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Em busca da felicidade

Diga não ao abandono

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Chegou o verão e com ele as coisas que mais gostamos. O sol, o calor, as roupas coloridas e leves, as férias grandes da escola, as sardinhadas e as saladas. Os pequenos almoços tomados na esplanada. Os passeios à beira mar e claro, aqueles 15 dias, aquele descanso com que sonhamos o ano todo. Aquele pedaço do ano em que vamos para um sitio diferente, talvez com piscina ou perto do mar, quem sabe com pulseira e tudo incluído. O nosso tempo. O tempo de descansarmos das obrigações do dia a dia.

Mas com o verão também chegam coisas más. Invariavelmente, e por mais que eu tente dar voltas à cabeça não consigo perceber, ainda há, nos dias que correm, com toda a informação, com todos os pedidos…centenas, senão mesmo milhares, de animais abandonados.

Ter um cão, ter um gato, ter uma tartaruga é exactamente a mesma coisa que ter mais um elemento na família. Com características diferentes, é certo, não digo que amemos os nossos cães como amamos os nossos filhos. É diferente. Bem sei. Mas é família. E na família ninguém fica para trás.

É assim que entendo. Como dizem nos desenhos animados. Na família ninguém fica para trás.

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Quando pensamos em ter um cão. Falo de um cão porque são cães que tenho. Podia aplicar-se também a um gato. Ou a qualquer outro animal. Quando temos na família um quatro patas, temos de saber das condicionantes. Que quando vamos de férias é possível que não venha connosco, dependendo do sitio para onde vamos. Que se calhar temos de arranjar um hotel para ficar, ou quem sabe pedir aquela pessoa amiga ou de família que tome conta enquanto estamos uma semana fora. Faremos o mesmo pelo amigo quando for a vez dele. Se não temos quem nos dê esse apoio, se não temos como pagar um hotel, então levamo-lo connosco. Se calhar assim não vamos para o resort, vamos para uma casa alugada que permita levar animais. Pessoas, vamos de férias na mesma! E isso é o que interessa.

Que raio de monte de esterco é preciso ser para conseguir parar um carro numa auto estrada e pôr um animal que nos ama com todas as forças do seu ser do lado de fora?! Fechar a porta e deixa-lo ali, assim, a correr a trás do carro.

Só um monte de merda. Corrijo. Um grande monte de merda. Bosta com respiração.

Uma pessoa, melhor ou pior, que defeitos todos temos, uma pessoa não faz uma coisa destas. Alguém que é capaz de fazer isto para mim não é gente. É bosta.

Não podem ter? É pesado financeiramente? Vão ter constrangimentos nas férias que não querem ultrapassar? Então não tenham animais de estimação. Arranjem uma pedra da calçada e façam-lhe festas de quando em vez. É melhor assim.

Quando era miúda nunca íamos de férias. Ficávamos sempre em casa. Íamos para Sesimbra de manhã fazer praia e depois regressávamos a casa. Era para isso que o orçamento dava. Numa das idas demos com um cocker preto pelo caminho. Perdido. O meu pai disse “olha outro”, o senhor de trás já estava a parar para ajudar.

Não percebi o que é que queria dizer com o “olha outro”. Depois explicaram-me. Não associei a nada, só sabia que o queria levar para casa. Não levei. Outra pessoa levou.

Marcou-me de tal forma. Que alguém tivesse deitado fora o seu cão que até hoje nunca me esqueci da imagem.

Um ou dois anos mais tarde ficamos com a Fofinha. Tirada debaixo de uns andaimes de obras. O dono da mãe tinha abandonado a cadela quando a descobriu grávida. Foi o ultimo pedido que a minha avó fez ao meu pai, seu genro. Que levássemos a cadelinha para casa, doía-lhe o coração vê-la ali, assim.

Foi a minha melhor amiga durante 13 anos. Estive com ela até ao ultimo suspiro, ou até a minha prima me arrancar da sala. Que eu não conseguia dizer adeus.

Não entendo. Não entendo quem abandona, quem devolve. Não entendo e Não quero entender.

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Por isso nada de pedidos, é mesmo à bruta, e como disse o Por falar noutra coisa

 

Este ano não sejas filho da puta…diz não ao abandono.

 

 

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----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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