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Em busca da felicidade

Cá em casa comem-se ovos de galinhas galdérias

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Tenho esta coisa em mim de gostar de coisas que vêm da natureza. De coisas que não foram produzidas com substâncias inventadas num laboratório qualquer, compostas por elementos cujos nomes não consigo pronunciar. Entre gastar 30 euros num creme que diz transformar-me numa outra pessoa e 35 noutro que não foi testado em animais, produzido com coisas de nomes pronunciáveis, até conhecidas, cuja embalagem não é assim tão apelativa e não promete fazer de mim a Jennifer Lopez, prefiro sempre o ultimo. Gosto de ir ao Celeiro ou à Terra Pura e descobrir mais esta ou aquela coisa que faz bem a isto ou aquilo, ou que por e simplesmente não faz mal a nada.

Hoje foi dia de comprar algumas coisas habituais e de experimentar outras novas. Vamos ver qual é a aceitação cá em casa. Sei que a maioria das coisas são mais caras mas gosto de acreditar que estou a fazer um investimento para o futuro e mais tarde poupo em medicamentos. As coisas embaladas, "trabalhadas", chamemos-lhe assim, são sempre mais caras, até porque a natureza não foi feita para produzir em massa e os bens são feitos para consumir de facto, não para desgastar culturas com produção massiva e depois deitar ao lixo, como muitas vezes acontece quando é demasiado acessível e não custa comprar outra vez. Por outro lado os ingredientes frescos não são assim tão mais caros, estamos sempre habituados a que o que tem o rotulo BIO seja mais caro, mas neste caso nos legumes e frutas confesso que não sinto de forma significativa a diferença. Ela existe mas não é por aí além.

Para casa trouxemos o Despertar de Buda, que já tinha curiosidade em experimentar, o óleo de coco que dizem ser maravilhoso, até para limpar dentes, e farinha de coco para experimentar umas panquecas com um ar delicioso que a minha querida Filipa Gomes postou no Facebook dela.

Mas o que é que tudo isto tem a ver com as galinhas galdérias?

À primeira vista, nada. Se pensarmos um pouco, tudo.

Cá em casa comem-se ovos à séria. Os hoje chamados de "biológicos" mas que mais não são do que ovos postos por galinhas criadas ao ar livre, bem alimentadas e verdadeiramente felizes. Nós somos uns privilegiados porque temos ovos de borla de galinhas criadas pela sogra e a irmã da sogra. São umas galdérias (as galinhas, atenção!) conhecidas pelo nome próprio, bem constituídas, de boas feições e alimentadas a tudo o que há de bom. Que bicam a terra e apanham minhocas, comem milho e fruta, convivem com a outra bicharada. Enfim galdérias alegres!

No outro dia uma pessoa que me é muito querida perguntava-me como é que a minha quiche estava tão amarela. A ciência está nos ovos das galdérias que são mais amarelos e saborosos.

Sei que nem todas as galinhas vivem nas condições destas malucas, se calhar nem mesmo as que põem os ovos biológicos que compramos nessa condição. Contudo viverão certamente melhor que as desgraçadas que apenas conhecem a vida numa gaiola, a por ovos dia sim dia sim, sem penas, sem condições, fechadas em cubos de arame sem nunca saber o que é a terra.

Quando não tenho ovos das galdérias compro dos biológicos e certifico-me que dizem de forma bem clara que são de galinhas criadas ao ar livre, de outra forma não os quero cá em casa. Não se come ovos come-se outra coisa, mas não gosto de sentir que compactuo com a dor, a privação de liberdade, a privação de por e simplesmente poder ser aquilo que a natureza quis que nascesse para ser.

Não sou fundamentalista. Como carne e gosto, ainda que tivesse deixado de comer por mais de 5 anos da minha vida e posteriormente regressado. Como produtos de origem animal, mas gosto de procurar aqueles que não envolvam a privação do ser. Comer carne, comer ovos, faz parte da cadeia da vida. Impedir que os animais vivam em condições, já não.

Por isso galdérias da minha vida obrigada pelos ovos maravilhosos que mandam cá para casa. São uma maravilha, não sei se porque vocês comem tão bem se é a vossa alegria de galdérias reflectida em tons de amarelo e branco.

 

Nota: as galinhas e o Celeiro ligam-se na medida em que me lembrei de escrevinhar isto quando estava no Celeiro a comprar umas coisas do bem.

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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