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Em busca da felicidade

Croissants do Careca e comandos de televisão

Estes últimos dias têm sido dias de novidades. Umas maiores, como os primeiros passinhos, outras menores, aquelas que conseguimos ver quando temos mais tempo, quando estamos mais descontraídos e mais presentes para perceber que alguma coisa mudou. As novidades até podiam já existir, mas a pressa com que vivemos os dias faz-nos perder a noção do pormenor, ou nos larga a mão e caminha sozinho pelo próprio pé, deixando-nos aos dois de boca aberta e em completo êxtase, fazendo parar os minutos e as horas, ou muitas vezes não notamos, quer dizer, se calhar até notamos, só não saboreamos.

É nesses momentos que me sinto mais pequena enquanto mãe, quando alguém me diz que ele já faz alguma coisa, que muito possivelmente já fez debaixo do meu nariz e eu, nada. Não tinha percebido nada. Faz-me amaldiçoar os dias. Depois a neura passa e concentro-me nas coisas novas que vai aprender, nas que vou estar para ver.

É encantador como o mais pequeno dos pormenores é uma conquista, perceber como quando abre uma porta pela primeira vez, olha para nós com completa surpresa isto é assim?! uau. Depois repete vezes sem conta, como que numa mistura de quem quer garantir que percebeu bem e de quem quer guardar na memória a forma como funciona. E nós maravilhados porque sabe abrir uma porta, aquelas coisas que parece que sempre soubemos fazer, voltamos a ser pequeninos e percebemos como começou para nós também. O encanto do saber fazer. 

Este fim de semana foi um fim de semana de pequenas novas coisas, de percebermos que já entende muito mais do que pensamos, fala num russo muito estranho mas já percebe mais português que muita gente crescida que conheço. Prova disso foi a nossa ida ontem a Belém, quando viu o pacote e lhe perguntámos, sentadinho no lugar do meio do banco de trás da carrinha, se queria croissant do Careca, riu e esperneou para que lhe déssemos. Adora. Ficámos, como se costuma dizer (pelo menos na minha terra) parvos. Como é que esta amostra de gente já sabe o que são croissants do Careca?! Eu só soube o que eram depois dos 30 (anos, não meses). Mas a verdade é que vamos lá muitas vezes ao fim de semana e estacionamos no mesmo lugar, esperamos no mesmo sitio para que chegue a nossa vez e, na maior parte das vezes, sentamos-nos no carro a comer os croissants bem quentinhos, normalmente com um Ucal (e sim isto é mesmo programa de gente pobre, eu sei, mas sou mesmo pobre, por isso...).

Nem a propósito de manhã quando fomos à piscina a instrutora disse-nos para começarmos a estar mais atentos, que por estas idades já começam a perceber muito mais do que nós achamos. Como não falam grande coisa - se é que dizem alguma - fazemos normalmente a dedução lógica de que também não entendem, a questão é que o rácio normalmente não é bem nessa proporção, percebem muito mais do que dão a entender. 

O Ghandi, o Chuhuahua miniatura passou a ser mais um coelho cá em casa, afinal de contas agora é perseguido o tempo todo, diz que o campeão o gosta de ver correr e corre atrás dele. A parte extraordinária disso é que o Ghandi de facto está tremendamente anafado e pode ser que agora encontre o corpo esbelto que há já alguns anos está escondido no seu pequeno corpo de mini lontra.

Hoje foi dia das tecnologias. Na brincadeira com o comando demo-nos conta que afinal o tipo já começa a perceber bem a relação entre o comando e a televisão, carrega num botão e olha para o ecrã, espera para ver se o clicar no botão surtiu efeito, se não, toca noutro. E é uma tourada, pior que ver televisão com o avó Augusto, sempre a fazer zapping. Aqui é mais o stop/play, parece que os atores das series estão todos gagos. Foi assim que vimos um pedaço de um Castle hoje à hora de almoço. Mas bom, vejamos o lado positivo, ao menos conseguimos comer o peixinho em simultâneo.

E assim se passou mais um fim de semana, como sempre mais curto do que esperado, às vezes tenho a sensação que o domingo tem menos horas. Ou é isso ou sou eu que olho menos para o relógio...

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----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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