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Em busca da felicidade

Apetecia-me tanto estar em Paris agora

 

paris01.jpg

 

Não é a minha cidade favorita. Mas é sem dúvida a cidade que mais vezes visitei (excluindo as cidades desde nosso lindo país).

A primeira vez que apanhei um avião foi com destino a Paris. Uma viagem a trabalho, com os colegas. Uma viagem de quatro dias em que se aproveitavam os fins de tarde para conhecer os pontos principais.

O Sacre Coeur, a praça dos pintores, os Champs Elysees - que eu sempre imaginei floridos e toldados por uma magia apenas equiparada às histórias encantadas, mas que mais não é que uma Avenida da Liberdade com lojas maiores, mais caras e com preços onde um mero porta chaves teria de ser pago por mim a prestações - o Arco do Triunfo, o Louvre (que vimos apenas por fora) e, claro, last but not least, a Torre Eiffel.

Podia jurar que ao aproximar-me da Torre Eiffel começa a tocar na minha cabeça uma qualquer serenata parisiense. Como se a imagem estivesse ligada a uma caixa de musica.

Voltei a Paris anos mais tarde, viagem de um dia. Apanha avião de madrugada, tem formação, volta à noite. Nem parecia que tinha saído de Lisboa, sempre dentro de edifícios.

Em 2014 voltou a colocar-se a necessidade de ter formação em Paris. Mas desta vez quis passear com o meu amor, o meu maridão. Fui primeiro, tive a formação e ele chegava ao final do ultimo dia de formação.

Viagem marcada, tudo pronto, dois dias antes de apanhar o avião descubro que estou grávida. E ia apanhar o avião sozinha.

O que valia é que ia à tarde. Detesto andar de avião de noite.

Aconteceu de tudo nessa viagem. Greve de toda a gente. Acabei por estar mais de uma hora fechada no avião à espera de descolar.

Surpreendentemente a única vez que não tive medo. Não podia ter.

Ia mostrar Paris ao Nuno. Nunca lá tinha estado. Íamos passar na croissanteria e comer todas aquelas delicias que os franceses sabem fazer. Provar a comida de rua. Comprar fruta fresca e comer croque monsieur.

Fizemos tudo isto.

Descobrimos um bistrô com comida deliciosa mesmo ao lado do nosso hotel e fomos jantar. Pela primeira vez na vida comi mais depressa que o Nuno. Uma fome incontrolável.

No dia a seguir achei que ia morrer. Capaz de vomitar tudo e mais um par de botas. A palavra croissant fazia-me ficar verde.

Passei dia e meio a querer comer iogurte com azeitonas ou fruta fresca. A ultima noite à procura da sopa mais confeccionada em França (ou então não). Canja!

Costumo dizer ao meu foguete que me deve uma serie de croissants. E deve!

De Paris trouxemos uma caixinha de musica (não me consigo lembrar do nome, logo já cá venho pôr). Está em cima de um móvel do escritório e às vezes ponho-a a tocar. Faz-me lembrar desses dias. Em que éramos só dois. Que sabíamos que seriamos três. Que ia existir um amor maior que a vida, mas sem saber a força que viria a ter.

Os planos, as expectativas, as casas em Paris que "comprámos". Mesmo no centro.

Hoje acordei com Paris na ideia.

Gostava de ter aberto a janela e estar a olhar para a Torre Eiffel. A ouvir uma musica parisiense na caixinha de musica que está na minha cabeça. Sair para comer um croissant e ser feliz.

Mostrar-te meu campeão, a primeira cidade que visitaste sem saberes. Comer contigo tudo aquilo que quando éramos um, não conseguimos devorar.

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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