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Em busca da felicidade

Deixar viver a criança que tenho cá dentro

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Para uma boa parte das pessoas que convive comigo no dia a dia eu sou uma pessoa um tanto ou quanto sisuda. Não sou de muitas gargalhadas e não sorrio a toda a gente que passa. Especialmente se quem passa é alguém por quem não tenho especial apreço. Ah, e não faço favores. Não falo com um sorriso no rosto a pessoas que no dia a dia baixam a mona quando eu passo e que depois perante amigos e conhecidos abrem a bocarra num grande sorriso para dizer “Olá” como se nos adorássemos.

Mas, apesar de me manter séria porque o meu trabalho a isso obriga sou na verdade uma criança por dentro. Uma criança que vibra com parques de diversões, desde que não envolvam coisas com alturas porque me borro toda. Uma criança que adora tudo o que é colorido, se perde com o material escolar dos mais pequenos e que vibra num recinto cheio de gomas.

Não sei se mantive a criança viva cá dentro porque numa boa parte da minha infância tive de ser mais crescida que muita gente é hoje com trinta e tal, se porque a minha mente se recusa a viver num mundo cinzento.

Um mundo em que os crescidos não comem estrelitas, viram as costas às gomas e não podem ter canetas com bonecos que escrevem de várias cores.

Gosto de deixar esta criança viver. Aliás acho que é a Cátia de 10 anos que tenho cá dentro que puxa por mim. A que lia avidamente os poucos livros que tinha uma e outra vez. A que sonhava em ser coisas. A que era uma das melhores alunas da turma e que comia relva para ter sempre a nota mais alta possível, só certos. A que acreditava que as coisas têm sempre solução. A que apesar de apreensiva com gente que não conhecia acreditava sempre que as coisas tinham solução. A que não sabia que as calças das amigas valiam mais que as suas e que tomou por mais valiosa que todas a primeira Barbie que recebeu. A que veio numa caixa simples e teve um vestido feito só para ela. A que transportou dentro da sua mala da escola para as aulas no dia do seu 9 aniversário, ainda dentro da caixa para nunca se estragar, para ninguém amachucar. A que se mascarava e adorava o carnaval. A que ficava preta de queimada no verão e não tinha medo de nadar até aos barcos. A Cátia que não pensava nas mil formas de alguma coisa poder correr mal, porque a vida tem sempre solução.

Às vezes perco essa Cátia e só encontro a crescida. A que só vê os problemas e pouca vontade tem de se rir. Como se a Cátia miúda cheia de vontade de viver se perdesse algures no mar da minha mente. Mas essa Cátia era rija, a mais rija de todas, bate-se por todos os lados e volta sempre à tona.

Esta semana fui comprar umas coisas para o meu pequeno, encontrei um caderno do Grumpy Cat, não resisti e comprei. Vi um estojo com caneta, lápis, borracha, afiador e régua. Tive de trazer tudo.

Agora levo para as reuniões. Eu em salas com gente mais ou menos importante, o meu caderno a dizer “I was happy once, it was awfull” e melhor ainda a minha caneta a dizer “Go Away”.

E divirto-me com a ideia do que pensam.

Acho que é a Cátia gaiata que está de volta. A ver a vida com olhos de rir.

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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