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Em busca da felicidade

Tarte de figos e pêra

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A minha sogra trouxe do Alentejo uma caixa de figos. Mais biológicos impossivel, tratados e apanhados pela tia do Nuno.

Mandou maçãs e pêras também.

Insistiu em mandar figos (sabe que eu gosto). Trouxe quase um quilo mas não sabia bem o que lhes fazer, não os queria deixar estragar.

Lembrei-me de fazer uma tarte de figo.

Como não encontrei nenhuma que me agradace inventei.

Receita da massa retirei daqui (é a massa que uso para a apple pie).

Figos (uns 15) (cortei em quartos)

Pêra (1, que cortei em fatias finas)

75 gr de manteiga + 75 gr de açucar mascavado + raspa de casca de 1 limão (para fazer calda) 

Canela para polvilhar em cima.

 

Ficou uma delicia!

E já foram 2 fatias para cada um!

 

Sou preguiçosa...

(imagem retirada da net)

 

 

..., gulosa, medrosa, stressada e nada organizada.

É por isso que me vejo a braços com este lombo largo que trago comigo.

 

Em Dezembro de 2013 pesava 49 quilos. Corria durante a semana. Nadava pelo menos uma vez ao fim de semana.

Fumava.

Em Fevereiro de 2014 decidimos que queríamos tentar. Por isso deixei de fumar. Confesso que me faz confusão ver uma grávida a fumar.

Por mim nunca fui capaz de parar. Por um ser que ainda nem existia não me custou nada (ou mais ou menos isso).

Em Junho de 2014, quando descobri que estava grávida, pesava 54 quilos. Mais 5 que no inicio do ano.

Achei natural, com a gravidez e o ter deixado de fumar.

Em Fevereiro de 2015, na véspera do parto, pesava 72.

Nunca tinha visto a balança acima dos 70. Perto, muitas vezes. Acima...nunca.

O bebé nasceu. A avalanche de amor chegou. Deixei de me lembrar de mim, de dormir, comia o que aparecia e não visitava a balança. Comprei umas calças maiores.

Quando ao fim de 5 meses regressei ao trabalho ainda vestia o 40.

Sentia-me pesada e cansava-me depressa.

A ansiedade começou a tomar conta de mim e o ginásio pôs-se como uma opção natural para drenar o stress. Estou inscrita desde Outubro do ano passado e tendo ser o mais assídua possível.

Mas a disciplina com o que como sem sempre é a melhor. E em alguns dias o cansaço lava a melhor de mim. A parte medrosa toma conta e confesso que tenho medo de ter um treco qualquer.

Não sei se puxo demais umas vezes, se de menos outras.

Enfim, sou pouco consistente.

Decidi falar com um PT. Mas não sei se é a melhor opção. Pelo menos não para já. Se não tenho disciplina não vai ser ele a dar-ma.

Estava com saudades de correr.

Misturei tudo e decidi que nas férias começava a disciplinar-me. Afinal de contas com mais tempo e mais tranquilidade seria mais fácil.

Registei um plano de treino (singelo) na Asics, a ver se volto aos 5 km sem ficar com os bofes na boca. E decidi seguir alguns treinos funcionais do Salgueiro (foi com esses que mais estive em forma desde que fui mãe).

Na segunda e na terça lá cumpri. Ontem, com o quarto do miúdo por arranjar e o jantar com o marido, lá ficou o treino por fazer e hoje, hoje bateu a preguiça misturada de ansiedade, de quem sabe que as férias não são eternas e sente que o corpo precisa de descansar.

Não fui correr como devia.

Fui à pastelaria comprar um bolo.

Enfim, afoguei o treino em doce de ovo.

Prometi a mim mesma que me dou até ao final desta semana.

Na segunda começa a contar.

Preciso de forças pessoas! Forças para levar isto avante. Para me disciplinar, para me organizar, para perder a preguiça, para comer um iogurte em vez de uma bola de berlim.

Segunda! Segunda é que vai ser!

 

 

Alguém tem uma parede para demolir em casa?

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Ontem deu-me para fazer uns muffins. Quis fazer uma coisa mais a atirar para o saudável (e porque tinha de gastar as pepitas de cacau biológicas antes de passarem do prazo e ter de ouvir o homem a dizer outra vez "compras estas coisas que custam uma pipa de massa e depois...") por isso, com os ingredientes que tinha em casa lá desencantei uma receita, alterei o sabor do iogurte que era aconselhado e em vez de mirtilos vai de pôr as pepitas.

