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Em busca da felicidade

A gincana dos transportes públicos

stress_woman.jpg

(imagem retirada da net)

 

Sou moça que se considera de parcos recursos. Sou moça que gostava de ter a carteira mais abastada. Sou também moça que transporta todos os dias a marmita com os seus snacks, o seu almoço e o seu lanche. Sou moça que vive com grande dificuldade a gincana dos transportes. Por isso sou moça que vai de popó para o trabalho todos os dias.

Agora. Assim é porque o comboio Fertagus é caro para caraças e ir de carro para o trabalho fica literalmente por metade do preço. Mas como assim? Porque eu e senhor meu esponjo partilhamos o lar habitacional e o lar laboral. Partilhamos também o horário. Pelo que sai mais barato ir de carro.

Hoje. Departamento onde labora sôtor (coitado) meu esponjo foi para um seminário. Perto de nossa habitação. Levou o popó (porque assim decidimos, porque era mais fácil, porque me enervo de sobremaneira a conduzir para Lisboa, etc e etc e tal). A menina veio de transportes.

Os nerves, porque:

Primeiros. A menina precisa urgentemente de ir fazer terapia a umas lojas supimpas para se abastecer de roupas em condições para ver se deixa de parecer uma tipa-a-entrar-pa-cota-que-não-acredita-que-já-não-é-teenager. Depois, precisa também de abastecer no que aos casaquinhos diz respeito. Pelo que hoje - dia em que Graças ao Senhor é Casual day - se tenho saído no Pragal e tenho tentado entrar na Anselmo de Andrade tinham-me deixado entrar na boinha.

Segundos. Pessoa que sou eu está habituada a ter companhia, pelo que vir sozinha, sem ninguém para conversar e ainda por cima ao frio, num espaço fechado, mas cheio de malta histérica de azafama, que se empurra e pisa e o diabo a quatro, é traumatizante, para dizer o mínimo.

Terceiros. Aquela coisa de passar na ponte dentro do charuto (que é o comboio) é coisa que ainda hoje, ao fim de todos estes anos me arrepia. Ainda para cima somado à minha presente falta de habito a tal atividade.

Quartos. A m%$&#$ da net insiste em não funcionar praticamente a viagem toda, pelo que passei o tempo quase todo a decidir se saía e apanhava um táxi (ou chamava um Uber, não fosse apanhar aquele senhor das virgens e ter dificuldade em explicar-lhe - dada a minha indumentária teenager - que já lá vai o tempo e que até já trouxe uma criatura ao mundo).

Passo a ponte e saio em sete rios.

Metade da gincana concluída. Ufa!

Agora: Metro.

Se detesto andar de comboio então nem sei como qualificar o meu sentimento em andar de metro. Tenho pouco perfil para toupeira, pelo que esta coisa de andar debaixo do chão me arrepia um pedaço.

Desço até à linha do metro (entenda-se, onde se apanha o metro) e está um mar de gente que mais parece que o concerto dos Depache Mode chegou mais cedo.

Mas não. Era só o Metro atrasado.

"Como se vão enfiar estas pessoas todas dentro da toupeira, senhores?!"

Não sei. Mas enfiaram-se. Todos, menos eu. Que ainda me meto dentro da toupeira. Ainda respiro fundo para lá me manter. Mas ir abraçada pela frente e por trás com mais quatros seres humanos, cujos hábitos de higiene desconheço, bem como as suas intenções e ou potenciais mentes prevaricadoras....Não!

Ainda vi uma senhora de envergadura XL ver metade das carnes "trincadas" ao insistir que ainda cabia. E lá coube. Só Deus e a senhora sabem como!

Aguardei pela toupeira seguinte.

Passou findo 1 minuto.

Cheguei ao trabalho capaz de voltar para casa para descansar. Depois lembrei-me que para isso ou pagava 40€ de táxi ou voltava a fazer a gincana toda outra vez.

O melhor era ficar pelo trabalho.

O que vale é que é sexta-feira.

 

Nota a reter: não esquecer de, a comprar outra casa, ser num sitio onde os transportes incluam autocarro e barco.

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