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Em busca da felicidade

Então e afinal como é que correu esse dia?

 

Uma pessoa sabe que até não é assim tão má gente quando, no dia a seguir a fazer anos aparece malta para dar um beijinho e perguntar como correu o dia. Se fosse rica ainda podia pensar que era por causa do guito, se fosse famosa, para ver se arranjava bilhetes para entrar na discoteca da moda, mas como sou uma tesa que ninguém conhece, só pode ser porque até não sou assim tão má rés.

Por isso, e que tal correu esse dia?

Ora pois que correu bem! Momentos de sentimento à parte, lamechices que fazem falta porque afinal de contas fazem parte e uma pessoa não é de betão cá dentro.

Não desembrulhei um único presente. Não soprei velas. Mas foi um dos melhores aniversários que já passei.

O melhor presente do dia acordar para ver quem mais amo. O sorriso do meu filho que ilumina o meu dia. Um pequeno almoço fora e uma tentativa de passeio no parque, que acabou sabotado pelo sono.

Uma paragem por aqui, enquanto o mais pequeno dormia, para a reflexão sobre este 33 que o meu documento de identificação diz que eu tenho.

Como não sei o que é isso de ter o dia de aniversário só para mim – e espero que assim se mantenha por muitos e resmungões anos – lá fomos buscar o outro aniversariante, meu pai porque é, não há questões e a genética não engana, Augustinho para quem sabe o cromo que tem lá dentro, e o maior cromo do mundo para quem o conhece melhor.

Fomos em busca da caldeirada de cherne mas encontramos uma mariscada. Todos ficaram contentes com o repasto e até o pequeno colaborou, sendo que se estreou nestas andanças de almoçar a sopa dele fora de casa.

Ouvi mais de 50 vezes “tás lexada com este gajo!”. Expressão comum do maior de todos os cromos, quando o pequeno Ricardo faz das suas.

Conseguimos obriga-lo (ao maior dos cromos) a ir às compras e, com grande esforço, que experimentasse 2 pares de calças de ganga para descobrirmos o numero dele. Não acertámos com estes dois pares mas tu já viste mais ou menos que são 2 números acima, não vale a pena experimentar mais. Não experimentou.

Vestiu-as em casa e por sorte diz que estão mesmo à medida. Enfim!

Deixámos a criança de 68 anos em casa para a sesta da praxe e rumamos a Cascais. Fomos à Vendinha das Mães e percebemos mais uma vez que existem motivos para não viver em Cascais. Paguei 5,95 € por 3 laços de mel e um sumo de laranja natural. Com o mesmo valor, na minha terra, comprava a caixa dos laços e uma laranjeira carregada. Assim não, comi um lacito mais o esposo e bebemos um sumo de laranja que, até podia sonhar ter origem em laranjas do Algarve e que foram transportadas a pé até Cascais, mas não, o senhor abriu o saco do Pingo Doce à minha frente. Quando me pediu 5,95 € estive para perguntar se estava a juntar a conta com o outro casal.

Fica para aprender, da próxima vez que for passear para lá da Marginal é para levar a marmita do lanche.

A Vendinha estava muito gira e tinha coisas de babar. Problema, a maior parte do que encontrei era para menina e eu tenho em casa um rapazola. Mas digo o mesmo que disse ao Nuno 5 minutos depois de ter entrado. “Se calhas a ter uma filha, já tinhas gasto dinheiro, era limpinho!”.

O pequeno estava louco com a criançada e com tanta coisa para “tentar” mexer. Porque eu não o deixo subtrair coisas do sitio onde estavam.

Andou e andou para onde quis. Estava para lá de feliz. E eu, eu ganhei a minha prenda de anos. Aquela gargalhada.

De volta a casa ainda mais uma paragem, para comprar aqui à menina a prenda que estava indecisa. O seu computador colorido.

Não havia a cor desejada e por isso seguimos para casa. Esta semana tratamos disso.

O pequeno não quis dormir no carro mas acabou por se entregar 5 minutos antes de estacionarmos à porta de casa. Tanto se bateu que acabou por ferrar. Já passava das 21h quando o Nuno e os cães o conseguiram acordar. E não, não largamos os cães na cama de grades. Chamamo-los ao pé dele e começamos a segredar-lhe que os “meninos” estão ali. “Olha o Ghandi, olha a Tulipa!” E o tipo acorda. E feliz! É uma adoração que dá gosto ver.

Jantar e convencer o pequeno a adormecer.

Acabar a noite com os últimos parabéns no Facebook.

E foi assim. Sem festas de arromba. Sem prendas estonteantes. Sem almoços caros, nem viagens ao estrangeiro. Mas um dia cheio de carinho, com as chamadas dos mais próximas e os votos de um dia feliz daqueles que sei que não me desejam outra coisa que não seja o melhor deste mundo.

Para além do Euromilhões, que me punha neste momento numa praia paradisíaca, que mais é que uma pessoa pode pedir?!

 

(A ver se esta semana ou na próxima ofereço lá à maltinha do trabalho um bolo destes)

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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