Ficaram...ficaram...como é que hei-de dizer...deixem-me escolher bem a palavra...já sei! Ficaram uma bosta!

Ficaram rijos. O cacau é azedo (mas faz maravilhas pelo corpo, vi no rotulo). Enfim, um desgosto.

Por isso, se alguém tiver aí por casa uma parede para mandar abaixo é só deixar a morada. Garanto cada arremesso um furo na parece.

 

 

Correr

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Se me perguntassem há 10 anos se eu queria dar uma corrida esbugalhava os olhos e diria:

CREDO!

Inscrevi-me em 3 ou 4 ginásios. Fiz exercício em casa. e andei sempre no chove mas não molha com o desporto.

O Nuno apresentou-me à corrida. E fez-me ganhar o gosto pela coisa.

Nunca corri mais de 10 km na vida e a verdade é que nem posso, por causa da porcaria do problema venoso, dificilmente ou sem um treino bem cuidado recebo um OK para correr uma maratona.

Mas...mas...quem sabe um dia.

O ano passado, por esta altura inscrevi-me no ginásio. É mesmo porta com porta do trabalho. Lá vou à hora de almoço. Umas semanas todos os dias outras, como esta, só duas.

Mas vou.

Os treinos são curtos, porque afinal de contas a hora de almoço não é longa.

Mas ando com saudades da minha corrida. De sair para a rua e dar uma corrida. Sem passadeira. Com o vento a bater na cara.

Mas e tempo para isso.

Terei eu a coragem de me levantar antes das 6 da manhã...hummm...duvido.

Terei eu a força de vontade de, uma ou duas vezes por semana ir correr depois de chegar.

Não sei. Não sei se me meta nessa ideia.

Mas vontade tenho. Aí tenho mesmo!

 

 

Ir ao mercado pela manhã

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Acordar antes das 7 sem a pressão de quem sabe que tem obrigações pela frente.

Tomar o pequeno almoço com o tempo que as manhãs serenas e saborosas têm.

Ir ao mercado e comprar nas bancas dos produtores biológicos. Os que plantas as suas alfaces, que cavam as suas batatas. Que regam e cuidam. Os que, com cuidado e por me saber cliente habitual perguntam baixinho "não precisa de ovos? são das minhas galinhas." E eu lá trago meia dúzia (que toda a gente sabe que eu só como ovos de galinhas galdérias. não quero cá ovos de bicharada engaiolada).

Como eu gosto de ter tempo para ir ao mercado de manhã. Para escolher e cheirar bem o que compro para o almoço. Falar com as senhoras das que têm vidas tão diferentes da minha.

 

Saudável ou não saudável, afinal em que é que ficamos?!

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(imagem retirada da internet - apesar de também ter pesos e maçãs e fita métrica em casa)

 

Uma pessoa já não sabe o que há-de fazer. Ou melhor, eu já não sei bem para que lado me devo virar.

Uns dizem que devemos comer tudo. Outros que o glúten faz coisas más ao interior. Uns dizem que o leitinho é bom para o osso, outros que faz tanto mal que mais devíamos banir aquilo e colocar um rotulo a dizer “venenoso”. Uns dizem que muitos verdes é que é bom. Outros que a fibra em excesso pode fazer mal à tripalhada. Uns dizem que fazer exercício é que é o caminho, se possível todos os dias, um habito como outro qualquer. Outros que exercício em excesso pode desgastar o corpo e ser prejudicial.

Uns dizem que tomar suplementos é o caminho, outros que isso é porcaria, que devemos tirar tudo o que precisamos da papinha. Uns aparecem com super alimentos. Outros dizem que é engodo para ir ao bolso da malta. Uns dizem que o cérebro precisa de glicose para funcionar, mas depois o excesso de glicose faz mal à pessoa.

Até já há quem escreva livros de “Como não morrer” e certamente haverá alguém a escrever qualquer coisa de que o melhor que temos a fazer é falecer mesmo, porque para lá da morte é que está o caminho.

