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Em busca da felicidade

Dilema de pobre #5

 

Este fim de semana falávamos na possibilidade de contratar alguém para vir cá a casa ajudar com as limpezas. Andamos de rastos e precisamos mesmo de tirar coisas de cima. Por isso as limpezas pareceram-nos a melhor opção. O passar a ferro da roupa já é um serviço externalizado, as senhoras vêm cá buscar a roupinha amarfanhada e trazem toda direitinha. Agora é arranjar alguém que entre com isto feito num oito e faça parecer que nada aconteceu quando chegarmos ao final do dia.

É que ainda este fim de semana parecia que tinham largado uma granada em cada assoalhada. Por cada divisão que sôtor passa, é o resultado de um tornado que deixa.

Assim queríamos uma coisa tipo, plim! Nunca esteve desarrumado.

Passado um pedaço de tempo da nossa conversa diz-me o homem:

- Sabes o que é esquisito?! É que agora só me ocorre que já que vem cá alguém devia dar um jeitinho às coisas para ficarem mais compostas.

Nada tenho a acrescentar a isto. Respiro e inspiro devagar.

Pobre é pobre e terá sempre dilemas mesmo que esteja carregado de bago (que não é o nosso caso, faço desde já notar). É assim. Até pode ganhar o Euromilhões, mas continua a levar o pastel de bacalhau para a praia, só que vai ser feito de bacalhau Rriberalves, frito em óleo Fula - casta de 1970 - e guardado em tupperwares de verdade e não os tapaveres comprados numa loja de chineses.

Ninguém limpa a casa do pobre como o pobre. Ninguém tem a mesma atenção ao rodapé, ninguém limpa a tela da TV com o mesmo gosto e jamais andará com os moveis a rojo para limpar as pequenas partículas que lá se acumulam por detrás.

O que vale é que eu nasci pobre mas com aspiração a rica e não me incomoda nada que a senhora cá venha com as coisas por limpar. Afinal de contas é esse o propósito. Até me pode chamar badalhoca na minha ausência desde que eu, quando chegar a casa, constante que a senhora paga é asseada.

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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