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Em busca da felicidade

A primeira queda e uma valente dentada

Têm sido dias com outras coisas para falar e como o tempo na minha vida tem de ser dividido com régua e esquadro para fazer um bocadito de cada coisa só hoje vou contar aqui as peripécias deste fim de semana.

O campeão já anda que se farta. Anda tanto que eu tenho para aí 5 bicos de papagaio e 4 hérnias discais. E se não tenho, pelo menos desconfio. Passo o tempo todo de rabo para o ar, a tentar prevenir que o tipo bata com o toutiço no chão e se aleije. Quando não estou neste modo, estou com o tipo ao colo porque às vezes acho que o corpo começa aos poucos a perder a memória de como funciona a posição vertical.

No sábado lá andava com o Speedy Gonzales de um lado para o outro, umas vezes pela mão, outras agarrado pela camisola e uns bocados cheios de coragem sem lhe estar a tocar, a ver se o tipo ganha confiança. Quer dizer, ou ele ou eu, que o tipo larga-me a mão e arranca, sou eu que insisto em segura-lo. Diz que de vez em quando tende a fazer curvas apertadas e a seguir em direcção às portas. Depois, só tem 2 mudanças, parado ou em 5ª.

Então ia o tipo largado em direcção à cozinha, já tinha feito bem as curvas todas do escritório, guiava-se sozinho, seguiu pelo hall, tudo certinho sem sequer tropeçar no tapete que temos na entrada, vai direito à cozinha e eis que tropeça no próprio pé e se estatela no chão. Eu vinha atrás dele, com uma mão de cada lado para prevenir qualquer queda, ainda me estiquei para o apanhar mas não fui a tempo. Direitinho ao chão, mesmo de boca.

Ele chorou. A mãe ainda mais que ele.

Fiquei em completa aflição, nunca tinha caído e a primeira vez que se esbardalha é logo comigo. Porra!

Fiquei logo com a sensação que tinha partido pelo menos 6 dentes apesar de só ter 4. A desgraça. O pai a pedir calma, que as crianças caem e havia de chegar o primeiro dia. Muitas mais virão!

A criança acalmou-se. A mãe quase precisou de um xanax para fazer o mesmo. Mas diz que respirar fundo várias vezes e vê-lo a sorrir como se nada tivesse acontecido tem um efeito ainda melhor que um calmante.

Ficou assim registada a primeira queda do rapaz.

No Domingo, dia da mãe, como o cansaço é muito optamos por almoçar por casa, dar uma voltinha ao shopping para a compra de uma prendinha complementar, comprar qualquer coisa para o lanche e depois ir dar uma volta ao jardim para apanhar alguma vitamina D.

Assim fizemos, mas, enquanto pai e filho esperavam pela princesa mãe à porta da Stradivarious lá se deram alguns acontecimentos. Saio da loja e estão os dois com cara de caso. O filho sem olhar para o pai.

- Tudo bem?

- O teu filho deu-me uma dentada. Olha.

Esforço-me por não rir. Que os filhos quando fazem bosta são sempre só do outro. É uma forma de deixar claro que o gene menos favorável não é nosso.

- Queria arrancar sozinho mas como lhe segurei na mão, parou, agarrou no meu dedo e espetou-me uma dentada para eu o largar. Ralhei com ele e agora não quer olhar para mim.

O pai ainda tinha o dedo bem marcado da dentada, como se tivesse sido mordido por um esquilo.

Dali seguimos para lhe dar o iogurte, sentamo-nos num dos espaços ao centro do Fórum Almada e toca de lhe dar o iogurte. Sem problemas para comer, não fosse o rapaz um saco sem fundo. No fim pede para ficar com a colher (lá na linguagem dele que nós já entendemos – pelo menos na maior parte das vezes). Dou-lhe a colher e sem mais manda-a para o chão com toda a força.

Levanto o meu dedo na direcção dele e segue ralhete:

- Não, não. Isso não se faz. Não manda a colher para o chão.

O tipo olha-me sem baixar os olhos e sem piscar. Quando termino levanta o dedo dele (tal como eu tinha feito) e vai de ralhar comigo rlhalha lhalha bthweth ahah. Eu faço o esforço que consigo para não me rir, mas o tipo só para quando me parto a rir. Como é que um minorca daqueles….?! Estou feita.

Entretanto já repetiu o feito. Eu ralho e ele ralha de volta, depois diz para lá uma graçola na língua dele e ri-se até nós nos partirmos.

Como é que ensinamos um comediante destes.

Estamos feitos ao bife, essa é que é essa!

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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