Uma pessoa. Uma pessoa que se esforça por andar por cá, sem quinar e sem ter maleitas, fica confusa. Mas afinal de contas o que é que está bem? O que é que está certo? É que antigamente ainda havia uns que corroboravam com estudos, alegadamente científicos, e os outros que assentavam no que os antepassados faziam. Agora toda a gente tem estudos. E estudos que comprovam que faz mal.

Cada um tem a sua amostra. Cada um vende o seu produto.

Produtos para prevenir praticamente qualquer coisa, depois se a pessoa morre de outra é porque lhe faltava aquele suplemento.

Juro que já não sei para onde me virar.

Vale ou não a pena comprar os super alimentos? As macas, os Reishis, os Camu’s-Camu’s. As tipas giras da TV dizem que sim. É que se elas tomam eu vou meter-me numa banheira cheia daquilo e no fim ainda bebo tudo com um fiozinho de óleo de coco.

O exercício. Treinos de 15 minutos são suficientes. Mas depois faz mal se não aquecer. Faz mal de não arrefecer. Afinal quanto tempo é a porra do treino afinal.

A banana se for verde tem menos açúcar, mas se tiver pintas “marron” já tem uma cena qualquer que mata as células cancerígenas. Papa-as! Dizem.

E uma pessoa, vá de meter bananas maduras para dentro do bucho, mesmo que isso lhe dê vómitos para caraças.

Come estas passas, estas pevides e estes cereais. Depois bebe água. Come fruta, pelo menos 2 peças. Mas se comeres 5 já estás a ser lambona e ainda acabas a borrar-te toda.

Afinal de contas em que é que ficamos pessoas? Cientistas? Dietistas? Nutricionistas? Pessoas do conhecimento da saúde em geral?

Será que não há coisas que fazem mal a umas pessoas mas não são piores para outras? Será que há mesmo alimentos que nos salvam de tudo?

Confesso que já me meti em de tudo um pouco. Desde o corte do açúcar, a comprar tudo biológico, a evitar comprar bolachas e bolinhos processados. A comer uma sandes integral, mesmo que a porca se me estivesse a enrolar na boca, só porque o pão escuro faz melhor que o outro.

Neste momento deixei-me disso. Não, não mando para o bucho duas pizzas e quatro 7 ups por dia. Sim, faço por comer aquelas coisinhas que até a minha avozinha sabia que faziam bem e sim, prefiro papar coisinhas da velhota do mercado do que os tomates do supermercado. O que é natural é bom e a velhota não põe venenos nos verdes pra matar os bichos.

Sim, papo um bolinho sempre que me apetece e de manhã o pão é branco e de preferência do caco. Com manteiga ou fiambrezinho.

Papo de tudo um pouco. Sem fundamentalismos. Se me sinto fraca mando para o bucho um multivitamínico, que eu com a vida que tenho não consigo contar todas as vitaminas da pirâmide alimentar.

Isto de ser saudável cansa a pessoa até à exaustão. Stressa o individuo até mais não.

 

Ufa!

 

Ciência à beira de descobrir a cura para a doença de Alzheimer

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Hoje tenho um post mais ligado à vida saudavel para aqui deixar. Está prontinho há várias semanas e saí já a seguir. Mas não podia dexar de manifestar a minha satisfação com esta noticia que, na minha opinião devia ter aberto o Telejornal de ontem.

Resume-se desta forma:

"O tratamento pode acontecer nos próximos 5 ou 10 anos o que significa que na próxima geração já não haverá pacientes com esta doença."

 

E saber que para o meu filho este não será um problema, uma preocupação deixa-me feliz. Muito feliz.

Noticia aqui.

 

 

É preciso é ter vontade...ou se calhar não é bem assim

 

O despertador toca às 06:15. Com sorte, se o pequeno na noite anterior se deitou antes das 23 e se por um milagre do Senhor dormiu a noite toda, lá nos levantamos. Acordaremos daí a mais 45 minutos enquanto empurramos um pão com fiambre bucho abaixo. Até chegar ao pão já nos vestimos, já tratamos da higiene mínima de quem não gosta de cheirar a cavalo, já arranjamos a saca para o almoço, lanche e qualquer outro snack necessário a quem está mais de 10 horas fora de casa. Já tratamos da mala do pequeno e já tratámos dos cães.

O pequeno acorda para beber o seu leite, vestir-se e calçar-se. Dois beijos, três mimos e caminho para os avós. 

Aqui, apesar da nossa desenvoltura raras são as vezes em que já não estamos em contra-relógio quando chegamos ao carro. 

