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Em busca da felicidade

Concorri mas não ganhei #2

tempo.jpg

 

(O texto que se segue é original, da minha autoria e totalmente ficcionado, escrito para um campeonato de escrita criativa em que participei)

 

Tempo. O que é o tempo? Para que serve o tempo? Como se conta o tempo? O tempo.

Se perguntasse a um cientista iria dizer-me que o tempo é a soma dos segundos, que resultam nos minutos, que acabam nas horas, que formam os dias, que compõem as semanas, que se transformam nos meses, que resultam nos anos sempre iguais.

Dir-me-ia que o tempo serve para contar e organizar, para sabermos onde temos de estar a cada momento. Para sabermos quando começa e acaba o dia.

Para mim o tempo é um Foda-se gigante. Raras são as vezes que olho para o relógio e não digo Foda-se, já são estas horas.

O tempo é um ditador que inventou um objeto com ponteiros para nos perseguir. Aquele que diz que quando o ponteiro está nas nove tenho de estar no trabalho em vez de deitada na minha cama ou espraiada ao sol.

Para mim, que sou uma sentimental e que mandava à fava qualquer cientista, para mim, o tempo devia contar-se em momentos. O momento em que beijei com paixão pela primeira vez, os momentos em que senti o sol escaldar a minha pela nas tardes de praia. O momento em que vi o meu filho pela primeira vez, o momento em que soube que eras o amor da minha vida.

O momento em que disse “sim”.

 

Levanto-me de manhã e lavo a cara. A que traz a rugas marcadas pelo tempo a passar por mim. Olho-as e conto o meu tempo em momentos.

Depois o alarme do telemóvel toca. O ditador outra vez. Tira-me do tempo contado em momentos e lança-me nesta vida de tempo em ponteiros.

Foda-se, já passa das nove!

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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