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Em busca da felicidade

Eu corro por uma causa

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Há quem corra pelos km, há quem corra para ser mais rápido, há quem corra para se inserir num grupo e estar na mesma onda que os amigos, há quem corra para ficar em forma. Eu corro porque me faz sentir feliz, porque me faz sentir bem. Corro pouco preocupada com o tempo que faço, respeitando o meu corpo, tendo em atenção os meus limites esforçando-me sempre mais um pouco por fazer melhor, mas nunca, ou muito raramente, ao ponto de me levar ao extremo. Já toquei nos extremos algumas vezes e hoje faço um esforço por encontrar a tranquilidade do equilíbrio, a noção de que o mais vem com o tempo, com a experiência, com a habituação, não com o quero por querer.

Inscrevi-me esta semana mesmo em cima do tempo, levantei-me com vontade e, como já é habito no meu ser antes de começar estava mesmo capaz de me vir embora. A mesma lengalenga de sempre, e se me acontece alguma coisa, e se não consigo e se me dá um fanico, metade disto é a subir, e se, e se, e se. Caiu uma carga de água e pensei que se calhar era um sinal, um sinal de devia era dar corda aos sapatos em direcção ao carro e voltar para a caminha quente. Que isto há pessoas optimistas por natureza, mas essa não é a minha cena, tenho sempre que me auto convencer de que as coisas podem correr bem, a minha cabeça é mais reunir todos os cenários de catástrofe possível para avaliar qualquer cenário. Depois há literalmente 1 neurónio optimista - que por esta altura está sobrecarregado de trabalho, coitado - a tentar convencer os outros todos que as coisas podem até correr bem.

Safa-me no meio disto tudo ser casada com o homem mais maravilhoso à face da Terra que me incentiva mesmo quando eu estou já a caminho da desistência e me diz vou estar aqui à tua espera e vais conseguir.

Lá fui, um pouco mais rápido talvez porque andavam a filmar com drones e ocorreu-me por diversas vezes que podia acabar a bateria ou as pilhas a algum (ou lá o que é que dá potencia aquela porra) e levar com um na mona, o melhor era bazar depressa. A subida fez-se com tento, a descida um pouco mais acelerada.

No fim soube, como sempre, maravilhosamente bem.

Sei que são 5 km e pode não parecer muito, mas estas provas para mim valem muito mais que a distância, valem o esforço de cada mulher que passa por esta merda. Não há outra forma de o dizer! É uma merda!

Gosto de participar porque conheço a dor, a dor de quem passou, a dor de quem não venceu, a dor de quem partiu, e a dor de quem perdeu, neste caso eu.

Sei que vens comigo, faço-o por ti e levo-te no coração. Passo a meta dos 5, aquela porque tanto lutaste e que ficou a escassos metros de ti. 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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