de bugigangas para que me deixasse pôr a fralda, li 2 histórias com ele sentado ao colo e tive de o adormecer ao colo porque recusava com todas as forças ser pousado na cama…mesmo depois de já ter adormecido.

 

Acabou aí?!

Não.

 

Hoje às 5:30 estava na nossa cama a dar sarrafadas a mim e ao pai!

 

(nestes dias tenho vontade de ter pelo menos mais 4 filhos!)

 

p.s.: peço desculpa se existe alguma incoerência no texto escrito....a minha vida não tem lá muita coerência nos dias que correm.

 

Sôtor é que sabe #4

Sôtor é que sabe...e sabe mesmo. Com os seus já avantajados 2 anos e quase meio, já sabe que sua mãe é uma nódoa no IT.

Chama sua mãe para tudo. TUDO! Ninguém troca fraldas melhor. Ninguém escolhe melhor gomas. Ninguém dá melhor a sopa. Ninguém escolhe o melhor episódio da "Macha e o Urso". Ninguém brinca melhor aos popós. Ninguém desenha melhor. Enfim, a mãe é a melhor em tudo...menos nas tecnologias.

Ontem estava a ver vídeos no meu telemóvel e não estava a apanhar rede. Então chama o pai. Eu - que estava ao lado dele - ofereci-lhe ajuda. Ao que me responde:

- NÃO! PAI!

E tudo isto com um ar indignado. Como quem diz "que percebes tu disto para pores aqui as unhas!? Chama mas é o meu pai!"

 

#olha-meesteheim

Sôtor é que sabe #3

Ao final do dia decidi ir fazer panquecas para o pequeno almoço de hoje. É um habito, fazer uma "fornada" de panquecas, guardar no frigorífico, e ter sempre pequeno-almoço feito para a semana.

Dizia eu que me fui pôr a fazer panquecas, eram quase dez da noite. Assim que sôtor percebeu o que eu ia fazer começou a cirandar.

A determinada altura lá estica a mãozinha para "desviar" uma panqueca, enquanto diz para o pai "queca". Como quem diz, chega aí uma. Lá o pai arranjou uma desculpa porque estavam quentes que iam brincar e que daí a minutos já podia comer porque já estavam boas.

Não se passaram sequer 10 minutos e ouço-o a correr de uma ponta da casa para outra a dizer:

"QUECA, QUECA, QUECA!"

A vizinhança a passar e a ouvir aquele belo serviço.

Parto-me a rir e dou-lhe metade de uma.

As crianças, os brinquedos, o emprestar e o já chega

Mal acabei de pousar os sacos na areia da praia aparece uma miúda, com os seus 7 ou 8 anos, e pergunta se pode levar emprestado o balde de brincar de sôtor.

“Se for por um bocadinho…pode ser!” disse-lhe.

Gosto de o ensinar a emprestar e não há razão nenhuma para que não possa disponibilizar um brinquedo ou outro a outra criança. Esperando-se, claro, que a atitude seja reciproca. Afinal de contas são crianças e o melhor brinquedo é sempre aquele que ainda não têm. Chama-se curiosidade e, quando é saudável, só faz bem.

Lá levaram o balde. (Havia outra que estava à espera ao pé de uma piscina que construíam com a ajuda de um adulto) Estavam a fazer uma piscina na areia e precisavam de carregar água do mar até lá.

Retirámos o resto dos brinquedos da sacola, estendemos as toalhas e sôtor começou a brincar. Só tem um balde, o que leva sempre com ele, o que uso para lhe ir buscar água ao mar.

Ao fim de pouco tempo começou a pedir para ir buscar água. Tinha visto as miúdas a levar o balde mas não disse nada, está habituado a que as coisas possam ser para emprestar…desde que, como é obvio, ele fique com brinquedos para ele. Não há cá Madres Teresas lá em casa. Nem quero!

As miúdas voltam para devolver o balde. Não agradecem, mas tinham sido educadas a pedir, pelo que dei o desconto.

Não passaram 5 minutos e estava de volta. E eu que sim, que podia ser mais um bocadinho porque o pequeno não estava agora a brincar com o balde.

O tempo passou, passou e quando olho estavam todos no mar a brincar com o balde e o meu filho a pedir pela terceira vez para eu lhe ir buscar água ao mar. Duas dessas pedi que aguardasse, a terceira levantei-me e fui buscar de volta o que é dele.

Estavam acompanhadas por adultos, sendo que um destes brincava com elas. E não, não estamos a falar de crianças com dificuldades, de uma pobreza tal que nem uma pazinha tinham para se entreter. Falamos de duas crianças com 7 ou 8 anos que traziam cada uma um biquíni vestido de valor superior aos meus 3 fatos de banho.

