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Em busca da felicidade

E depois fui comprar os medicamentos

 

Depois da consulta fui comprar os medicamentos. Quer dizer, deixem-me lá dizer a verdade, o Nuno obrigou-me a ir comprar os medicamentos. Que eu por mim tinha feito isso hoje à hora de almoço.

Chegados à Quinta passámos na farmácia principal. O Nuno fica no carro e eu vou aviar a receita (já disse que gosto desta expressão? Faz-me lembrar as velhotas).

Entro e a máquina das senhas está avariada. Boa! Pensei. Normalmente quando não há senhas é porque vai haver merda. Há sempre uma coisa para substituir a outra. É que há sempre alguém com uma vida mais atarefada que a dos outros, tão atarefada que não tem tempo para ser educada, então vai de passar à frente.

Mico quem está à minha frente, para não ser "comida" por quem venha a seguir e, naturalmente aguardo.

Como sou uma pessoa que atraí todos os cenários estranhos aparece uma velhota, a falar comigo como se eu estivesse do outro lado do quarteirão. Ao que parece não estava a perceber que a máquina estava avariada e eu estava ali para esclarecer. Esclareci, prestei esse serviço à farmácia e nem desconto me fizeram nos produtos.

A coisa vai andando sem problemas ou tentativas de passar à frente e chega a minha vez.

É que aquela farmácia é muito boa e tem muita coisa e tudo e tudo, mas, há sempre um mas, demoram tanto tempo para atender cada pessoa... não sei se é qualidade de atendimento se param para ler as bulas todas, não sei.

Entrego as receitas. A senhora desaparece lá para o mundo dos comprimidos e supositórios e volta com as três caixinhas. É aí que me ocorre que não perguntei à médica se as 4 gotas que tenho de pôr são para colocar ao longo do dia, se são as 4 de uma só vez.

- Eu não entendo o que a senhora entende do que a médica escreveu. O que eu vejo aqui são 4 gotas. Só devia colocar essa quantidade.

Paro, penso, assimilo e repito.

- Certo, mas o que eu quero saber é se coloco as gotas ao longo do dia ou as 4 de uma só vez.

- Continuo a achar que a senhora está a querer colocar gotas a mais. É melhor colocar a quantidade que a doutora indica.

Tenho um ponto de interrogação gigante na tola.

- Pois.

- Está a ver, é que 4 gotas, 4 vezes ao dia, parece-me muito, mas a senhora é que sabe.

Só pode ser parva, ou então tá a dormir!

- Acha!? Muito?! Nahhh! E eu a pensar em tirar o olho todo, está a ver? E coloca-lo de molho durante a noite. Acho que cabe no frasco.

Ora francamente. Tá tudo tolo ou quê?!

Daqui a nada esguichava cortisona com uma mangueira para dentro da vista!

E é isto. Tive o meu momento interior. Disse apenas à senhora que tinha razão, paguei e vim-me embora. Quando é assim é melhor...é melhor.

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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