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Em busca da felicidade

Desculpem lá a minha bipolaridade

Há dias em que acordo sem vontade de fazer nada. Há dias em que acordo com a sensação de que o dia é igual aos outros e depois, sem que nada de especial tivesse acontecido, perco a vontade que normalmente tenho para as coisas. Como quando ouvimos a mesma música vezes sem conta, a principio adoramos, depois habituamo-nos e já sabemos a letra de cor, até que chega o dia em que já nos irritam os primeiros acordes.

Nesses dias, ou nesses momentos, ou nessas horas, nessas frações de segundo parece que as coisas não fazem sentido. Não vale a pena rir que o dia está cinzento, não vale a pena a piada porque um pode não gostar, que interessa se os outros nove se divertem. Nesses dias, nesses momentos as expectativas aparecem sempre para dizer que estão aquém do esperado.

Uma espécie de bipolaridade ocasional que me assalta quando há mais cansaço. Quando as noites são mais curtas e piora nas intermitentes.

Porque a vida é mesmo assim, dizem, feita de altos e baixos. Eu preferia que fossem sempre altos, que tivesse sempre a coisa certa para dizer, que isto fossem só sorrisos e fotografias de qualidade.

Mas diz que não.

Se calhar é mesmo bipolaridade. Se calhar é porque sou gémeos. Se calhar é porque estou cansada. Porventura porque estou viva e ainda sinto as coisas.

Mas escreves para dois gatos pingados?

Pois escrevo para dois gatos pingados. Mas os meus gatos pingados são tão bons gatos pingados. Dos que voltam e dizem “não sejas parva, ó palerma, conta lá a próxima atrocidade que tens nessa cabeça condenada”, e eu fico sensibilizada. Porque não me conhecem, porque nunca me viram, nunca lhes salvei o cão, nem dei uma mãozinha com os sacos das compras e ainda assim dão-me uma mãozinha a mim nestes dias de carrancudice aguda.

Por isso desculpem lá a minha bipolaridade, a minha pouca capacidade para gerir expectativas, é que nasci com um pé nos sonhos e outro na realidade. Às vezes o equilíbrio falha.

 

(ninguém me disse a frase disparatada acima mencionada, isso é parvoíce que só podia sair de minha cabeça)

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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