Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Em busca da felicidade

Afinal há um jardim ao pé do trabalho

(a foto assima é apenas um sonho...não conheço sitio nenhum assim, só o Google é que arranja disto...)

 

Acordar às 6 da manhã com a sensação de que o despertador está redondamente enganado. Abrir ligeiramente os olhos e perguntar “que raio é este barulho” até perceber que é o idiota do telemóvel a apitar porque chegou à hora programada. Ter vontade de lhe dar uma valente porrada mas acalma-lo com uma festinha, afinal de contas é novo, é dourado e não convinha nada esbardalha-lo contra o chão.

Virar-me para o outro lado em modo de protesto e fingir que vou só fechar os olhos para pensar no que vou vestir. Sei que é mentira porque já arranjei a roupa ontem à noite. Deixo-me adormecer e sou acordada com um “se calhar tem mesmo de ser”.

Rebolo literalmente para fora da cama, certifico-me que o infant terrible ainda dorme descansado, sim dorme e ressona. Lembro-me outra vez que está mais do que na altura de ele começar a dormir na cama dele, no quarto dele e aperta-me o peito porque me faz confusão em pensar naquele ser pequinino sozinho no quarto dele.

“Vou arrumar as coisas”.

Quando chego à cozinha para arranjar a mala para o trabalho já o Nuno tem metade das coisas feitas. Calha-me tratar do pequeno almoço, de forma vagarosa e sem grandes desafios, afinal de contas de manhã tem der ser tudo muuuito devvvvaggggar, para mim. De outra forma entro em colapso.

Não sei se é por causa dos dentes se por causa do anti-histamínico mas o pequeno continua ferrado, aproveito para me vestir sem apêndice, sem uma mini pessoa alapada a mim ou sentada na cama a mandar coisas para o chão obrigando-me a um pequeno treino de glúteos por via do agachamento sucessivo enquanto me visto. Qualquer coisa como, encaixa uma mama no soutien, apanha uma bisnaga de Mitosil, encaixa a outra, apanha um livro, enfia uma perna nas collants, apanha um relógio, e por assim em diante até estar vestida. Ou tapada, vá.

Por isso, quando dorme visto-me como uma pessoa normal e adulta deve poder vestir-se, trato de lavar a cara e pentear, na medida do possível, esta coisa a que chamo de cabelo.

Tomamos do pequeno almoço.

O pequeno acorda e eu dou-lhe o leite. Temos o nosso momento de mimo e depois vamos lá vesti-lo.

O pai põe-se a andar e oferece-se para tratar de todas as outras tarefas enquanto eu visto a cria. É preciso uma paciência sem limites, muita imaginação e capacidade de negociação para conseguir vestir umas calças de fato de treino e uma t-shirt.

Saímos a correr, deixamos o moço nos avós, despedimo-nos com beijos e abraços enquanto ele se borrifa nas nossas pessoas porque quer ir ter com o avô para as brincadeiras habituais.

Uma hora de transito e chegamos.

Eu estou capaz de me deitar quando me sento no trabalho.

Então alguém me diz que há simulacro.

“Perfeito”. De todos os dias da semana em que venho de rasos calha logo no único que trago botas de salto. A juntar a isso as escadas são estreitas e existem fortes probabilidades de levar com uma porta de incêndio na tromba.

Toca a sirene. Pego no meu casaco, telemóvel e cartão. Chego às escadas e percebo que sou uma idiota, de tudo o que tinha em cima da mesa que me podia fazer falta, tipo a carteira ou as chaves do carro trouxe apenas o telemóvel. De facto a coisa mais importante para ter em cenário de catástrofe é o telemóvel, para ir á net, tirar uma selfie com o Colombo a ruir e depois postar no Facebook.

Toda a gente desce de forma ordeira e cordial, seguram-se portas uns aos outros, parecia que estava na Suiça. Não fazia sentido, se o chão começasse a tremer ia tudo ficar assim? Tá quieto!

Por isso lembrei-me, a melhor forma de treinar um simulacro era escolher uma Black Friday no Colombo, dar um voucher de 100o € a cada pessoa, dizer que só há 200 plasmas para vender e que as pessoas tinham de descer de escadas o mais depressa que conseguissem porque só as primeiras a chegar conseguiam comprar o plasma. Isso sim é que era ver o ser humano em pleno, a descabelar-se para chegar ao fim das escadas. Sim porque isto de salvar a sua própria vida tem muito que se lhe diga, isso está na mão do Senhor, agora um plasma por 100o € ou uma pessoa chega à loja depressa ou não chega, o Senhor não tem nada que ver com isso!

No final de contas foi tranquilo, lá desci, não tive de voltar a subir 8 andares e até conheci o jardim em frente ao trabalho. Bem bonito por sinal. Umas hortinhas aqui e acolá. Parece-me que vou deixar de pagar mais de 2 € por alface biolágica...

À hora de almoço ainda dei um salto ao ginásio, que isto uma pessoa tem de fazer com que o tempo estique. Não tem tempo mas também não pode deixar que o rabo mole vença por isso esfalfa-se para garantir que as endorfinas estão a subir e a flacidez a baixar.

Agora é ir para a caminha nanar que amanhã há mais.

------ Gostar da Página ------

----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

--------Instagram--------

------Blogs de Portugal------

----- Seguir no Bloglovin -----

Follow

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

------- Mais sobre mim -------

foto do autor

------------ Arquivo ------------

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D