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Em busca da felicidade

"A Sogra"

sogra.jpg

 

Hoje decidi falar de um tema que estou certa ser querido – do fundo do peito e do cu-ração e tudo e tudo e tudo – de muita gente.

Tema Sogra.

Sim, porque “a sogra” é todo um tema.

Importa aqui despistar no imediato aquela senhora que é mãe de uma pessoa que se casa com outra para ser feliz para todo o sempre. Que é apenas a mãe de uma pessoa que encontrou uma cara metade (para a vida ou temporária) e que não julga esse ser humano como alguém inferior porque lhe está a roubar um ser precioso lá de casa.

Ora vamos lá então.

Existem dois grandes grupos de “a sogra”.

 

Temos “a sogra” que é a mãe dela.

Normalmente acha que a filha, essa princesa imaculada, qual filme da Disney, podia ter encontrado coisa muito melhor do que o traste que trás por casa. Faz frequentemente comentários de bosta (condição geral) para com o genro e acha que por culpa deste, a filha que deixou de estudar no 9º ano e o conheceu aos 23, passou ao lado de uma grande carreira como neurocirurgia. Coisa que só podia ser aceite se o traste não fosse um traste e fosse ele próprio, ele mesmo “o neurocirurgião”. Ou um jogador da bola que pagasse as compras à menina na Guess e as nails sempre polidas.

A sogra do homem pode ser chata, mas está sempre um nó abaixo da sogra da mulher.

Porque gaja com gaja é sempre mais próximo do galinheiro e do descabelamento. Para não falar que normalmente este tipo de sogra não se senta a beber umas jolas e a comer uns tremoços e o genro – se viver a bem com o sogro (o que normalmente acontece nestes casos, porque o sogro está mais farto da mulher que o genro), acaba por se entreter com esse pobre personagem nas reuniões familiares.

 

Passamos assim para “a sogra víbora”. Que mais não é que a sogra da mulher.

Esta marca a sua presença por um total e incontestável ciúme da nora. Essa badalhoca arruaceira, pedaço de gente mal formada, insignificante ser que ludibriou a cria perfeita que trouxe ao mundo. É “a sogra” que vê a nora como a mulher que rouba o filho lá de casa e lhe ganha uma aversão maior do que a que tem à vizinha a quem o marido responde derretido todos os dias há mais de vinte anos.

Para esta sogra a nora é caca humana. Isto porque a nora nunca devia ter existido. O filho, esse ser imaculadamente concebido, devia perceber a cada investida sentimental, que na sua vida só há lugar para uma grande mulher. A mãe. As “outras” – como se de amantes de tratassem – passam apenas de aventuras passageiras, porque no fim é no colo da mamã que o menino está bem.

Estas sogras acham sempre que o que a nora diz está errado, mesmo que vá ao encontro do seu raciocínio ou de algo que acabaram de dizer. E, se não quiserem aceitar que têm a mesma ideia, quando a nora manifesta uma ideia de concordância, olham-nas de alto a baixo como quem diz “porca”. Argumento mental usado como fuga à frustração da existência daquele ser que não há meio de sair da vida do filho.

O nascimento de um neto/neta é visto como uma tentativa de “agarrar” o seu filho que, apesar de estar naquele relacionamento há mais de 10 anos “estava mesmo a pensar em deixa-la”. Todas as mulheres são melhores que a nora até o filho troca-la por uma dessas. Passam a traidoras.

Quando nasce um neto ou uma neta, raras vezes a nora faz alguma coisa bem. Aconselham, desaconselham, o leite é invariavelmente fraco e são incompetentes a acalmar a criança. Gozam se as noras no dia a seguir não estão a pé a cozinhar de novo para os filhos, que elas pariram e duas horas depois já faziam um Cozido à Portuguesa no maior dos primores.

Neste caso, para a nora ser mais ou menos aceite a tipa tinha de ser doutorada em pelo menos duas áreas, ser maratonista, ter a cara da mulher do Figo, a doçura das Princesas da Disney e mais dinheiro que o Bill Gates, para garantir dessa forma que o filhinho viveria com conforto.

 

Não compreendo esta forma de estar e sei, sei que um dia muito provavelmente serei sogra de alguém (homem ou mulher que aos meus olhos o meu filho escolhe quem quiser amar, desde que o trate bem só quero que seja feliz), mas espero saber o meu lugar e respeitar a pessoa que o meu filho encontrar. Espero ser a mãe do noivo e não “a sogra”.

 

Nota: a não ser que a gaja seja uma bardajona que o trate mal, aí vou-lhe às trombas. Mas isso não vai acontecer.

 

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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