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Em busca da felicidade

Epá guardem os aquários...

 

 

...das lagostas. Não há necessidade nenhuma de os bichos estarem guardados para irem para a grelha a conviver com os familiares nos pratos do cliente. É um bocado macabro. Por isso quando vou a um restaurante ou a uma marisqueira tá de me sentar bem afastada do cubo de água.

Sei que é hipócrita, muito hipócrita da minha parte, mas cada vez mais me fazem confusão algumas coisas, por isso é que, mais dia menos dia ainda dou comigo vegetariana outra vez.

Ontem fomos jantar ao Praia Mar no Fórum Almada. E sim, antes dos comentários, era o nosso 9º aniversário e não fomos a um restaurante chic, verdade. Em primeiro lugar porque aqui esta pessoa que escreve é muito mais dada à tasca do que ao restaurante com talheres a mais. Faz-me sempre um nadita de confusão tanto prato, tanto talher e tanto copo. Uma pessoa se quer passar para outra comida raspa bem o prato com um garfo e passa um guardanapo. Assim mesmo, à tasca.

De qualquer modo. Fomos ao Praia Mar, comemos uma mariscada, o senhor enganou-se na distribuição dos líquidos, a jola era para mim, a Coca Cola para o Nuno. Viemos de lá muito satisfeitos.

No entanto, enquanto aguardávamos pela nossa paparoca não pude deixar de ter pena e de pensar nas pobres lagostas que estavam ainda dentro do aquário e verem o tipo rechonchudo que lhes papava - literalmente - o familiar. Ou familiar ou colega de trabalho. Será que se sentem felizes se for um familiar de quem não gostavam? Do tipo, toma porca, que foste primeiro que eu!

Não sei, mas para mim faz uma certa confusão, talvez porque vi vezes demais a Pequena Sereia, ou isso ou porque tenho o cérebro do tamanho de uma azeitona e está todo ocupado com temas de menor. Provavelmente a lagosta não se podia estar mais a cagar para o assunto.

De qualquer modo deixou-me aliviada que na nossa travessa havia de tudo menos lagosta. Deixou a minha consciência mais leve. Assim pelo menos, se uma das que estava no aquário olhasse na nossa direcção, eu podia levantar os braços e dizer não fui eu, foi ali o gordo ao canto!

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----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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