Carregados 3 sacos para baixo, 2 de ginásio e 1 de comida (3 andares para baixo, fazendo nota que ao final do dia havemos de subir esses mesmos 3 andares com tudo às contas, incluindo o desgaste, físico e psicológico). A mochila do pequeno, a minha própria mala, ah e o pequeno, que no meio desta azafama, felizmente nunca nos esquecemos dele.

Subidos mais 4 lances de escadas, pequeno nos avós, caminho para o trabalho.

Se tiver transito bradimos para o ar os caralhos e uns fodasses valentes. Aqueles que não fazem os carros da frente evaporar, mas que nos drenam - pelo menos em parte - a frustração dos dias sempre iguais, sempre cansados.

Nove horas e meia fechados no mesmo espaço. Sim, porque se trabalham 4 de manhã, 4 de tarde e temos mesmo, mesmo de parar 1 hora para comer. Hora essa que entendemos usar para treinar no ginásio mais próximo. Optimizar o tempo que temos disponível. É o que lemos de quem sabe, são as sugestões das mulheres bonitas e bem torneadas nas redes sociais. Do moços que eram gordos e agora têm barrigas que mais parecem tanques de lavar roupa. "Optimização de tempo".

O único tempo que temos para optimizar é a hora de almoço, e essa senhores, essa já é um pau.

O dia de labuta acaba depois das 18, com um treino arrastado no bucho, um almoço comido à pressa, um emprego que promete que já tens trabalho em atraso ainda agora estás a sair. Uma viagem do demónio para chegar a casa.

Mais duas cabeças de alhos na boca de cada um.

Chegamos e "levantamos o pequeno", se não for tarde demais até passeamos os cães com vagar. Banho do pimpolho e sopa, jantamos depois das 21:30 e arruma-se o essencial para não vivermos pior que os porcos. 

Arrastamo-nos para dentro já passa das 22. O pequeno com a pilha toda e nós, que devíamos viver a felicidade dele a rezar que vá dormir cedo porque estamos por um fio.

E isto à 2º feira. Imagine-se minha gente, o estado destas pessoas ao fim de 5 dias.

O fim de semana uma labuta. Enfiar lá dentro o que não cabe nos dias úteis. Um mundo de tarefas feitas, outro mundo por concluir.

"O que é preciso é força de vontade". É o que eu ouço das moças e dos moços bem feitos que papam 1 hora de ginásio por dia. Que põem no facebook e no instagram as receitas cheias de sementes e cores de fazer inveja.

Força de vontade?! Essa eu tenho. Faltam-me é as forças. E arrasto-me muitas semanas mal conseguindo.

Conselhos dados de quem tem o jantar feito quando chega a casa. De quem tem a roupa lavada e a casa limpa pela senhora que lá passa naquele dia certo todas as semanas. De quem não sabe o que é estar enfiado 9 horas no mesmo espaço e mais 2 e meia por dia em vai e vem de casa para trabalho.

Conselhos de quem sabe apenas o que é uma noite mal dormida quando se deita depois das 7 da manhã porque foi à festa da noite branca.

Conselhos que eu ouço para me motivar e não me alapar ao sofá. Que me forço a acreditar porque não quero ser a mãe gorda e mal enjorcada. Porque não quero deixar de cuidar de mim.

Mas como estar em tanto sitio ao mesmo tempo?

E o descanso?

O treino deve fazer parte do dia a dia como qualquer outra tarefa! 

Ou então não. Se quem aconselha tiver uma vida como a minha que é igual à de tanta gente.

Decidi abrandar o ritmo. Descansar mais. Ouvir o meu corpo. Dar-lhe tempo para se adaptar.

Fazer sim. Mas com tento. Sem o levar à ultima gota.

Se é falta de vontade...se calhar não é bem assim!

E muffins de mirtilos?

Hoje de manhã foram estes.

 

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Ia fazer os muffins ditos "normais" mas enganei-me a começar a receita e acabei por fazer estes Blueberry Streusel Muffins. 

Lá bom aspeto têm, mas ainda não provei...

Receita?

Sim senhor, no mesmo sitio:

Joy of baking

 

 

Brownies, anyone?

Ontem à noite fiz estes.

 

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Bom aspeto.

Querem a receita?

Aqui:

Joy of Baking

 

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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