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Em busca da felicidade

Até parece uma nave! É o que é!

 

Eu e o Nuno somos dois sovinas do pior. Quem nos conhece sabe bem disso. Ele bem pior que eu, contudo ambos forretas assumidos. Por isso até meados no ano passado tínhamos ainda os mesmos carros velhos de sempre. O Nuno o seu Mercedes azul claro de 1991 (sim, não é gralha, de facto de mil novecentos e noventa e um (verificom neste preciso momento que ainda sei soletrar um numero o que me deixa deveras feliz), em resumo tinha um carro pouco mais novo que sua legitima esposa, moi-même), eu tinha o meu Peugeot de 1999 (mais uma vez não é gralha, mil novecentos e noventa e nove).

Em resumo, em Maio de 2015, ambos ainda dirigíamos viaturas literalmente do século passado, criadas e fabricadas na década de noventa. A Minha mais fabulosa que a dele porque já tinha vidros elétricos e fecho centralizado de portas. A dele mais chique que a minha porque um popó com estrelinha, é sempre um popó com estrelinha (ainda que uma pessoa antes de o conduzir tenha de comer um bife da vazia de 500 gr, tal não é o desgaste no consumo de ferro a que o corpinho é sujeito, particularmente uma alminha como eu que não vê acima do volante).

Com o nascimento da cria chegámos à conclusão - depois de, numa tarde soalheira, a criança se ter desfeito em água porque a porra do carro tinha o ar condicionado avariado - de que tínhamos de abrir os cordões à bolsa. O Nuno, como hiperforreta que é queria gastar o mínimo possível, em resumo, queria comprar um ar condicionado com rodas. Eu, que sou mais gastadona, queria comprar uma coisa mais composta.

Chegamos assim à decisão - depois de ameaças e conversas com insultos da minha parte (sou pessoa que gosta pouco de ser contrariada) - de que compraríamos uma Scenic. Eu cedia no facto de não ser nova.

O Nuno aciona os nossos conhecimentos (que por acaso trabalham na Renault) e ao fim de dias surge a oportunidade de comprar uma bicha semi nova a bom preço, full extras.

O Nuno foi ver a carrinha, ficou encantado, mas explicou logo "minha esposa é que decide" (bem ensinado que está). A minha pessoa vai ver a carrinha. O senhor explica milhentos gadgets que eu não entendi e dei a bichona como comprada depois de clarificar que tinha ar condicionado funcionante e sensores de estacionamento, também conhecidos como "bolinhas que avisam para não esbardalhar a traseira do carro".

Comprada que estava vemo-nos a braços com um carro que mais parece um eletrodoméstico complexo, tal não é o numero de botões que aquilo tem. Uma pessoa olha para o painel daquela m%$&% e pensa que é a porra do cockpit de um avião. Apita por tudo e por nada, explica coisas e fala connosco.

A primeira vez que fui com o pequeno buscar o pai ao trabalho na bicha, a meio do caminho identificou que um dos cintos traseiros se tinha libertado, desata-me a apitar com piscas vermelhos no painel que me ia dando um enfarte do miocárdio debaixo do Aqueduto das águas livres. Uma pessoa fica com a sensação que se vai despenhar. F&%$#-se!

Até hoje não sabemos metade das coisas que a bicha faz. É demasiada informação e fico sempre com a sensação que tinha de fazer um workshop de IT para chegarmos à fala.

De maneiras que, hoje, chegados a casa depois da natação de sôtor, o Nuno, homem nada desastrado, espeta com uma murraça na parte de cima do carro e começamos a ouvir um som deveras semelhante ao trem de aterragem de um avião da Portugalia. Penso que é desta que aquela m$#%&$ vai explodir e vamos todos com o caraças.

Não!

Foi só o tejadilho (ou lá como se chama a porra do tecto do carro), que afinal não só abre por dentro para deixar entrar uma luz maravilhosa e fazer com que uma pessoa possa ir ver as estrelas sem levar com a mosquitagem mantendo-se confortavelmente dentro de sua viatura, como também permite abrir.

"E até tem rede mosquiteira!" A alegria deste homem é manter a bichesa longe.

De modos que é assim. Hoje, ano e meio depois de nos apropriarmos de tremendo veiculo, descobrimos mais uma das suas facetas. Tenho a ideia que para o ano ainda descobrimos que aquela porra, com jeitinho, plana na água e andámos a mamar com as filas da 25 de Abril porque somo otários incultos!.

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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