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Em busca da felicidade

E graças a Deus que nos comovemos.

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As imagens. Os sentimentos. Os clicks. Os likes. As comoções. E o esquecimento.

Ontem entrou pelo ecrã da nossa televisão, pelo monitor do computador enquanto liamos as noticias no trabalho ou quem sabe até, no smartphone enquanto fazíamos tempo para apanhar o autocarro, a imagem de um menino Sírio de 5 anos. Chama-se Omar Daqneesh, não o perdeu o pai nem a mãe (coisa que não sabia ondem quando escrevi o meu post), mas sentava-se numa cadeira laranja, prostrado, de olhar vazio, sem saber o que fazer. Olhava para a lente de um fotografo que registava para todo o sempre a dor a que uma criança jamais devia ser sujeita.

Ontem todos os comovemos. E graças a Deus que nos comovemos. Porque somos humanos. Porque temos filhos, sobrinhos, enteados, irmãos. O que for. Porque temos uma coisa vermelha cá dentro que bate e nos faz sentir que, por mais louco que o mundo ande isto não deve acontecer.

Há vários meses atrás outra imagem tinha chocado o mundo. Dessa vez era Aylan Kurdi que perdera a vida e jazia inerte com à beira do mar.

Todos nos comovemos porque, lá está, somos humanos.

Ontem a comoção. Hoje a critica pela comoção.

Ainda que perceba ser verdade, que ontem nos lembramos e hoje nos esquecemos. O que se espera que façamos? Lamentamos. Chocamo-nos. Sentimo-nos. Acima de tudo doí-nos porque a imagem registada nos faz lembrar a criança que conhecemos. Faz-nos pensar Foda-se e se fosse o meu filho. E indignamo-nos. Ficamos revoltados. Depois a vida continua. Como aliás continua sempre. Como um comboio sem paragem.

Levantamo-nos, tomamos o pequeno almoço à pressa, deixamos os filhos nos colégios ou com os avós e entramos no carro com uma breve pedindo a Deus e aos Santos que jamais se abata na nossa vida o que vimos ontem.

Lamentamos. Que mais podemos fazer?

Por isso muito honestamente, quem hoje vem para as redes sociais, facebook, twiter, blogs, etc dizer que mais uma vez lá lamentamos todos e que se aproveitou a situação de forma mediática. Não estão a fazer o mesmo? A aproveitar para dizer alguma coisa? Quem quer lamentar, lamente. Quem acha que não se deve manifestar que se cale. Agora vir com a treta de ah ontem coitadinho mas depois falam mal dos refugiados e isto e aquilo.

Todos temos sentimentos. Eu senti esta imagem como senti a anterior. Com choque. Com tristeza. Com revolta.

Porque o meu filho também é um menino de calções e sandálias que vai brincar ao jardim. Porque a imagem é próxima à minha realidade. E o coração aperta.

Depois lembro-me que é só a imagem. Que está longe e egoistamente realizo que não é comigo. Sim egoistamente. Porque só os hipócritas não admitem que a determinada altura, mais tarde ou mais cedo, todos pensamos “ainda bem que não é comigo”.

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----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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