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Em busca da felicidade

Concorri mas não ganhei #6

(O texto que se segue é original, da minha autoria e totalmente ficcionado, escrito para um campeonato de escrita criativa em que participei)

 

Para a estrela mais brilhante no meu céu

Podia contar-te um mundo de coisas. Explicar-te que a vida é complexa e que raramente se transforma no que esperamos dela. Que existem momentos que nos ultrapassam e redefinem as nossas vidas de formas que nunca antes pensamos ser possível.

Mas quero dizer-te que a vida tem vida própria. Que se move como entende e que, de forma inesperada, como uma bola que curva sem que estivéssemos à espera, nos tira o tapete e nos manda ao chão.

Lembro-me do dia em que desci a rua de Almada de mão dada contigo. Sabendo-me doente, sabendo-te pequena e indefesa. Sabendo-nos precisadas uma da outra.

A bola curva de que tenho fugido. Sei que inevitavelmente me atingirá.

Sonho com o dia do teu casamento. O teu cabelo em cachos debaixo de um véu imaculadamente branco. As curvas do corpo abraçadas por um vestido branco de cetim, costurado por mim. Cada pérola pregada pela mãe orgulhosa.

Imagino-te de canudo na mão. Alcançarás o que para mim jamais foi uma hipótese. Quanto mais um sonho.

Sonho com os momentos da tua vida desde o dia em que te abracei pela primeira vez.

A vida pode ser maravilhosa, porque a vida, meu amor, nada mais é que um aglomerado de momentos. Fazemos deles o melhor que conseguimos. Aproveitamos cada sopro.

Faz amigos. Brinca com as bonecas. Só mais um pedacinho. Pisa as poças que não pisaste até hoje. Rebola na areia da praia. Apaixona-te pelo Manuel que está na carteira ao lado, mas não lhe dês o teu coração. O amor virá mais tarde.

Lembra-te de mim sempre com um sorriso. Não penses nos momentos que podiam ser.

Aprende o que és. Escuta-te. Sê feliz. Que eu sou, feliz aqui dentro do teu coração.

Com amor,

mãe

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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