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Em busca da felicidade

Completamente de rastos

 

Aparentemente estava melhor. A febre parecia controlada, até tinha lanchado e estava bem disposto a brincar. De qualquer forma falámos com o pediatra que nos disse que para a idade e peso que ele tem a gramagem do Ben-U-Ron que estava a tomar já não era suficiente. Antes de chegarmos do trabalho ainda passámos na Well's para comprar o que fazia falta.

Chegamos a casa e está todo bem disposto, toma banho, farta-se de brincar e a chata da febre parece estar para trás. Quando o sentamos para jantar recusa comer. Estranho. Insistimos com todas as artimanhas que conhecemos e nada. Medimos-lhe a febre. Outra vez quase 39º. Merda, merda merda. Damos-lhe a fruta, que aceita sempre. Eu vou tirar-lhe o Body para arrefercer e o Nuno vai a correr comprar o Brufen para podermos intercalar.

Penso que enquanto esperamos que o pai chegue, para o manter entretido, o melhor seria ir até à sala e ver um bocadinho de televisão, ao menos ficava entretido.

Quando estamos a entrar na sala olha para mim e com um ar de quem sabe que qualquer coisa não está bem, projeta toda a manga passada que tinha comido. Havia manga por todo o lado. Quase entrei em pânico, quase liguei ao Nuno aos gritos, mas não. Desta vez decidi resolver as coisas com mais calma...e de facto foi o melhor. Ele vomitou e ficou melhor.

Quando o Nuno chegou demos-lhe o Brufen, a febre desceu e podemos todos ir descansar um bocado, mas não muito.

Tinha posto o despertador, mas o cansaço era tal que não acordei, só dei conta quando o Nuno me abanou a avisar que o pequeno estava outra vez a escaldar. 38º e tal outra vez. Já eram horas por isso demos-lhe o Ben-U-Ron na quantidade certa.

Ou talvez mais que certa.

Porquê?

Porque ao dim de menos de meia hora estava totalmente acordado, com a pilha toda, a febre baixa e com fome. Bebeu o leite dele e bora lá levantar que já é dia.

Eram 2:30 da manhã quando lhe demos o supositório. Deitámo-nos passava das 5 da manhã. Percorremos a casa a comentar tudo. Lemos os mesmos livros mais de 15 vezes. Vimos a publicidade dos velhos. Ele chateou-se vezes sem conta, estava acordado, com birra de sono mas a recusar dormir. Eu chateei-me com ele em menor escala, afinal de contas sou crescida, mas também estava com birra de sono e eu, ao contrário dele queria ir dormir. Para além disso não me apetecia nada que o vizinho de baixo viésse cá a casa reclamar porque estavamos a martelar o chão com um comando às 4 e tal da madrugada.

Desistimos de fazer as coisas da forma tradicional e fomos ao ultimo recurso. Vestimos-lhe um casaco, vestimos uns trapos e metemo-nos no carro. Eram 5 da manhã, vespera de feriado e, com excepção de padeiros, pasteleiros ou malta que vinha da disco, eramos os unicos na rua.

Ao fim de menos de 10 minutos já ressonava.

Voltamos para casa, deitámo-lo, eu comi meio pacote de bolachas porque não tinha pinga de açucar no sangue, e fomo-nos deitar. Devidamente aninhados a cada canto da cama que o patrão estava feito cristo ao centro.

Podia ter dormido até às 13 da tarde, mas diz que já estava descansado às 08:30. Por isso a alvorada foi a essa hora.

E assim cá ando, aos caídos pela casa.

Sabem aquela coisa de que os mininos (em particular os meninos) a determinada altura só querem a mãe? Ontem tive momentos em que desejei ser o pai, é que já sentia as hernias discais a formarem-se-me no lombo.

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