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Em busca da felicidade

Este sentimento de não fazer parte

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Lembro-me de há uns anos atrás me terem dito tens a certeza que estás bem aqui? Já pensaste que se calhar este não é o teu grupo, o teu espaço? A pessoa que me disse isto não me era nem muito nem pouco próxima, se calhar por isso mesmo teve toda a razão, se calhar por isso mesmo conseguiu ver tão bem que eu não pertencia aquele grupo. O problema é que na maioria das vezes não sinto que pertenço a grupo nenhum. Tenho sempre a sensação que ando um bocado mais à margem, sem me enquadrar por completo, tremo nas palavras ou faço-as demasiado duras para não se sentir a fragilidade. Coisas que se aprendem com o passar dos anos, defesas que nos resguardam da brutalidade de uns, da honestidade de outros.

Lembro-me muitas vezes dessa conversa, de onde estava, o sitio exato, da hora que era, do copo que tinha na mão e do pensa nisso que concluiu a conversa. Lembro-me sempre que o sentimento de falta de pertença surge, como um arrepio na nuca, um calafrio na espinha que me diz baixinho ao ouvido, olha, também não é aqui.

Se calhar é porque às vezes não sei o que gosto, ou porque outras vezes quero fazer parte e parece que me esforço, ou porque sim, porque me sinto tão melhor na minha própria companhia que a alma dispensa os outros. Pode ser por ter sido criada numa casa cheia de gente mas passar o tempo todo sozinha. Sim porque estar só não tem nada que ver com o número de pessoas que nos rodeia. Podemos estar numa sala com mil pessoas e nenhuma nos vê.

Mas se calhar é porque só tenho de fazer parte de onde faço parte, de onde sou peça que completa o puzzle. Um puzzle com poucas peças, mas um onde me encaixo.

Às vezes sinto que não faço parte, matuto na coisa e acabo por concluir que ainda bem. Porque a pele só se sente calma na companhia dos que me sabem como verdadeiramente sou, onde sou essência e mais nada, sem papeis nem frases repensadas e triadas para não ferir suscetibilidades ou meter-me a jeito para consequências.

Afinal faço sempre parte de algum lado, faço parte do meu canto, onde os cheiros me são familiares e as palavras fluem sem comos nem porquês.

 

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----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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