 

Quando estivemos de férias no Algarve insistia sempre que sôtor partilhasse os seus brinquedos com as outras crianças, apenas duas condicionantes, que não lhe tirassem das mãos aquilo com que brincava (quero que seja altruísta, não xoninhas) e que a atitude fosse reciproca. Como é obvio isto não é “cobrado” a crianças com 2 e 3 anos. Mas espera-se que os pais, que estão a tomar conta dos filhos sejam educados ao ponto de alertar os seus querubins que, se brincam com os brinquedos de outras crianças, devem ser uma atitude similar.

Posso dizer que nem sempre acontece. Nesses casos, temos pena, e por mais besta que me possam achar, se sôtor não se importar, deixo que empreste, se se queixar não deixo quem não partilha brincar com as coisas dele. Ponto.

 

Este tema é para mim um tema sensível porque, apesar de parecer conversa sobre nada é um tema fundamental na construção da pequena pessoa que ele é. Não quero que seja egoísta, mas também não quero que seja o totó de quem todos se aproveitam e que nada fazem por ele.

Não me importo nada de emprestar os brinquedos do meu filho, mas não gosto que as pessoas se esqueçam da pessoa a quem eles pertencem e que, como este fim de semana, mal deixaram uma criança de 2 anos brincar com o seu baldinho, porque estavam a divertir-se à beira mar.

É uma linha ténue, entre o à vontade de pedir alguma coisa emprestado e o à vontadinha de achar que se não está a berrar é porque não lhe faz falta.

Lá está, são as crianças que devem ser educadas a pensar nos outros e não apenas nelas próprias e nos seus desejos, são os brinquedos que servem para o divertimento dos seus proprietários e não só, é o emprestar, o saber partilhar, um bom valor a passar na formação de pequenos seres, mas é também o saber dizer já chega para que lhes ensinemos a não deixar que abusem da sua boa vontade.

 

Sôtor é que sabe #2

- Mêe, tória!

- Tá bem filho, que história queres ler hoje?

- Pêdo...

- A do Pedro?

- ...e mau..

- E o lobo mau?

- Shimm.

- Mais alguma?

- Chideléla!

- A Cinderela?

- ...e o coche!

- Sim a Cinderela e o coche.

 

Para sôtor meu filho é mais importante a relação da Cinderela com o coche que a transporta do que com o principe. Tá visto que gosta de mulheres independentes.

 

 

Sôtor é que sabe

No domingo fomos à praia. Às 17:30 ainda estavam 35 graus e estava-se tão bem na Costa da Caparica.

Depois de muito insistir que não queria ir à “páia”, lá ficou motivado porque ia brincar na “aieia” com a sua pá e o camião.

Chegados, reparo que está maré baixa e parece-me ser a oportunidade perfeita para o convencer a ir molhar os pés à água. Está habituado à aguinha temperada da piscina interior na natação, e aquele gelo do mar causa-lhe algum incomodo.

Assim que percebeu que podia chapinhar e que aquilo era para lá de divertido já ninguém o tirou das poças. A vantagem de ir para a Costa é que o areal é enorme e quando a maré baixa ficam sempre aqueles “riachos” de mar para os mais pequenos.

Saltou, brincou, correu, ria perdido de contente. Confesso que tive um daqueles momentos que aparecem nos filmes, em que fiquei ali babada a olhar para ele a brincar. Numa espécie de absorção em câmara lenta.

A determinada altura (já mais de 1 hora depois de estar a brincar), começa a andar determinado na direção contrária. Percebemos que ia em direção à toalha e deixámo-nos estar sossegados a ver o que ele ia fazer. Pensámos que ia buscar uma pá ou outro brinquedo, quando de repente o vemos sentar-se no pedacinho de toalha que estava estendido.

Sentiu-se cansado e, como a amiga com que estava a brincar se tinha ido embora, foi para a toalha. Não era preciso que ninguém o acompanhasse, afinal de contas sabia bem o caminho.

Fomos ter com ele, perguntámos se queria ir para casa, que não, que estava ali a brincar na “aieia”. Passado uns 30 minutos, pousa as coisas e sem mais começa a subir o areal. Nós a ver no que aquilo ia dar. Percebendo que ele não parava o pai foi ter com ele. Ia para o carro, já estava na hora de ir para casa.

Independente o meu rapaz.

