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Em busca da felicidade

Aprender a dizer Não

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Tenho muito que aprender nesta coisa do Não. Apesar de ter noção de que sou daquelas pessoas que tem um tique estúpido de começar qualquer frase com não, a verdade é que tenho mais tendência a dizer que sim do que a dizer que não. Especialmente quando alguém precisa de alguma coisa. Saio muitas vezes prejudicada, porque tiro a mim, porque dou mais do que tenho para dar, porque roubo ao tempo da família, porque o faço com a consciência de que muitas vezes não faço por mim o que faço pelos outros.

Liga-me alguém aflito porque dava mesmo jeito isto. Era mesmo, mesmo preciso aquilo. E eu, lá tendo esticar mais um bocado a corda. Depois não admira que tenha a cabeça feita em caca. Não me poupo.

Já me poupei menos. A vida tem tido o dom de ser a minha melhor mentora. Tem-me ensinado que se não formos nós a cuidas dos pedacinhos de gente que somos neste mundo gigante, somo engolidos por ele. E depois, depois ninguém quer saber. Ou se calhar alguns. Mas normalmente não os que tantas vezes se lembraram de nós, porque faltava qualquer coisa.

Hoje tenho mais capacidade de dizer que não. Ainda não o faço de consciência tranquila. Ainda não o faço com a leveza que devia. Faço-o muitas vezes porque o meu filho nasceu para me ensinar a viver. Para me ensinar que as coisas que importam estão mesmo ao nosso lado e que o resto pode esperar. Afinal de contas amanhã também é dia, e no final das contas, mais para a direita, mais para a esquerda, não ando a salvar a vida a ninguém.

Hoje parei num dia caótico. Já fora de horas no escritório. Mais uma e outra coisa para fazer. Parei com a cabeça a querer começar a latejar. Com o pescoço cansado e a massa cinzenta a gritar por descanso. Parei depois de mais um perdido de "só mais isto" e disse para mim mesma que já não dava, que o meu horário tinha acabado, que eu tinha de ir. Tinha de ir ter com o meu filho, que ir cuidar de mim, que ir ganhar energias para outra semana de batalha.

Hoje disse que não dava quando primeiro acedi. E ainda bem que o fiz. Por mim. Só isso. Por mim.

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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