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Em busca da felicidade

É preciso é ter vontade...ou se calhar não é bem assim

 

O despertador toca às 06:15. Com sorte, se o pequeno na noite anterior se deitou antes das 23 e se por um milagre do Senhor dormiu a noite toda, lá nos levantamos. Acordaremos daí a mais 45 minutos enquanto empurramos um pão com fiambre bucho abaixo. Até chegar ao pão já nos vestimos, já tratamos da higiene mínima de quem não gosta de cheirar a cavalo, já arranjamos a saca para o almoço, lanche e qualquer outro snack necessário a quem está mais de 10 horas fora de casa. Já tratamos da mala do pequeno e já tratámos dos cães.

O pequeno acorda para beber o seu leite, vestir-se e calçar-se. Dois beijos, três mimos e caminho para os avós. 

Aqui, apesar da nossa desenvoltura raras são as vezes em que já não estamos em contra-relógio quando chegamos ao carro. 

Carregados 3 sacos para baixo, 2 de ginásio e 1 de comida (3 andares para baixo, fazendo nota que ao final do dia havemos de subir esses mesmos 3 andares com tudo às contas, incluindo o desgaste, físico e psicológico). A mochila do pequeno, a minha própria mala, ah e o pequeno, que no meio desta azafama, felizmente nunca nos esquecemos dele.

Subidos mais 4 lances de escadas, pequeno nos avós, caminho para o trabalho.

Se tiver transito bradimos para o ar os caralhos e uns fodasses valentes. Aqueles que não fazem os carros da frente evaporar, mas que nos drenam - pelo menos em parte - a frustração dos dias sempre iguais, sempre cansados.

Nove horas e meia fechados no mesmo espaço. Sim, porque se trabalham 4 de manhã, 4 de tarde e temos mesmo, mesmo de parar 1 hora para comer. Hora essa que entendemos usar para treinar no ginásio mais próximo. Optimizar o tempo que temos disponível. É o que lemos de quem sabe, são as sugestões das mulheres bonitas e bem torneadas nas redes sociais. Do moços que eram gordos e agora têm barrigas que mais parecem tanques de lavar roupa. "Optimização de tempo".

O único tempo que temos para optimizar é a hora de almoço, e essa senhores, essa já é um pau.

O dia de labuta acaba depois das 18, com um treino arrastado no bucho, um almoço comido à pressa, um emprego que promete que já tens trabalho em atraso ainda agora estás a sair. Uma viagem do demónio para chegar a casa.

Mais duas cabeças de alhos na boca de cada um.

Chegamos e "levantamos o pequeno", se não for tarde demais até passeamos os cães com vagar. Banho do pimpolho e sopa, jantamos depois das 21:30 e arruma-se o essencial para não vivermos pior que os porcos. 

Arrastamo-nos para dentro já passa das 22. O pequeno com a pilha toda e nós, que devíamos viver a felicidade dele a rezar que vá dormir cedo porque estamos por um fio.

E isto à 2º feira. Imagine-se minha gente, o estado destas pessoas ao fim de 5 dias.

O fim de semana uma labuta. Enfiar lá dentro o que não cabe nos dias úteis. Um mundo de tarefas feitas, outro mundo por concluir.

"O que é preciso é força de vontade". É o que eu ouço das moças e dos moços bem feitos que papam 1 hora de ginásio por dia. Que põem no facebook e no instagram as receitas cheias de sementes e cores de fazer inveja.

Força de vontade?! Essa eu tenho. Faltam-me é as forças. E arrasto-me muitas semanas mal conseguindo.

Conselhos dados de quem tem o jantar feito quando chega a casa. De quem tem a roupa lavada e a casa limpa pela senhora que lá passa naquele dia certo todas as semanas. De quem não sabe o que é estar enfiado 9 horas no mesmo espaço e mais 2 e meia por dia em vai e vem de casa para trabalho.

Conselhos de quem sabe apenas o que é uma noite mal dormida quando se deita depois das 7 da manhã porque foi à festa da noite branca.

Conselhos que eu ouço para me motivar e não me alapar ao sofá. Que me forço a acreditar porque não quero ser a mãe gorda e mal enjorcada. Porque não quero deixar de cuidar de mim.

Mas como estar em tanto sitio ao mesmo tempo?

E o descanso?

O treino deve fazer parte do dia a dia como qualquer outra tarefa! 

Ou então não. Se quem aconselha tiver uma vida como a minha que é igual à de tanta gente.

Decidi abrandar o ritmo. Descansar mais. Ouvir o meu corpo. Dar-lhe tempo para se adaptar.

Fazer sim. Mas com tento. Sem o levar à ultima gota.

Se é falta de vontade...se calhar não é bem assim!

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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