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Em busca da felicidade

Um fufá e 3 crianças felizes

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Sôtor desenvolveu um apreço imensurável por Chupa-chups. Todos os dias pede ao avô "Lidl, fufá!", ou seja, leva-me ao LIDL para me comprares um chupa.

O avô fica destroçado sempre que tem de lhe dizer que não. Mas não está autorizado a andar sempre a comer doces, nem todos os dias o avô pode comprar.

Ontem o Nuno foi busca-lo e diz o meu sogro:

- Hoje comprei-lhe um chupa outra vez.

- Então?!

- Ele dá 3 lambidelas e depois diz "mais, não" e dá-me o chupa. Depois a avó também fica feliz porque come o resto.

E pronto, ficam as 3 crianças felizes. O sôtor que dá umas lambidelas no chupa, o avô que faz a vontade ao neto e a avó que come o resto do chupa.

 

Nota: Para quem não reparou, sôtor meu rico filho constrói as frases como o Yoda.

Acumuladora

Começo a achar que me posso tornar uma acumuladora como o Augustinho, senhor meu pai, quando percebo que arranjo todas as desculpas e mais algumas para guardar todos os pares de ténis de sôtor.

 

Nota: Augustinho senhor meu pai, tem guardados na despensa há mais de 30 anos, blusões de cabedal com pele de ovelha. "Não vá os netos quererem!" Diz ele .

 

4 Km

 

O final de dia de sexta feira acabou um pouco mais tarde do que esperávamos, comemos uma coisa qualquer (que normalmente significa alguma coisa com elevado nível calórico e reduzido nível nutricional) e fomos a correr buscar o pequeno. Quando chegámos aos avós já passava das 22:30.

Sábado acordámos mais tarde do que era suposto e o frigorífico estava completamente vazio. Não havia nada para fazer o pequeno almoço e então decidimos comer alguma coisa pelo caminho quando estivéssemos a ir para o Parque da Paz. Sábado - dia de correr 4 kms.

Há falta de mais opções e considerando a manifesta contestação interna para o consumo de um pão integral com fiambre, decido mandar abaixo um valente croissant com manteiga e fiambre, a acompanhar um sumo de laranja natural, é vitamica C, neste caso "c" de culpa. 

Arrancamos para o Parque da Paz, chegamos mesmo em cima das 10 horas e o miúdo começa a fazer pressão para ir dar pão aos patos. Afinal de contas é esse o negócio, ele "papa" com a nossa corrida montado no seu carrinho, nós vamos com ele dar de comer aos patos. Que, só para dar aqui algum enquadramento, têm um aspeto profundamente mafioso.

Clico em "iniciar" na aplicação, mas o meu corpo não está p'aí virado. Reconheço uma franca contestação interna.

Esta é a altura em que percebo que já não tenho 20 anos e que a máquina alerta com todas as luzes possíveis para o facto de já não poder mandar p'a baixo tudo o que me dá na real gana e ainda achar que o esqueleto funciona da mesma forma.

Ao fim dos primeiros 800 metros começo a achar que a qualquer momento vou regurgitar o croissant, ficando apenas o sumo de laranja natural, afinal de contas os órgãos fizeram uma escolha e é mais acertada que a minha. A frase "é desta que me dá uma coisa" passou muitas vezes com destaque na minha mente, numa daquelas maquinetas com letras vermelhas que os senhores dos talhos costumam ter.

Ao fim de dois quilómetros o Nuno diz-me:

- Já só falta metade!

Ao que eu respondo:

- Não! AINDA falta metade!

- Paramos quando sentires necessidade.

- Sinto necessidade de parar desde que começámos.

- Isso é preguiça.

Páro para ponderar nesta coisa da preguiça e manifesto o resultado da minha profunda reflexão:

- Parece-me mais uma questão de P2C.

- Que é isso?

- Duas moléculas e preguiça e uma de croissant.

Rimos e continuamos.

Faltavam 800 metros para acabar e saco do truque de sempre "adanza Kuduro" o ritmo é bom e alinha-se com os objectivos. Ku-duro.

Fizemos mais 200 metros do que era suposto. O tempo não vale a pena mencionar, mas foi melhor do que estava previsto no treino.

A seguir fomos dar pão aos patos mafiosos.

 

Desta deixo cá a musiquinha que é para inspirar.

 

 

Sou pessoa para emprestar um cão...se for preciso...

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Tenho uma colega de trabalho que corre, ou melhor, diz que corre, que eu cá não sou pessoa de ser levada em conversas mansas e acho é que ela vai de mota p’os sítios e depois quando lá chega tira fotos equipada para dizer que é verdade. Sempre que se inscreve num torneio no Barreiro afinfa-se à medalha de primeiro lugar, não falha uma. Já não há pessoa no Barreiro e arredores com pachorra p’a esta moça. É que ou a amarram a uma árvore para dar avanço aos outros ou a tipa corre p’a medalha com uma cegueira que não tem explicação.

Eu, lá está, suspeito seriamente que ela vai de mota ou apanha o barreirense e se mete a 20 metros do fim e finge-se cansada. Não é possível uma pessoa arrecadar tanta medalha, tenham dó. Calho a ir fazer uma prova ao Barreiro empurro-a p’as silvas, qu’ê isto!

