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Em busca da felicidade

Asma minha, asma minha, tens a mania que és espertinha

Lá fui fazer os exames que o doutor mandou. (sou moça muito bem mandada)

Metem-me num cubículo cheio de tubos (e eu a pensar que vou fazer testes para a NASA). A moça (muitíssimo simpática adianto já) explica-me tudo. Que tenho que respirar pelo tubo, que tenho de respirar normal, depois à pressa e por fim inspirar muito e botar tudo cá pa fora.

Eu a pensar que cuspir o ar uma vez, que notavam a minha desgraça...mas não. Eis que tive de repetir tudo 3 vezes. E porquê? Não sei. Talvez porque 3 foi a conta que Deus fez.

Sopra, sopra. Inspira, inspira. Sopra com mais força. A dada altura já parecia que estava a treinar para a minha próxima festa de anos e que a vela do bolo ia ser uma daquelas que se compram em Fátima do tamanho da pessoa. Tal não era o ar necessário para apagar aquilo.

Pois que não estava a largar o ar todo cá dentro.

Ora com certeza que não. Quem me conhece sabe que sou forreta e refundo sempre qualquer coisa. Até ar (provou-se hoje).

Inspira deste tubo com uma cena qualquer. Agora vamos encolher p'ái os brônquios. Sopra outra vez. Foi um festival de sopros que nem vos conto. A dada altura já estava tonta.

E eu sempre dentro do aquariozinho.

Acabamos e a moça dá-me três bombadas de uma coisa para dilatar os brônquios que estavam apertadinhos com a outra porra que tinha inspirado antes.

No fim das contas conclui-se que a minha asma é mesmo de sua dona. Uma autentica selvagem. Diz que a tipa quando tá ssssugadita não se acusa, não chateie, não moi. Agora quando é acicatada aparece e mostra a garras.

Com o quê, não se sabe. É um mistério. Devem ser lá as coisas que lhe mexem com o nervoso.

De qualquer modo, penso eu cá c'os meus botões, que são muito espertos e bons conselheiros, que o melhor é ver-me livre de tudo o que acicate a tipa.

Por isso a partir de amanhã vou mandar acabar com a humidade da manhã, com a humidade do fim do dia. Vou mandar desligar todos os ares condicionados, do trabalho, do carro e do centro comercial.

Q'eu cá não quero nada a acicatar-me a bicha, que é sensível mas tenho de viver com ela.

rrruuurrruun rurururnnnr....cá festinha!

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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