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Em busca da felicidade

Coisas que só acontecem com o avô Augusto

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Passámos o fim de semana se choco. Eu ando a antibióticos. O pequeno ainda tem tosse. O Nuno está a passar pela bicha agora.

Pensámos em passar os dias entre a cama e o sofá, como uma espécie de lesmas. Até que no sábado o dia começou às 4h 55 minutos. O pequeno de pé na cama dele aos saltos. Pronto para o um dia cheio de vigor.

Às 8 da manhã estava roto e pronto para uma sesta. Eu fiz-lhe companhia. Foi uma das coisas boas a que o meu corpo se habituou depois de ser mãe. Sou pior que um navy seal no que respeita ao sono. Sou literalmente capaz de dormir em qualquer lado e a qualquer hora.

Não se pode dizer o mesmo do pai, coitado, que passou o dia a arrastar-se pela casa.

- Hoje vai dormir aos avós.

Tinha de ser. Estávamos de rastos e precisávamos desesperadamente de uma noite de sono em condições.

Eram 18 horas e estávamos nos meus sogros para entregar o sôtor.

Rotos, ainda fomos limpar a casa antes de nos espojarmos no sofá por menos de meia hora até percebermos que estaríamos muito melhor na caminha.

Dormimos o soninho dos justos mas mesmo assim levantámo-nos às 7h 30 porque o sôtor tinha natação de manhã.

Pouco mais de meia hora depois recebemos uma chamada dos avós, estava a dormir uma valente sesta. É que tinha acordado às 5 da manhã e agora estava cansado.

Fez aos velhotes o mesmo que a nós.

Velhaco de uma figa!

Não houve natação e nós não voltámos para a cama. Ficámos a arrumar o que faltava.

 

Com isto de andar com os micróbios às costas, há mais de 2 semanas que não víamos o meu pai. Que o neto não via o avô mais cromo e que o avô só sabia do neto o que lhe digo todos os dias ao telefone. Andamos cansados demais para almoços ou jantares, mas para um lanchinho arranja-se qualquer coisa. Até porque também tínhamos de ir comprar mais uns pijamas de verão para o artista.

Fomos buscar o avô Augusto eram 18 horas.

 

Depois da voltinha do costume pelo shopping vamos ao lanche.

- Eu quero um prego.

Diz o Augustinho. Coisa que eu e o Nuno estranhamos, normalmente é um pisco.

- Muito bem. Vão lá vocês buscar o prego que eu peço aqui duas tostas.

Apanhei uma seca do caraças à espera da tosta e quando chego à mesa está o sôtor agarrado a uma batata frita.

- Tentei dar-lhe mas o gajo não aceitou. Foi o Nuno que lhe deu.

Diz rapidamente o Augustinho. O Nuno calado.

Olhei para o tabuleiro do avô cromo e percebi que tinha as batatas divididas. Umas com sal para ele e outro monte sem sal.

- Comes essa, mas já chega.

Digo eu ao Sôtor.

- O quê?! Deix’ô comer pelo menos mais 2 ou 3. Já pus de lado.

Tinha um monte!

Não digo mais nada. Um dia não são dias e a ultima coisa que preciso em cima das noites mal dormidas e dos micróbios é uma criança em lágrimas e um velhote amuado.

 

Depois de deixarmos o Augustinho em casa e arrancarmos diz-me o Nuno:

- Sabes que não fui eu que lhe dei a batata?!

- O quê?

- Abaixei-me para ir buscar o iogurte e quando levantei a cabeça o Augusto já lhe tinha dado a batata. Estava a temperar com sal as outras para lhe dar. Porque as batatas são melhores com sal. Foi porque eu lhe disse que ele não podia comer as batatas com aquele sal todo que ele pôs um monte de parte.

É isto! O Augustinho em pleno.

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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