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Em busca da felicidade

Era uma vez um dia de chuva

Já sabíamos que este fim de semana seria "agradável", os senhores da meteorologia já haviam feito o favor de nos alertar que para estes dias o melhor era mesmo andar acompanhado de guarda-chuva. E diz que a coisa se mantêm até ao final da semana que vem. Por isso o meu muito obrigada ao São Pedro, és um bacano, este Natal não jantas cá em casa.

É que já nos tínhamos inscrito para a caminhada na areia amanhã e com este tempo de caca não nos vamos meter nisso. Vamos antes ficar bem fechadinhos em casa com ursos hibernados. Lá se foram à vida 20 € que eu podia ter gasto numas calcinhas da moda!

Mas, com bom ou mau tempo o sábado cá em casa é dia de passeio. Tipo imparáveis de Inverno mas sem Actimel. É dia de cortar com a rotina da semana, dos dias com os avós, dos dias de escritório, dos afazeres de casas e de quaisquer outras responsabilidades. Ao sábado esquecemos que há a Cátia cozinheira e o Nuno homem a dias. O que estiver por fazer fica, que também não vai aparecer ninguém para o fazer por nós.

Assim acordamos, como sempre cedo, para a natação do campeão. Ainda me vai sair dali um Felps, lá pés e mãos grandes tem! Almoçamos por casa e a tarde é de passeio. Considerando os maravilhosos raios de sol do dia lá combinamos ir à Costa levantar as t-shirts e os dorsais da caminhada de amanhã, apesar de sabermos que não vamos. Mas não vá o São Pedro pensar melhor e mandar um UV lá fomos buscar o material. Percorremos a Costa de uma ponta à outra e nada de dar com a tenda que estava a fazer a entrega dos dorsais. Fomos à net e dizia que estavam em frente ao restaurante Mar Puro, lá demos com aquilo e o homem encheu-se de coragem para lá ir. Eu deixei-me ficar com o pequeno no carro, não o ia pôr debaixo daquela tempestade por causa de duas t-shirts. Passados poucos minutos estava de volta, parecia que tinha ido ao mar, todo encharcado. E danado. Porque não encontrou tenda nenhuma.

Caga nisso. 

Disse. Não precisava. Eu já tinha feito isso mesmo.

Rumamos ao Fórum Almada, coisa que agrada sempre ao pequeno terrorista. Nada como um bom shopping à pinha com gente para o deixar satisfeito. Correr cambaleante por aqueles corredores todos e nós literalmente de cú para o ar, a ver se garantimos que não se esbardalha todo.

Chegamos, alimentamos o pequeno com o seu iogurte e damos com um espaço no centro com venda de coisas variadas artesanais, t-shirts com dizeres, porta chaves com nomes, aventais e identificadores de porta, penso que é assim que se chamam, aquelas plaquinhas toda engraçadas com o nome dos miúdos para pormos à porta do quarto.

Começo a namorar uma, toda gira, letras gordas e aparece a senhora, muito simpática por sinal.

- Posso ajudar?

- Sim. Podemos encomendar uma coisa (quando não sei o nome de um objecto digo sempre coisa ou coiso, é uma cena de família) destas com outro nome?

- Sim, claro.

- E qual é o preço para um nome mais longo.

- Depende, o valor é letra a letra. São 5 € por letra.

Nesta altura o neurónio mais forreta do Nuno passa à frente de todos os outro, puxa da calculadora cientifica e começa a suar. "Ora o nome do miúdo tem 7 letras, isso vezes 5. Não!"

- Olha que acho que isso não cabe na porta. Por causa do friso.

Diz ele. Por esta altura já percebi que o neurónio forreta está em aflição.

- OK. Acho que este aqui talvez até lá fique melhor.

Era uma placa mais pequena, podia levar o nome e ainda tinha uns bonecos.

O homem ficou mais calmo. O miúdo manteve-se a borrifar. Eu fiquei contente e a senhora satisfeita com mais uma encomenda. Daqui por semana e meia vamos buscar.

Seguimos caminho para comprar uns sapatos ao Nuno. Coisa em conta, claro está. Ele foi experimentar, eu andei numa autentica roda viva por toda a loja. Pequeno por sua conta. Eu a dar conta que ele não se espetava contra nenhum armário e entretanto a pedir desculpa às pessoas porque ele queria gamar-lhes os sapatos quando estavam a experimentar outros. Houve uma altura em que parou a olhar para um puto, com, sei lá, 7 ou 8 anos, a ver se o miúdo desistia e ele lhe levava o ténis que tinha descalço.

Acabei por ter de o pôr às costas, sob protesto, claro está. O que vale é que ele fala mais russo que português e podia estar a manifestar-se por qualquer coisa que ninguém entende.

Damos mais um giro e acabamos por ir ao Jumbo em busca de uma caixa MB que tivesse dinheiro. Diz que estamos no inicio do mês e ainda não precisamos tirar o saldo para ver se temos dinheiro para o lanche.

A caminho uma porca atravessasse à frente do Nuno e quase me manda a criança ao chão.

Vvvvvaca de um cabrão!

Nunca menos do que isto. Se me ouviu, baixou a mona. Se não ouviu, é pena, que eu gosto de informar as pessoas do que penso delas.

Fiquei furiosa, acho que se me tem acertado na criança lhe tinha dado com a caixa de sapatos uma mão cheia de vezes naquela cara feia. E tudo isto para não perder o lugar de atendimento...que funciona por senha, ninguém lhe podia passar à frente. Idiota!

Regressamos à nossa Quinta e lanchamos na melhor pastelaria da terra, a Barca Doce.

Entramos e deparamo-nos com o nosso lixo "higiénico" espalhado pelo hall de entrada. Os 4 patas estavam entediados então vá de assaltar o balde de lixo da casa de banho.

Se ralhei com eles?

Não tive tempo porque o amigo mais pequeno já estava à porta da despensa a pedir bolachas para lhes dar.

Fizeram borrada e ainda ganharam no fim. Tou feita ao bife com estes três!

Agora estava capaz de me ir deixar e cochilar um nadita, mas não dá. Descanso com uns apontamentos e depois vou ali trocar de turno com o pai que está a fazer piscinas à casa, segurando o pequeno pela mão enquanto empunha um cabide na outra. Qual Afonso Henriques em modo conquistador!

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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