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Em busca da felicidade

Ainda sou do tempo...

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(imagem retirada da net)

 

Quando tinha 16 anos decidi que ia deixar de comer carne e peixe. A paixão pelos animais e a utopia das ideias de uma adolescente que se acreditava capaz de mudar o mundo fizeram com que decidisse que, se não era capaz de matar um animal para o comer, então era incorrecto come-lo.

Passados alguns meses, pouca informação, fraca alimentação para alguém ignorante no que respeita ao vegetarianismo e inexistência de Google para tudo encontrar, resultaram numa retoma do peixinho à alimentação quotidiana.

O carne, nem pensar!

Anos mais tarde, para espanto dos meus colegas de faculdade apareço com uma grelhada mista. Tinha encontrado uma falha no meu pensamento, continuava a usar ténis e botas de pele. Que sentido fazia isto!?

Estes ideais ainda me acompanham e acredito piamente que, mais tarde ou mais cedo será o caminho.

Senti-me profundamente tentada depois de ler o "Eating Animal" do Jonathan Safran Foer, mas não deixei a chicha. Contudo tornei-me mais alerta para a origem do que como.

Por exemplo os ovos, faço questão de que sejam de galinhas criadas em condições condignas. Ou como gosto de chamar-lhes, galdérias!

 

Nesse tempo, naquele em que decidi deixar a carne e o peixe, pouca coisa havia à disposição. As grandes superfícies não tinham nada. Os pequenos mini mercados de bairro que ainda se mantinham nem sabiam o que era isso da soja. E depois lá haviam uma ou outra loja de especialidade, mas a maioria era em Lisboa e os preços era impraticaveis.

Recordo-me que o maior supermercado que conheci foi o Celeiro do Chiado. Fiquei encantada, até ver os preços.

Com os anos e a procura foi-se criando mais oferta e começaram a haver espaços destinados nas grandes superfícies, ainda que produzidas por marcas que, dada a ainda fraca procura tinham valores de produção elevados, resultando no consequente preço elevado ao consumidor.

Os anos foram avançando e as alimentações vegetarianas tornaram-se cada vez mais comuns, ao ponto de escolas e colégios terem menus destinados a crianças de famílias vegetarianas.

Hoje fui comprar um pacote de leite de soja. Porque a Marta me aconselhou e eu sou moça que segue conselhos de boa gente.

Paguei pouco mais de 0,75 €. Sorri.

Já lá vai o tempo que ser vegetariano era financeiramente desafiante.

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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