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Em busca da felicidade

Esta coisa de ser hipocondríaca

 

Esta coisa de ser hipocondríaca é pura e simplesmente uma merda filha da puta. Não há outra forma de descrever. É este o resumo mais fiel.

Ser hipocondríaca é dormir uma parte da noite em menos de 30 cm de cama, em cima do braço esquerdo e quando acordo com ele dormente, achar que é no mínimo um principio de enfarte. É ter uma pequena enxaqueca e recear o AVC. É ir a 3 médicos da mesma especialidade e não confiar em nenhum. É fazer 10 exames a todos os órgãos do corpo e continuar a achar que alguma coisa está errado. Que se não é uma coisa simples é uma doença rara que ninguém conhece. Especialistas incompetentes. É chegar ao ponto de não acreditar quando me sinto mal e ver no olhar de quem está mais perto lá está a tua cabeça outra vez!

É saber que se um dia me dá uma coisa a sério nem eu me apercebo, que cada vez confio menos na minha tola.

É gastar o plafond médico do seguro de saúde. É ficar desconfiada em vez de contente quando os médicos dizem que está tudo bem com os exames. É saber que aconteceu alguma coisa a alguém próximo e passar as semanas seguintes com suores frios porque também me pode acontecer a mim. É ter os sintomas e estar tudo na mesma. 

É ter de manter a cabeça sempre ocupada senão arranja-me com que ficar doente. 

É ler o correio da manhã e meia hora depois ter sintomas de pelo menos 3 doenças diferentes. Todas ao mesmo tempo.

É comprar tudo o que há à venda que seja orgânico e tudo o que possa evitar as coisas mais escabrosas que possam acontecer a uma pessoa.

É deitar-me com medo de adormecer porque coisas más acontecem a boas pessoas, às vezes quando estão a dormir e se ficar acordada sempre peço que me acudam.

Ser hipocondríaca é ir ao médico e desconfiar do diagnóstico se o resultado for nada ou simples de mais. É trazer a receita dos medicamentos e ter medo de os tomar por causa das contra-indicações. Que podem fazer coisas más e a pessoa não quer nada de coisas más. 

É alguém dizer que o teu olho vermelho pode ser tensão alta e ir a correr medir a tensão. Ter o resultado e achar que a máquina está errada.

É sentir o que for e não saber se me devo queixar, que não sei se é verdade, se é a minha cabeça a engrupir-me outra vez.

É ter a certeza que o melhor sitio para morar é a 5 minutos a pé de um hospital, que assim chego lá mais depressa. É sentir que uma sala cheia de batas brancas tem a solução para tudo, mas no fim não acreditar a 100% em nenhuma.

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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