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Em busca da felicidade

E o desmame continua

Inscrevi-me no ginásio a meio de Outubro. Comecei por ir 2 vezes por semana à hora de almoço. Depois passei para 3. Pelo menos na maior parte das semanas. Sempre durante a hora de almoço. Assim garantia que não tinha de sair mais cedo de casa e que não chegava mais tarde. É verdade que a hora de almoço demorava mais meia horita, mas também é verdade que não estava a gozar as duas horas de licença a que tinha direito. Fez-me bem, e continua a fazer, mas isto de ir à hora de almoço tem que se lhe diga. É claro que para pessoas com pouco tempo, como eu, é uma boa solução. Pelo menos para quem tem ginásio porta com porta com o trabalho. Como eu. Mas trás o seu desgaste. Sai a correr do trabalho, pega na saca do ginásio, troca de roupa, tem o treino já na tola e toca de esfalfar por 30 minutos, toma banho, põe o saco do ginásio no carro e pega na marmita, aquece a marmita e come tão rápido quanto possível. Senta-se a trabalhar.

Há um grande alivio pela descarga de adrenalina sim, as endorfinas ajudam como só elas mas ao fim de algum tempo neste ritmo 3 vezes por semana, dá o seu baque. Principalmente quando temos períodos de maior stresse. Com coisas e mais coisas para fazer. Entraos no ginásio literalmente a correr e saimos do mesmo modo. Parece que é tudo um grande treino.

Havia dias em que ia ao ginásio há hora de almoço e só me apetecia voltar ao final do dia. Descarregar a adrenalina do dia na passadeira e depois seguir viagem. A licença também terminou e diz que não convêm alargar a hora de almoço, porque de outra forma convêm ficar até mais tarde para compensar e isso também não dá grande jeito. De uma vez por outra, tudo bem, agora sempre...É que sair às 18 e tal para quem passa a 25 de Abril é o desespero garantido mais que uma vez por semana.

De maneira que lá matutei, matutei e cheguei à conclusão que tinha de se arranjar um meio termo. E esse meio termo é ir uma vez por semana ao ginásio à hora de almoço e outro dia ao final do dia, de preferência à sexta-feira. Ao fim de semana cá se arranja mais qualquer coisa. O moço janta com os avós, os pais vão ao ginásio e comem qualquer coisa antes de seguir para casa, fecham a semana de trabalho e abrem portas ao fim de semana com os ombros menos carregados de tensão.

Temos feito desta forma nas ultimas semanas. Confesso que me custou e na primeira vez senti-me mais mal que bem. Que porra esta de mãe que se queixa de estar pouco tempo com o filho e depois sai de casa às 7 e tal da manhã e quando tem ordem de soltura do emprego em vez de correr para os braços do filho ainda vai laurear a pevide ao ginásio?! Este raio de mãe sou eu, não todos os dias mas pelo menos uma vez por semana. Sou eu porque me sinto melhor comigo, e se estou melhor comigo, tenho para mim que sou melhor exemplo para este pequeno. 

Esta semana não há ginásio à sexta, por isso houve hoje. Sair do trabalho, dar uma corrida, fazer quase 4 km e ainda meter o lombo numas máquinas. Puxar pelo cabedal, enrijecer tudo o que há para enrijecer de maneira a ficar mais composta para o verão.

Chegar para o ir buscar e pensar "porra que já são nove da noite!", subir as escadas do prédio dos avós de ombros baixos porque já é tarde e se materializou na minha mente que passei mais de 12 horas sem o ver. Entrar e dar com ele a ver publicidade, chama-lo e vê-lo a borrifar-se em mim. O que estava a ver primeiro. Tem razão, eu também tive outras coisas para fazer. Perceber que não está chateado e que afinal sempre quer descer as escadas ao meu colo. Chegou a casa e brincou o que tinha para brincar e eu abracei-o tanto quanto me deixou, tentando meter em cada abraço os minutos que se contaram entre o segundo em que o deixei e a hora que regressei.

Com tranquilidade a coisa vai lá, a cabeça vai aceitando melhor e a passinhos de caracol ainda vou acabar por achar isto tudo normal.

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----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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