Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Em busca da felicidade

Cá em casa não há só comida saudável

 

Este fim de semana estava a arrumar as compras e dei comigo a olhar para a minha despensa: farinhas alternativas, linhaça, conservas, quinoa, frutas diversas, tapioca, pickles, batatas doces, batatas, cebolas, alhos, batatas fritas, gomas, um pacote de pipocas.

Podia estar aqui até amanhã a descrever cada item que tenho na minha despensa. Não vou fazer isso porque não há pachorra. É verdade. O que interessa para o que tenho a dizer termina com os últimos três itens a que me referi: batatas fritas, gomas e pipocas. Não são, de maneira nenhuma, a coisa mais saudável do mundo. Mas também este não é um blog de comida saudável e de uma gaja fit. É antes um tasco de alguém que se vai esmifrando para conseguir ter uma vida mais ou menos saudável.

 

Nesta vida já fiz dietas de muitos tipos. Confesso que nunca me meti naquelas coisas dos batidos, nem me deu para comer só uma tipologia de alimento por dia; como uma colega minha, que passava um dia a comer ananás. Houve uma fase em que, de facto fechei a boca, mas normalmente sempre consegui melhores resultados com exercício regrado e menos horas de befe sentado no sofá do que com cortes extremos na minha alimentação.

 

Depois de o miúdo nascer andei numa fase de cortar com muita coisa: açúcar, farináceos, glúten, lacticínios, etc. Não tenho qualquer intolerância, pelo menos que conheça, e mesmo assim decidi eliminar muita coisa. Senti-me bem, não posso dizer que estive a cair aos pedaços, mas falta o prazer. Falta o prazer de uma pasta com camarão e queijo da ilha derretido. Falta uma boa mousse de chocolate caseira. Falta um balde de pipocas a ver um filme com o marido ao fim de semana, enquanto o puto dorme a sesta.

 

Há comidas que me fazem falta. Que me fazem mais feliz. Que fazem parte do meu equilíbrio. Aprendi com as coisas que experimentei novas formas de cozinhar. Obriguei-me a criar novas formas de cozinhar, descobri novos alimentos. E isso foi muito bom. Mas pára aí: na aprendizagem. No envolver o que se aprendeu de novo na minha vida e seguir sem fundamentalismos. Sem as obrigações de que agora só como isto e daqui a nada só como aquilo.

Para mim, e eu sirvo de exemplo apenas para mim mesma, é necessário um equilibro, e esse passa por comer algumas coisas «nefastas» para bem da minha sanidade mental.

 

2 comentários

Comentar post

------ Gostar da Página ------

----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

------Blogs de Portugal------

----- Seguir no Bloglovin -----

Follow

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

------------ Arquivo ------------

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D