Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Em busca da felicidade

As férias da minha infância

7850018_orig.jpg

 

Sempre que posso vou visitar o Dias de uma Princesa. Gosto. Gosto muito. No post de hoje, também a crónica do Dinheiro Vivo desta semana, a Catarina fala de férias. Se vale ou não a pena gastar dinheiro nas férias.

Eu acho que sim. Vale muito a pena. Fazer um esforço – para os que precisam de o fazer, para os que o podem fazer – para, pelo menos, uma vez ao ano passar uns dias fora da vida do dia a dia.

Mas não é por isso que agora escrevo.

O post da Catarina sobre as ferias fez-me lembras das que tínhamos em família.

Lá em casa não havia condição financeira para férias fora. Família de colarinho azul com 4 filhos, tornava difícil ter dinheiro para ferias fora. Para além disso tínhamos a Costa da Caparica mesmo ao lado e para ir à praia não era preciso ir ao Algarve. Depois o dinheiro que havia a mais dava sempre para um arranjo em falta, o seguro do carro, comprar uma prenda melhor de aniversário a cada filho. Remediar qualquer coisa que estava em espera daquela verba extra.

Por isso as férias grandes eram feitas rumo a Sesimbra. Todos nos levantávamos cedo. A minha mãe preparava a cesta. Sandes de paio e sandes de fiambre. Melão cortado em pedaços. Uma garrafa grande de água bem fresca.

Na praia brincávamos. Jogávamos raquetes. Nadava muito. Lembro-me de ir a nadar até aos barcos com o meu pai. O pato e os patinhos todos. A minha mãe na toalha. Nunca soube nadar.

Houve um dia que subimos a um barco. Um senhor convidou. Subimos e demos um mergulho. Depois seguimos ao nosso passeio pelo mar. Sempre calmo em Sesimbra. Não havia ondas que puxassem para alto mar. Não havia rebentação para passar.

Ao meio dia de voltar ao carro. Um caminho de vinte e tal quilómetros pela frente. Um carro pouco potente. carregado de gente. O ar condicionado era a janela aberta.

Pelo meio uma paragem para um peixe fresco. Se houvesse, sardinhas. Quando chegávamos o meu pai acendia o fogareiro num pátio em frente ao prédio.

- Não quero a casa com cheiro a peixe.

Dizia a minha mãe.

Enquanto o pai assava as sardinhas a mãe fazia a salada, ou ela ou um irmão mais velho. Antes dos 10 já era eu.

Tomate meio verde-meio maduro, pepino, cebola e no fim, depois do tempero, um bocadinho de orégãos.

Almoço e sesta. Ou um filme. Ou cada um no que lhe apetecesse. Amanhã havia mais.

Não queria voltar atrás no tempo porque a minha vida é confortável hoje. Mas lembro-me com carinho  desse tempo. Boas memórias dos dias em que a palavra preocupação não me dizia nada. Dias em que a maior responsabilidade que tinha era garantir que as bonecas ficavam arrumadas quando acabava de brincar.

------ Gostar da Página ------

----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

--------Instagram--------

------Blogs de Portugal------

----- Seguir no Bloglovin -----

Follow

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

------- Mais sobre mim -------

foto do autor

------------ Arquivo ------------

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D