Pois diz que tem tido problemas lá na faixa de rodagem de corredores do Montijo. Vai treinar (diz ela, por eu mantenho a minha suspeita numa 125 com 5 ou 6 anos que ela comprou em segunda mão) e os coxos das caminhadas fazem uma espécie de uma barreira e não a deixam passar. Eu acho bem, afinal de contas gente de mota não é p’a andar na ciclovia. Seja pela direita, pela esquerda, com silvas ou poças ultrapassa aquela gente que se arrasta (vai na volta é malta que até está a correr, mas à velocidade que vai parece-lhe que é gente que caminha…) segue sempre a direito, zinga, zinga, zinga até que dá com o vizinho montijense que está a passear o canito. O vizinho munido da sua flexi leash deixa o canito andar à sua vontade ocupando toda a via. O dono à direita, canito à esquerda. A minha colega faz um cavalinho na mota e salta em esforço por cima da trela do bicho. Dono e cão impávidos e serenos, um fuma o seu cigarro, outro faz o seu cocó.

Chega ao fim do treino, sai da mota e manifesta-se enraivecida no seu facebook. Eu, que sou pessoa amiga de seu amigo e possuidora de 2 animais fofos e irritantes, que a quilometro e meio põem qualquer pessoa em fuga com o barulho que fazem, decido ofertar os serviços de meus animais. Tenho o irritante 1.0 e a versão avançada irritante 3.4. Esta ultima têm apenas o problema de sofrer de alguma obesidade, pelo que fará ainda um serviço de peso morto no momento de corrida, oferecendo não só o desbaste da ciclovia, como também um treino funcional incluído.

É ir numa extremidade com a trela e na outra ir Tulipa (aka Gorda), garanto que uns fugirão, os outros é varre-los com a trela e rir quando baterem com o cu no chão.

 

Agora digam lá que não ando cá para arranjar soluções.

 

"Deve ter andado comigo na escola..."

Já não tenho ligação com nenhum colega de escola. Vidas completamente diferentes, também nunca pertenci a um grupo, alterações de turmas, mudanças de escola, enfim a vida. Por isso, na maior parte das vezes que passo por uma cara que me é familiar digo sempre para comigo "deve ter andado comigo na escola...".

Hoje passei pela Mariza Cruz, olhei para ela, ela para mim. Ela certamente terá pensado, "olha uma que me reconheceu" e eu pensei "acho que andou comigo na escola, se não estou em erro era irmã da Cláudia". Já nas outras escadas rolantes e continuando os meus neurónios a fazer uma pesquisa por aquele rosto, que me pareceu tão fresco na memória, lá me ocorreu que afinal era a Mariza Cruz.

Que não, não andou comigo na escola...

Coisas que me fazem saber que estou a ficar velha

Hoje em dia, sempre que passa por mim um tipo montado numa mota, todo ele apetrechado de capacete, blusão de cabedal e calças de ganga grossas, neste braseiro de calor, a única coisa que me ocorre é "este gajo deve ter uma excelente tensão arterial". Porque eu já tinha desmaiando com o calor.

 

Conversas estúpidas que às vezes acontecem

cartoon aquario.jpg

 

- Estou assim um bocado blhec.

- Olha, se é para morrer tens de escolher outro dia.

- Então?

- Isto uma pessoa em condições a morrer, morre em plena semana de trabalho e até 4ª feira.

(risos)

- Como assim?

- Uma boa pessoa morre sempre em dia útil de maneira a garantir 3 dias de descanso ao resto da família. Depois de morrer até dizem “este gajo era um porreiro, até p’a morrer pá, se lembrou de nós!”

Então e esse dia de aniversário?

Como diria a tia Clotilde lá às amigas do lar. Passou-se.

Um dia de trabalho como os outros, com saída mais cedo para ir buscar o sôtor Agostinho (meu pai) para jantar. Afinal de contas ele também faz anos.

Quando chegamos a um determinado nível de maturidade (ou idade) percebemos que as prendas mais importantes são as pessoas que se lembram de nós nestes dias. Afinal de contas a vida é tão caótica que ainda terem cabeça para saber que há mais de 30 anos, em dias tal, uma pessoa nasceu, já é alguma coisa.

Ou isso, ou é o raciocínio mais positivo possível quando uma pessoa não é inundada de prendas. Massagens, SPA, malas, sapatos e fins de semana de luxo. Que, em bom rigor, também são coisas que se apreciam com a maturidade.

Assim no final do dia lá fomos buscar o Agostinho para ir comer uma bucha, que é como quem diz, jantar.

Do jantar ficam as tiradas do avô em parceria com o neto. Se um sozinho dá mais pérolas que uma ostra, imaginem-se os dois juntos.

 

Pérola 1

Chegamos de carro e não o vemos em parte nenhuma. Aparece passados 5 minutos, tinha ido à loja da minha prima que fica do outro lado da rua.

- Fui ali para dar um beijinho à tua prima mas estava lá outra moça a esfolar um cãozito.

(a minha prima tem uma loja de animais, onde dão banho e tosquias. a tosquiadora estava a tosquiar um caniche...só para esclarecer)

 

Pérola 2

Chegamos ao Fórum Almada (sim, foi o melhor que se arranjou à pressa e a uma segunda feira) e enquanto eu e o Nuno decidimos onde vamos comprar a sopa do pequeno.

- Ricardinho, vamos comer bife com batatas fritas?

Abrimos-lhe muito os olhos e dizemos entre dentes olha que ele assim não como e a sopa.

 

Pérola 3

Estávamos a tentar convencer o pequeno a comer um pedaço de bife. Já se tinha borrifado na sopa e estava farto de comer batatas fritas.

- Experimenta com molho filho, molha lá as batatas! Muita bom.

 

Pérola 4

Conversas sobre carros:

- Este carro que está aqui é um Opel.

- Volvo.

- Não é nada um Volvo. É um Opel, filho!

- Vooooolllllvvvvoooo!

- Não me lixes, então eu não 'tou a ver que é um Opel!

 

De fazer notar que 67 são os anos que os separam. O pequeno adora-o, especialmente porque eu acho que ele pensa, este tipo que é quase da minha idade é um fixe!

 

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----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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