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Em busca da felicidade

Bolinhas de sabão

Hoje foi dia de levar o campeão à vacina. Às vezes não sei bem se é ele que leva a picadela se sou eu. Normalmente é o pai que o segura, eu estou mais ansiosa que ele para que o momento acabe, e, segundo dizem, não devemos passar isso para eles. Então, fico de fora, deixo o pai segurar e a enfermeira fazer o trabalho dela. Eu fico para o entretenimento, para o mimo, para os beijinhos e abraços e para prometer que já acabou.

Hoje quando entrámos vi logo o brinquedo de fazer bolas de sabão, não sei como se chama aquilo, sei que é pequenino, parece um tubo, tem uma bolinhas que fazem barulhos em cima e que me faz lembrar de quando era menina e ia passear com a minha mãe à Baixa. Apanhavámos o cacilheiro em Cacilhas e lá estava sempre à entrada uma senhora velhota a vender nogat, uns chocolates de papel amarelo com o desenho de uma vaca - nunca mais vi esses chocolates e juro que às vezes tenho desejos - e os brinquedos de fazer bolinhas. O que eu gostava daquilo!

Quando aqui à tempos vi numa loja tive de comprar um para o campeão. É capaz de estar tempos a olhar para as bolinhas de sabão, a tentar apanha-las e às gargalhadas quando rebentam.

Por isso quando entrei no consultório vi logo um que estava em cima de um armário. Pensei pode ser a nossa safa. E foi. 

Assim que o pai o segurou para a primeira vacina lá vieram aquelas lágrimas enormes e gordas pela cara abaixo, mas depois, um colinho, um miminho e umas bolinhas de sabão resolveram a coisa, quando começou a ver as bolinhas a pairar as lágrimas deram lugar ao sorriso e soltou umas valentes gargalhadas. As vacinas foram o que normalmente são, nem nós os crescidos gostamos de as apanhar, fugimos das agulhas a sete pés, que se dirá de um querubim com pouco mais de um ano.

Voltou para uma segunda e felizmente teve o mesmo desfecho que a primeira, depois das lágrimas, lá veio a gargalhada fácil. A alegria com as suas bolinhas de sabão.

É o que vale, de vez em quando o coração aperta, mas vamos sempre tentando encontrar formas de arranjar uma gargalhada pelo meio da confusão. Valem pela vida!

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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