Chegamos a casa insiste que temos de estacionar do lado do nosso prédio. Moramos numa praceta fechada e nem sempre temos lugar à porta. “Ôto lado!”, dizia ele. Nós sem perceber. Até que o pai lhe perguntou “queres que estacione do outro lado? É isso?” ele confirmou que sim.

Como não havia lugar do lado da entrada do prédio, tirei-o do carro e, convencida que lhe ia explicar alguma coisa disse-lhe “filho, temos que deixar o carro aqui, porque do outro lado não há lugar, vês?”, ele estende o dedo para um espaço à nossa frente e diz “há lugar ali”. E havia, havia um lugar para estacionar à porta, só que a carrinha não cabia lá!

Meu rico filho que está a ficar grande e esperto.

A mim calhou-me passar os 15 minutos seguintes a explicar porque é que a carrinha não cabia ali.

 

Tão, mas tão bom! Rico filho de sua mãe, esperto que ele só e mais independente do que sua mãe está preparada para aceitar.

 

Vai passando os dias com dois alentejanos...

Sôtor passa os dias com os avós. Ambos alentejanos. Resultado, agora que começa a papaguear tudo, tem todo um vocabulário alentejano. A saber:

 

Leite é lête

Maçã é pêro

 

É isto!

Um fufá e 3 crianças felizes

chups.jpg

 

Sôtor desenvolveu um apreço imensurável por Chupa-chups. Todos os dias pede ao avô "Lidl, fufá!", ou seja, leva-me ao LIDL para me comprares um chupa.

O avô fica destroçado sempre que tem de lhe dizer que não. Mas não está autorizado a andar sempre a comer doces, nem todos os dias o avô pode comprar.

Ontem o Nuno foi busca-lo e diz o meu sogro:

- Hoje comprei-lhe um chupa outra vez.

- Então?!

- Ele dá 3 lambidelas e depois diz "mais, não" e dá-me o chupa. Depois a avó também fica feliz porque come o resto.

E pronto, ficam as 3 crianças felizes. O sôtor que dá umas lambidelas no chupa, o avô que faz a vontade ao neto e a avó que come o resto do chupa.

 

Nota: Para quem não reparou, sôtor meu rico filho constrói as frases como o Yoda.

Uns dias de férias

20170618_191216.jpg

 

Aproveitámos a passada semana, repleta de feriados que são mais ou menos a melhor coisa que pode existir à face da terra, logo a seguir aos filhos, à saúdinha e ao dinheiro, para ir passar um dias num sitio chato com piscina e praia mesmo ali à mão de semear, certos que pequeno sôtor amaria o espaço. Pois que sôtor meu filho passou os parcos dias de descanso a pedir para ir ao LIDL, que, ao que deu a entender, é a melhor coisinha a fazer depois de uma pessoa se levantar. Para meu rico filho é levantar, beber um copázio de leite morno, vestir qualquer coisa e ir comprar um chupa ao LIDL mais próximo.

Respondeu várias vezes à pergunta "queres ir à piscina?" com um "não! LIDL", sendo depois convencido (com o apoio de toda a sua parafernália) de que ir para a piscina até era uma coisa agradável.

Findos estes dias e dando-lhe o Domingo para ponderar e avaliar os dias passados decidi fazer uma espécie de uma entrevista a sôtor meu rico filho para saber o seu nível de satisfação e, digamos que, uma avaliação global dos dias que, infelizmente, já fazem parte do passado.

Passo assim a transcrever o momento.

 

Eu - Então meu rico filho, queira dizer a sua mãe como foram estes dias?

Filho - (silêncio, está a borrifar-se para a conversa).

Eu - Gostaste de ter ido passear?

Filho - Não!

Eu - Porquê?

Filho - Nãooooo! (com enfado porque uma pessoa não tem nada de justificar porque raio não gosta de uma coisa)

Eu - Então, mas diz à mãe, nestes dias foste à...

Filho - ...páia*.

Eu - Brincaste muito na...

Filho - ...aieia**.

Eu - Compraste todos os dias um...

Filho - ...fufá***.

Eu - E deste valentes mergulhos na...

Filho - ...picha****.

Eu -

 

Ah, senhor doutor meu rico filho, coisa mais linda de sua mãe.

E é isto. Dá para perceber que foram boas não dá?

 

*Praia. (ainda não consegue dizer bem a palavra, mas esforça-se)

**Areia. (a melhor coisa que a praia tem na sua opinião)

***Chupa-chupa. (o que pede todo o dia e a toda a hora)

****Piscina. (Juro que temos insistido com a palavra certa e tal profanação jamais lhe foi ensinada, contudo a lingua portuguesa é lixada e o miudo abreviou a coisa).

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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