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Em busca da felicidade

Dava-me jeito uma casa com jardim

 

…um pedacinho de jardim nas traseiras de casa, outro nadita de espaço na frente só para pôr uns vasos com flores. Dão cor à casa, alegram à vida e transformam os dias numa coisa menos cinzenta. 

Queria tanto ter uma casa com jardim, podia ser um espaço pequeno, só com um nadita de relva, uns canteiros de flores e um espacinho para plantar alfaces e morangos, sem pesticidas e outras coisas más que contrariam o bem que os frutos fazem. Gostava de abrir a portada e de manhã poder respirar o ar fresco do dia sem descer escadas ou andar de elevador, deixar os cães darem uma volta lá fora enquanto, ainda embrulhada no meu robe, bebo o meu galão e mordo uma torrada.

Gostava tanto de ter um churrasco, grelhar peixe o verão inteiro, ou mesmo sempre que São Pedro não manda chuva, esse malandro. Sem fumo em casa e numa grelha a valer, com menos coisas para limpar e mais saladinhas para acompanhar. Gosto tanto de um peixinho grelhado.

Se tivesse uma casa com quintal arranjava um gato. Sei que não são animais de exterior, mas se tivesse uma casa com jardim teria mais espaço e com mais espaço podia ter um gato. Podia ser que se arranjasse um tipo manso, dos que toleram festas dos donos, um que ronronasse à nossa chegada e que afugentasse as osgas do jardim.

Ao fim de semana se não houvesse frio tomávamos o pequeno almoço no alpendre cá fora, fazia panquecas. Com doce caseiro, mel verdadeiro e um chocolate acabadinho de derreter. Uma mesa de madeira e uma toalha de algodão branca ou creme. O pequeno almoço longo, sem pressas, a contemplar o dia e a deixar que o quentinho do sol nos avivasse a alma, nos curasse dos desgostos da semana, recuperar a energia e quem sabe fazer alguma fotossíntese.

Hoje é um daqueles dias em que desejo mais que nos outros ter uma casa com jardim, o Nuno não tinha descido e depois subido 3 andares para dar a volta ao prédio e passear os cães quando já estamos atrasados desde que o despertador tocou, bastava abrir a portada e deixa-los sair para o jardim. Quando chegássemos ao fim do dia logo fazíamos um passeio maior. Não tínhamos descido carregados de sacos, como quem vai passar 2 semanas fora, tinha um de nós descido à garagem e, sem precisar de mais um casaco, guardado as malas no carro. Amanhã levantávamo-nos à hora que fosse, comíamos o pequeno almoço a apreciar o sol, depois um levantava-se para passear na relva com o pequeno que ainda precisa de um apoio aqui e ali. O outro ficava refastelado, como um espectador que assiste a um filme de comedia enquanto absorve a dose diária recomendada de vitamina D.

Era assim, se um tivesse uma casa com jardim…dava-me tanto jeito….alegrava-me cá dentro.

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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