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Em busca da felicidade

A very Black Friday

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Tentei encontrar o hobbit que trazia o anel e iria melhorar o mundo mas não foi possível no meio dos ogres alucinados que cirandavam corredores afora pelo C. C. Colombo.

 

Isto de trabalhar numa das torres do Colombo tem que se lhe diga. Não só uma pessoa gasta mais dinheiro do que deveria porque a oferta é maior que o poder de compra, como tem ainda que lidar e gerir toda a azafama associada a estas festividades que são tão joly’s que a malta até se descabela de tanta felicidade.

Pois que no nosso querido Portugal temo-nos tornado cada vez melhores na importação de tendências americanas. Primeiro o Halloween, agora a Black Friday (que para algumas lojas já se alastrou para black weekend), só falta mesmo daqui a uns quantos anos substituir o Marcelo por uma catatua e seremos a segunda maior potencia do mundo.

Existem outras coisas que podíamos também importar, como o Thank’s giving day, mas temo pelos coitados dos perus que ainda entram em vias de extinção. Embora que o presidente americano salve sempre um, tenho sempre a ideia que segreda ao ouvido do bicho, quais Jogos da Fome quais quê, “os manos, primos e tios falecem, mas tu vais ganhar uma casa bacana até ao ano que vem”.

Mas bom, é esperar pelo próximo ano, que cheira-me que o Trumpas depois de deportar chineses, mexicanos, argentinos e mais cerca de 80 % da população que faz dos EUA os EUA, vai aproveitar para dar um chuto do peru também. É esperar pa ver.

 

Mas falávamos de black Friday.

 

Hoje nem estava a contar de meter os coutos no Colombo. Acedia aqui a minha torrezinha fofinha. Papava o meu almocinho em marmita e prontos.

Mas depois o Celeiro vai de me mandar uma mensagem a dizer que me duplicam os pontos nas compras.

 

PÁRA TUDO!

 

É que subtrair percentagens ao preço final é coisa que não me assedia. AGORA, dizer que me dão mais pontos em cartão…é que até deixo de ver!

Produtos biológicos dos bons a preço elevado mas rentabilizando pontos que resultam em descontos?! Como?! Já lá estou.

Faço a minha lista. Espeto com a minha armadura e vou. De braço dado com o marido que com esta enchente ainda se me queria ir meter na FNAC para comprar um livro.

E eu a suar com aquela conversa.

Numa primeira abordagem até podíamos pensar que estávamos na fase inicial do primeiro filme do senhor dos anéis. Sem os campos belos e verdejantes. Sem as carroças mas com gente estranha que baste para parecer saída de um livro do Tolkien.

A vinte metros da FNAC já estávamos naquela parte mais cinzenta em que a pessoa com os nerves até já vê a lava a escorrer das paredes. É que deixar uma pessoa que se gosta entrar é quase o mesmo que ver alguém ser engolido por um vulcão ativo.

Malta agarrada a tudo o que são gadgets ali nas filinhas a bufar porque aquilo nunca mais anda. Até porque uma senhora com cerca de 89 anos - que estou certa ser a esposa do senhor com 120 anos marreco que conduzia um seat de 1992 às 09:20 desta manhã à nossa frente e que fez meu esposo espumar da boca que já estávamos atrasados e só faltava a porra do velho - estaria ali a tirar duvidas sobre se levava o i-phone 4 ou 5 para a neta.

 

De manhã apanhámos um carro que não havia meio de andar. Ia a 20 Km/hora. 

Ultrapassamos e só digo:

“Valha-me Deus que ainda está vivo…..e conduz. Não buzines que somos nós na nossa Scenic daqui a 50 anos”.

“Na scenic?”

Ou seja, senhor meu esposo não estranha vir a ser um senhor com 120 anos marreco, mas causa-lhe urticária daqui a 50 anos ainda ter a mesma scenic.

 

Mas voltando ao que interessa.

Salvamo-nos de tudo isto com 3 iogurtes, 1 frasco de mel, 2 papas, um valente chocolate e o dobro dos pontos.

 

O moço diz-me:

“Os pontos hoje são a sobrar”

E eu velhaca, respondo num misto de sussurro de quem pensa que é esperto.

“Euuu seeeeiiiiiii”

Porque pensava ele que tinha comprado 3 embalagens de meio quilo de iogurte de uma assentada só. Ainda por cima a 2,5 € o pacote?

 

E foi isto. A minha aventura na black Friday. Produtos biológicos tá bem, agora gadgets, antes pagar mais 20 % sobre o preço original que meter-me naquilo.

Cristo!

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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